Resenha - Abraxas - Santana

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Por Beto Guzzo
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Quando Carlos Santana tocou Soul Sacrifice em Woodstock, o mundo teve contato com a magia de sua guitarra. O som, antes conhecido somente em San Francisco, misturava riffs pesados de guitarra com congas e outros instrumentos de percursão que incendiavam a platéia mais católica. Mas foi em outubro de 1970 que Santana reuniu os músicos de sua banda e gravaram aquele que seria o melhor álbum de sua carreira, Abraxas.

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Abraxas é um daqueles momentos mágicos do rock e é quase uma viagem espiritual. O álbum é excelente desde a primeira até a última música, seja pela técnica apurada do guitarrista, seja pela musicalidade latina impressa pela percursão de Jose Areas, Mike Carabello e Rico Reyes. O play começa com Singing Winds, Crying Beasts, uma instrumental que prepara terreno para a versão de Santana para Black Magic Woman (na verdade, BMW é composição de Peter Green, fundador do Fleetwood Mac) . Apresentada no álbum num medley com Gypsy Queen, Black Magic Woman é a canção de maior "sucesso" de Santana, tendo sido radiodifundida pelos quatro cantos do mundo.

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A terceira música chama-se Oye Como Va e também foi sucesso de público instantâneo. Nesta música já se percebe uma maior participação da percursão, o que fica mais evidente nas músicas seguintes do álbum. Incident at Neshabur é o ponto alto do trabalho, mais uma música instrumental que mostra a perfeita sincronia entre guitarra e percursão. Essa música é um arraso.

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Se a Cabo começa com Carabello e Areas alucinando nas congas, num pique quase frenético que se extende até o fim da música. Na sequência, Mother’s Daughter levanta até defunto com solos de guitarra misturadas com a percursão, num ritmo intenso que caracteriza as músicas do mexicano. Samba Pa Ti é a única lenta do álbum, mostrando que feeling é o que não falta para o guitarman... Hope You’re Feeling Better começa com um orgãozinho maneiro e vai crescendo. O trabalho acaba com El Nicoya, um show de percursão de Rico Reyes que fecha com chave de ouro esse álbum que com certeza, é discoteca básica para qualquer mortal...até para aquele que não é muito chegado em rock.

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Curiosidades: 1. Carlos Santana, junto com sua esposa Débora, mantém a Milagro Foundation para ajudar crianças a Ter um futuro mais promissor. Para ajudar, basta comprar camisetas com estampas bem legais, que estão disponíveis em http://www.santana.com/milagro.

2. Assim como o Jethro Tull, o trabalho de Carlos Santana só veio a ser reconhecido agora, décadas depois de ter lançado seus principais sucessos. Por incrível que pareça, Santana obteve reconhecimento após o lançamento do bem sucedido álbum Supernatural que, apesar de uma produção minuciosa, não fica perto de Abraxas. Nem na qualidade das músicas, nem no espírito em que foram compostas.

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Santana Basicão: 1970, Abraxas
Santana Legets: Basicão + 1993, Sacred Fire – Santana in Mexico + 1999, Supernatural
Santana Fanzaço: Legets + 1995, Dance in the Rainbow Serpent

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