Resenha - Abraxas - Santana
Por Beto Guzzo
Postado em 09 de julho de 2000
Quando Carlos Santana tocou Soul Sacrifice em Woodstock, o mundo teve contato com a magia de sua guitarra. O som, antes conhecido somente em San Francisco, misturava riffs pesados de guitarra com congas e outros instrumentos de percursão que incendiavam a platéia mais católica. Mas foi em outubro de 1970 que Santana reuniu os músicos de sua banda e gravaram aquele que seria o melhor álbum de sua carreira, Abraxas.
Abraxas é um daqueles momentos mágicos do rock e é quase uma viagem espiritual. O álbum é excelente desde a primeira até a última música, seja pela técnica apurada do guitarrista, seja pela musicalidade latina impressa pela percursão de Jose Areas, Mike Carabello e Rico Reyes. O play começa com Singing Winds, Crying Beasts, uma instrumental que prepara terreno para a versão de Santana para Black Magic Woman (na verdade, BMW é composição de Peter Green, fundador do Fleetwood Mac) . Apresentada no álbum num medley com Gypsy Queen, Black Magic Woman é a canção de maior "sucesso" de Santana, tendo sido radiodifundida pelos quatro cantos do mundo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A terceira música chama-se Oye Como Va e também foi sucesso de público instantâneo. Nesta música já se percebe uma maior participação da percursão, o que fica mais evidente nas músicas seguintes do álbum. Incident at Neshabur é o ponto alto do trabalho, mais uma música instrumental que mostra a perfeita sincronia entre guitarra e percursão. Essa música é um arraso.
Se a Cabo começa com Carabello e Areas alucinando nas congas, num pique quase frenético que se extende até o fim da música. Na sequência, Mother’s Daughter levanta até defunto com solos de guitarra misturadas com a percursão, num ritmo intenso que caracteriza as músicas do mexicano. Samba Pa Ti é a única lenta do álbum, mostrando que feeling é o que não falta para o guitarman... Hope You’re Feeling Better começa com um orgãozinho maneiro e vai crescendo. O trabalho acaba com El Nicoya, um show de percursão de Rico Reyes que fecha com chave de ouro esse álbum que com certeza, é discoteca básica para qualquer mortal...até para aquele que não é muito chegado em rock.
Curiosidades: 1. Carlos Santana, junto com sua esposa Débora, mantém a Milagro Foundation para ajudar crianças a Ter um futuro mais promissor. Para ajudar, basta comprar camisetas com estampas bem legais, que estão disponíveis em http://www.santana.com/milagro.
2. Assim como o Jethro Tull, o trabalho de Carlos Santana só veio a ser reconhecido agora, décadas depois de ter lançado seus principais sucessos. Por incrível que pareça, Santana obteve reconhecimento após o lançamento do bem sucedido álbum Supernatural que, apesar de uma produção minuciosa, não fica perto de Abraxas. Nem na qualidade das músicas, nem no espírito em que foram compostas.
Santana Basicão: 1970, Abraxas
Santana Legets: Basicão + 1993, Sacred Fire – Santana in Mexico + 1999, Supernatural
Santana Fanzaço: Legets + 1995, Dance in the Rainbow Serpent
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