Resenha - Nomad - Di'Anno

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Por Paulo Finatto Jr.
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Em 2000, aportou em terras brasileiras, o ex-vocalista do Iron Maiden, responsável pelos seus dois primeiros discos (“Iron Maiden” e “Killers”), tendo nas costas alguns CD’s lançados por sucessoras bandas suas como o Battlezone e a própria Di’Anno. Estas passagens serviram para experiência no que seria a sua nova banda, desta vez contando apenas com músicos brasileiros (Paulo Turin, guitarra, que já havia trabalho com Paul Di’Anno na Battlezone; Chico Dehira, guitarra, do Karma; Felipe Andreoli, baixo, hoje no Angra; e por fim, Aquiles Priester, bateria, que hoje toca no Angra e no Hangar) e também, com composições muito acima da média em comparação com qualquer CD do Battlezone.
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Se as músicas são boas, deve-se isso ao trabalho de Paulo Turin, responsável pela criação de todas as músicas. Já Di’Anno assina todas as letras. A produção não poderia estar melhor, realizada no Creative Sound em São Paulo. Mas o que impressiona mesmo é a qualidade das músicas, todas elas muito pesadas, fugindo um pouco do que ouvimos nos trabalhos anteriores de Paul Di’Anno (inclusive no Iron Maiden), que era basicamente heavy tradicional. Aqui, o instrumental beira o thrash, com muita velocidade, garra e precisão. Di’Anno por um lado até que inovou, seja com as letras mais críticas e não tão abstratas, e também da sua maneira de cantar, voltando ao seu estilo mais agressivo e com direito a agudos.

Com a pesadíssima “Mad Man in the Attic” o disco abre, sem deixar o peso cair, para a logo em seguida “War Machine”. “Brothers of the Tomb” é uma música mais cadenciada por parte do instrumental (mas sem deixar de lado o peso), com direito a coro e linhas agudas de Di’Anno na hora do refrão. “P.O.V. 2000” é o nome da música que segue o CD, a que na minha opinião possui a letra mais crítica (sobre o racismo) e ainda é a melhor do “Nomad”. A cadenciada e muito bonita “The Living Dead” caiu muitíssimo bem na voz de Di’Anno, assim como a mais tradicional, “Nomad”, com um show por parte do baixista Felipe Andreoli, um dos melhores do país se não o melhor. Voltando à fúria do thrash metal está “S.A.T.A.N.”, e fechando o disco de uma maneira um pouco diferente, com a faixa “Dog Dead”, que possui algumas poucas influências do new metal, pelos vocais meio “rappeados”.

Pena que a banda não seguiu com esta formação, já que o disco é ótimo assim como os shows realizados na época do seu lançamento por todo o Brasil. Indiscutivelmente podemos dizer algo contra as qualidades como vocalista de Di’Anno, mas não posso deixar de não citar o maravilhoso compositor que é Paulo Turin, assim como a qualidade técnica de todos os músicos, realmente todos eles, de mão cheia. Lançamento no Brasil via Encore Records.

Line-up:
Paul Di’anno (vocal);
Paulo Turin (guitarra);
Chico Dehira (guitarra);
Felipe Andreoli (baixo);
Aquiles Priester (bateria).

Track-list:
01. Intro
02. Mad Man in the Attic
03. War Machine
04. Brothers of the Tomb
05. P.O.V. 2000
06. The Living Dead
07. Nomad
08. S.A.T.A.N.
09. Cold World
10. Do or Die
11. Dog Dead

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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