Resenha - Aégis - Theatre Of Tragedy

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Por Thiago Sarkis
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Antes de tudo é necessário destacar a importância deste álbum, que é exatamente a marca da transição, do fim de uma Era e início de outra, na história do Theatre Of Tragedy. "Aégis" é talvez o único entre os trabalhos de Liv Kristine & cia que, mesmo com certas restrições, óbvio, é capaz de agradar a gregos e troianos, ou melhor, a fãs do doom da fase antiga do grupo e do pop eletrônico de hoje em dia.

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As mudanças começam nos vocais, com Raymond I. Rohonniy abandonando a linha gutural, e passando praticamente a um texto cantado, por vezes simplesmente falado. A produção também aponta transformações, sendo mais límpida que as dos discos antecessores, o debute auto-intitulado, e "Velvet Darkness They Fear". O mesmo acontece nas guitarras, menos vigorosas, e a partir de então intrinsecamente ligadas e dependentes das boas linhas de teclado apresentadas.

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No decorrer das oito faixas presentes – excluindo-se aí "Samantha" e "Virago", bônus da versão brasileira lançada pela Hellion Records – surgem climas surpreendentes, numa atmosfera bem montada, tensa, e certamente depressiva em diversos instantes. Tudo isso com um toque a mais, já cheirando à modernidade e o eletrônico, que tomariam conta da banda.

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"Cassandra", "Siren" e "Venus" são as composições mais chamativas, e servem como amostra de um trabalho balanceado e caprichado, que deixou rastros irremovíveis na história do doom metal. Porém, nem tudo são flores, como pode iludi-los a arte na capa, e as músicas acabam pecando numa repetitividade que aos poucos, e com o passar das audições, se transforma em certa monotonia.

Liv Kristine (Vocais)
Raymond I. Rohonniy (Vocais)
Frank Claussen (Guitarra)
Tommy Olsson (Guitarra)
Lorentz Aspen (Sintetizador)
Erik T. Saltrø (Baixo)
Hein Frode Hansen (Bateria)




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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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