Resenha - Locus Horrendus; The Night Cries of a Sullen Soul - Desire

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Por Bruno Coelho
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Nota: 8


Estupendo! Este é o adjetivo correto para o Gothic/Doom com vocais guturais desta banda portuguesa! Os patrícios parecem ter mergulhado num oceano de tristeza infinita para compor este álbum e sairam dele ensopados de inspiração antes de gravar faixas belíssimas como "Frozen Heart... Lonely Soul..."

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Bem produzido, bem arranjado, bem tocado e ainda masterizado por Mika Jussila no Finnvox Studios na Finlândia (por onde já passaram Nightwish, Stratovarius, Sonata Arctica e Children of Bodom, entre outros), muito pouco pode ser repreendido aqui.

Por momentos, certas passagens se arrastam em demasia. Na verdade, a sensação é de que algumas faixas se arrastam em demasia. Das onze faixas, quatro são vinhetas (dentre estas, uma abre e outra fecha o álbum), uma tem 4 minutos e as outras seis variam entre 8 e 13 minutos. A sensação de que está tudo quase parando pode até incomodar nas primeiras audições, fato que é corrigido com melodias belíssimas e uma razoável variação de andamentos. Peraí, mas essa é a graça do Doom, não é? Quem não gostar deste peso arrastado que vá ouvir outro estilo!

Outro fato interessantíssimo a ser ressaltado é o fato da banda homenagear Fernando Pessoa por todo o disco. Existem poemas deste genial poeta português narrados, cantados ou urrados num belo português típico de portugal, em várias faixas. Destaque também para o vocal profundamente gutural do vocalista Tear e para o bom gosto da banda ao misturar partes faladas, sussurradas, cantadas e urradas. Gostei muito das vinhetas, talvez possam usar mais da próxima vez. As partes em português ficaram excelentes no disco e trazem um ar de personalidade à banda.

Quanto às melhores faixas, além de "Frozen Heart... Lonely Soul...", destaco "...An Autumnal Night Passion - Movement II", a minha favorita "Dark Angel Bird (A Poet of Tragedies)" e "Torn Apart".

Sei que não vai ser fácil de encontrar este disco por aí... caso encontre, caro headbanger, compre! Vale a conferida!

PS: Caso alguém da banda venha a ler esta resenha, gostaria de indicar a leitura do grande Augusto dos Anjos também! Pode ser de grande serventia como fonte de inspiração para as próximas composições.




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Sobre Bruno Coelho

Bruno Coelho é Arquiteto, escritor, poeta, produtor de eventos, pai, tradutor, intérprete e professor de inglês. Morou em cinco capitais brasileiras e hoje dedica-se ao árduo labor de organizar eventos na capital maranhense de São Luís. Fã do Dream Theater, Tool, Symphony X, Pain of Salvation e Evergrey, encontra espaço pra novas bandas e vertentes sempre.

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