Resenha - VIBE - LS Jack

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Por Rafael Carnovale
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Nota: 7


VIBE (Vibrações Inteligentes Beirando a Existência)

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Quem diria que um grupo lançado pela Xuxa e associado diretamente às boy bands da vida fosse aparecer numa resenha da Whiplash? Bem, aqui está. Os rapazes do LS Jack apareceram há dois anos, com seu cd de estréia, auto-intitulado. Ganharam forte projeção ao aparecerem no Planeta Xuxa, com seu pop-rock, falando de letras de amor adolescente, e de refrões pegajosos. Obtiveram sucesso razoável e fizeram vários shows pelo Brasil. E alguns anos após, eles retornam com seu segundo CD, VIBE, que mostra muita maturidade no som, e principalmente, a necessidade de criar uma identidade musical que mostre o que a banda realmente tem a oferecer: um bom Pop-Rock, influenciado diretamente por Legião, Paralamas e Biquini Cavadão.

O cd não pode ser taxado de ruim, e os caras não fazem pinta de boy band. Pelo contrário, investem nas guitarras e no uso concreto do violão, criando climas interessantes, que podem ser notados de longe nas duas primeiras faixas, "Uma Carta" e o "Hit Carla" (que toca nas rádios). O lado mais pop da banda aparece em faixas como "Minha Vida é Você", "Plantado do Seu Lado" (que poderia ser escrita por Herbert Vianna), a melosa "Talvez" (que remete ao primeiro cd da banda).

Mas a banda também aparece com pegadas mais rockeiras, como podemos notar nas faixas "Dois Passos" (muito inspirado no rock de Biquíni Cavadão e Nenhum de Nós), a mais rockeira "Setembro" (com uma letra mais voltada para o lado político, sendo um dos destaques do cd), a semi balada rockeira "Como um Menino", e a diferente "S.D.R (Sexo, Drogas e Rock and Roll)", que com suas pitadas de ska torna-se um passo à frente na carreira da banda.

A banda ainda fala bastante de amor em suas letras, mas começa a mostrar maior evolução, principalmente na faixa "Setembro", no bem sacado Cover de Tony Scalzo, "The Way", que virou "Decisão Final", e na faixa título, que fecha o cd. A banda mostra que, com maior maturidade poderá produzir músicas muito mais rockeiras, pois abriu mão dos teclados e samples em várias faixas para inserir mais guitarras.

Jogada comercial? Maturidade? Não saberemos de fato, mas que de fato eles mudaram, mudaram sim, e para melhor.

Line Up:

Sergio Ferreira - Guitarra
Marcos Menna - Voz , Violões
Marcel - Guitarras, Teclados
Bicudo - Bteria
Vitor Queiroz - Baixo




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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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