Resenha - Symphony of Enchanted Lands - Rhapsody

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Por Maurício Gomes Angelo
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Nota: 10


Épico: Adj. 1.Relativo a epopéia; próprio da epopéia. 2. Diz-se de ser celebrado em versos. 3. Extraordinário, memorável, heróico; homérico. 4. Fora do comum, incomum. S. m. 5. Autor de epopéia.

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Aí está a definição perfeita do som do Rhapsody. Eu não conseguiria ser mais sucinto que um dicionário. O som destes italianos tem esta característica fundamental: ele é épico.

Após ter dividido a história do heavy metal melódico com seu "debut" "Legendary Tales", de 1997, o Rhapsody instantaneamente ganhou a atenção do mundo metálico. Toda a imprensa mundial foi unânime em reconhecer o talento, a inovação e a capacidade destes homens. Uma nova saga, um novo mundo foi iniciado. As "Algalord Chronicles" tomavam continuação na forma de "Symphony of Enchanted Lands".

Apadrinhados desde o inicio pelo "midas" do metal mundial, Sascha Paeth, não precisamos tecer nenhum comentário a respeito da magnífica e soberba produção. Apoiados por uma equipe de mais de trinta músicos (instrumentistas de verdade) e se valendo de todos os instrumentos imagináveis, como viola de gamba e balalaicas, tem-se uma noção da grandiosidade do espetáculo. Fabio Lione consegue te deixar triste, feliz, emocionado, tocado, em prantos e o que mais ele quiser com sua indescritível interpretação. Luca Turilli, alçado ao posto de um dos melhores guitarristas do mundo, demonstra o por quê de tal prestígio. Criatividade, genialidade e técnica estupenda começam a explicar o que suas mãos são capazes de fazer. Alex Staropoli, junto com Turilli, criam os mais belos arranjos e interlúdios clássicos que o mundo já viu, além de partes orquestradas dignas do Olimpo. Alex Holzwarth completa o time com maestria: preciso, técnico, veloz e competente. Este grupo nos deixa em completo estado de êxtase.

Os destaques do álbum ficam por conta de "Emerald Sword" (o primeiro e cativante single), "Wisdom of The Kings" (com um refrão maravilhoso), a intensa "Beyond The Gates of Infinity" e a típica balada "rhapsodyana" "Wings of Destiny".

E a faixa título, ah! A faixa título, que música meu amigo, que música! Treze minutos de perfeição. Uma audição que provoca e desperta todos seus sentimentos e emoções, uma viagem a tudo o que a música pode despertar. Completa e tocante, profunda e reveladora. Sem dúvidas, o ápice do álbum.

"Symphony of Enchanted Lands" é a continuação mais do que perfeita para "Legendary Tales". Quem gostou vai passar a amar, e quem odiou não deveria nem estar lendo esta resenha. Nenhum erro, nenhum deslize. Se existe a perfeição musical a ser alcançada dentro de um estilo, é esta aqui.

Eu não poderia terminar este review de uma maneira melhor do que esta:

"Go, mighty warrior... The kings of enchanted lands are awaiting your
victory! Ride on the wings of wisdom, ride beyond the middle valleys to
defeat the master of chaos in the name of cosmoc justice. Peace and love
forever!"




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Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

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