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Resenha - Elements Pt.1 - Stratovarius

Por Tiago Maia Santos
Em 14/04/03

Para o Stratovarius cabe muito bem aquela frase: "ame-o ou deixe-o". É melódico! Melódico extremado! Suas músicas são belíssimas para alguns, mas enjoativas para outros. A voz adocicada de Timo Koltipeto e a velocidade do instrumental marcam a banda.

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Pois bem, depois de três anos parado, esse quinteto finlandês retorna após o lançamento de Infinite, seu último álbum. Timo Koltipeto e Timo Tolkki (guitarra) aproveitaram as "férias" para lançarem trabalhos solos, enquanto que sua gravadora, Nuclear Blast, lançava a coletânea Intermission.

O forte da banda é a perfeição na melodia vocal. Poucas bandas conseguem lhe colocar tanta beleza e força. São refrões extremamente empolgantes. E Elements Part 1 não é diferente. Começa com "Eagleheart" que se inicia com um pequeno solo do tecladista Jeans Johansson e segue com a tradicional estrutura: introdução, ponte, refrão, este melodicamente lindo. Fala do glorioso coração de águia que voa até o sol, mais alto que as montanhas e planando em fogo.

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"Soul of a Vagabond" começa com um guitarra pesada. Logo depois a bateria e o teclado dão ênfase ao peso. O vocal entra junto à cozinha da banda (N.R. cozinha: baixo e bateria). Koltipeto canta adocicadamente. Por pouco tempo, já que um refrão bem pesado dá continuação à música. Um coral de vozes enchem a música cantando junto ao vocal no refrão. Tolkki dá seu show e coloca em seu solo sua marca: a velocidade. A música faz uma pequena união com a que se segue...

... esta é a música do álbum com mais cara der Stratovarius. Um riff de guitarra ao estilo Tolkki e a bateria bem speed introduzem a música. O teclado aparece numa melodia rápida e Jari Kanulainen fraseia seu baixo velozmente. A música segue reta e bem speed metal. É super para cima e Koltipeto solta sua potente voz. Guitarra e teclado duelam no solo É o tipo de música que arrepia!

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A quarta música é "Fantasia". Começa bem engraçadinha com um teclado que chega a lembrar as influência regionais do Angra. É uma música lenta. Fala da fantasia que acaba com os problemas e de um mundo sem guerra, armas e religiões. Depois da lentidão, se transforma e fica bem rápida brevemente, voltando à lentidão do refrão. Bela música.

"Learning to Fly" também é speed metal. Fala do aprendizado e da liberdade de voar. A música também é bem para cima, tendo a tradicional "subida de tom" ao final, característica marcante no melódico.

Uma voz lírica feminina introduz a sexta música do álbum: Papillon. Junto a um teclado simulando órgão, dá-lhe características barroca. Koltipeto extravasa a voz no refrão. Flautas aparecem de fundo a um coral belíssimo. Um violão sola subitamente. O refrão é ressaltado com um poderoso vocal. A música tem cara de passagem no CD e é diferente das outras. A voz feminina volta para encerrá-la.

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"Stratofortress" é instrumental. Inicia-se com um riff de guitarra e segue-se inteiramente entre solos rapidíssimos de guitarra, teclado e baixo. É meio chatinha porquê torna-se repetitiva, mas é boa para os fissurados em velocidade instrumental. No final, tentou-se dar um toque progressivo à música que não deu muito certo. Poderia ser mais trabalhada.

"Elements" é a música mais longa do CD, tendo doze minutos. É a mais trabalhada e uma das melhores do álbum. Começa com um coral citando os elementos da natureza. Depois um instrumental dá a sensação de grandiosidade, explorando-se os graves na bateria e o teclado reverberados (com eco) e com um riff bem marcante na guitarra. Koltipeto entra junto a um violão dedilhado, mas logo a sensação de grandiosidade volta à música. A música lembra um pouco Nigthtwish em seu instrumental. Depois a guitarra ficas meio hard rock, mas logo volta-se ao metal. Muito bom! Depois órgão, flauta e violão ficam a sós. Há um solo de teclado e Koltipeto retorna. O conjunto de todos os instrumentos, com os corais e o vocal ficaram muito bem colocados. Ótima música!

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Finalmente, uma belíssima balada encerra o álbum. "A Drop in the Ocean" começa com o som de ondas do mar e fala da busca pelo significado da vida. A música rola sem bateria, sempre com teclado, violão e vocal. Assim como começou, acaba com o som do mar, com direito a gaivota. A praia ainda rola por dois minutos, encerrando o CD.

Koltipeto continua com sua afinadíssima e bela voz. Já Timo Tolkki não está tão bem. Os riffs que caracterizaram o Stratovarius esgotaram-se e seus solos não estão tão trabalhados e criativos como em outras épocas, usando somente velocidade. Jari Kanulainen só aparece em frases rápidas, como já é clássico em melódico o baixo não aparecer muito. Mas o teclado está muito bom. Com solos bem colocados e efeitos muito bem usados, Johansson se destaca em criatividade. A batera continua reta, como sempre, sem muito destaque.

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Uma coisa a ser notada desde o single Hunting High and Low é a escassez de solos de guitarra nas músicas, o que é algo costumeiro em melódicos. A capa trás um ser de forma humana metade fogo metade água saindo do oceano e acima um arco-íris em forma circular ao redor do símbolo da banda. Bela capa.


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