Resenha - Addition By Subtraction - McGill-Manring-Stevens
Por Marcos A. M. Cruz
Postado em 30 de dezembro de 2001
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Gostas de Jazz-Fusion? Caso a resposta seja sim, siga em frente; caso negativo, melhor fechar a janela e buscar outra coisa no site...

Ao saber que este álbum seria editado pela Laser's Edge, esperava algo bem diferente, pois aliada à presença de Jordan Rudess, achei que este trabalho sairia pela "Sensory", divisão especializada em Prog-Metal e similares; qual não foi a minha surpresa ao me deparar com este CD, e constatar que ele serviu para inaugurar mais uma divisão, a "Free Electric Sound", dedicada ao Jazz-Rock e Jazz-Fusion.
Antes de mais nada, cumpre uma pequena explicação: ao contrário do que algumas pessoas pensam, existe uma diferença bem nítida entre Jazz-Rock e Jazz-Fusion (ou simplesmente Fusion); enquanto o primeiro se trata de Rock tocado com influências Jazzísticas (exemplo clássico: Mahavishnu Orchestra), o outro se trata de Jazz com influências de outros estilos, seja Pop, World Music, Salsa, Rumba, e até mesmo Rock - só que, neste caso, a estrutura básica da canção é o Jazz, e não o Rock (exemplo clássico: Weather Report).
Logicamente esta mistura muitas vezes desagrada aos jazzófilos mais puristas, porém têm a vantagem de aproximar do gênero inúmeras pessoas que não são chegadas ao estilo - embora, com o passar dos anos, este rótulo tenha se tornado realmente algo muito vago, vide os artistas que participam dos Festivais de Jazz no Brasil... :o))
Mas o que temos neste trabalho instrumental do trio Scott McGill (guitarras), Michael Manring (baixo) e Vic Stevens (bateria), se trata do que os experts aceitam com naturalidade como Jazz-Fusion, embora com momentos bastante próximos do Jazz-Rock, principalmente nas três canções que contam com a participação do tecladista Jordan Rudess - "We Are Not Amused", "Conflict Resolution" e "In-a-Gadda DaVinci" (será alguma alusão ao lendário álbum do Iron Butterfly?).
Além das três acima, há outras faixas que são quase (note bem: eu disse QUASE!) Prog-Metal, tais como "Zimparty" (que abre o CD), "Conflict Resolution", "Vicodin Shuffle", "Post Hocto-Proct" e a própria faixa-título; porém as demais, talvez pelo fato de carecer de um som de guitarra mais proeminente, tendem a soar um tanto quanto "Muzak" (música de elevador) para ouvidos não treinados - com excessão de "Euzkadi", única composição totalmente acústica do álbum, e que por isso, destoa um bocado das restantes.
Desnecessário dizer que todos são virtuosos nos seus instrumentos, e o entrosamento entre eles é excelente, com a "cozinha" formada por Manring e Stevens dando respaldo às improvisações guitarrísticas de McGill; a produção de Neil Kernon é impecável, nos permitindo ouvir nitidamente cada nuance dos instrumentos, graças também à masterização em HDCD feita por Joe Gastwirt.
Em suma: um trabalho excelente, porém indicado apenas para "iniciados"; se este não é o seu caso, prezado leitor, aconselho ouvir antes de gastar uma parte de seu 13º neste CD...
Faixas:
01 - Zimparty (5:22)
02 - We Are Not Amused (7:02)
03 - KVB Liar (5:14)
04 - The Execution of Veit (0:32)
05 - The Voyage of St. Brendan - Abbot of Clonfert (3:46)
06 - Sil (5:46)
07 - Addition by Subtraction (7:27)
08 - Vicodin Shuffle (4:45)
09 - Euzkadi (3:42)
10 - Conflict Resolution (5:04)
11 - Purging Mendel's Beasts (9:27)
12 - In-A-Gadda Davinci (5:07)
13 - Four Fields (6:28)
14 - Post Hocto-Proct (0:32)
Total - 70:22
Scott McGill (guitarras)
Michael Manring (baixo)
Vic Stevens (bateria)
participação especial:
Jordan Rudess (teclados)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
Os "aditivos legais" que Dave Lombardo consumiu durante as gravações de "Reign in Blood"
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A banda nova que Rob Halford e Robb Flynn defendem e o The Guardian detona
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
O instrumento que Steven Tyler quebrou gravando um clássico do Aerosmith e ninguém consertou
O sucesso de 1977 que Paul McCartney reconheceu como praticamente cópia de uma música dos Beatles
A delicada música do Black Sabbath que Tony Iommi escolheu para seu casamento
Lobão detesta metaleiro, mas põe Sepultura acima de todas as bandas de rock
O grande problema das bandas do Rio de Janeiro, segundo funcionário do Circo Voador
A música mais pesada que Slash ouviu, e que Bruce Dickinson se envergonha de ter gravado
O hit da Legião Urbana que fala sobre o polêmico "grande relacionamento gay da Bíblia"
"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



