O guitarrista americano que sozinho ofuscou todos os britânicos, segundo Carlos Santana
Por Gustavo Maiato
Postado em 31 de janeiro de 2026
Carlos Santana voltou a provocar debate sobre a British Invasion ao afirmar que o maior referencial por trás dos guitarristas britânicos dos anos 1960 não veio do Reino Unido, mas dos Estados Unidos.
Em declarações resgatadas recentemente pela Far Out, o músico relativiza o brilho do movimento - que revelou nomes como The Beatles e The Rolling Stones - para destacar a influência decisiva de um bluesman de Chicago. "Eric Clapton, Jimmy Page, Jeff Beck… eles são todos grandes, mas o cara de quem meus irmãos britânicos e eu aprendemos foi Buddy Guy", disse Santana.

Segundo ele, Buddy Guy foi o eixo formador de uma linguagem que atravessou o Atlântico e moldou a guitarra do rock. "Esse é o cara. Não existiria Jimi Hendrix sem Buddy Guy. Ele inventou o 'turbo blues'", afirmou Santana, acrescentando que a singularidade do estilo de Guy é imediatamente reconhecível: "Ninguém toca como ele". A fala não busca desqualificar os britânicos, mas reposicionar a genealogia do som que se tornaria global.
Carlos Santana e Buddy Guy
A leitura encontra eco entre os próprios protagonistas da British Invasion. Eric Clapton já declarou que Guy é "de longe e sem dúvida o melhor guitarrista vivo", elogiando a "liberdade total de espírito" do bluesman. A influência também se estende a Jimi Hendrix, frequentemente citado como herdeiro direto da abordagem explosiva e performática de Guy.
Ao colocar Buddy Guy no centro do debate, Santana propõe uma revisão menos mitificada do período: a invasão britânica existiu e foi decisiva, mas sua base criativa bebeu profundamente do blues americano. "A sacada do produtor e do músico é conhecer referências e saber juntá-las", resume a lógica por trás do argumento. Em outras palavras, o rock britânico que conquistou o mundo teve, no blues de Chicago, um de seus pilares fundamentais.
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