Resenha - Universal Migrator Part I: The Dream Sequencer - Ayreon
Por André Toral
Postado em 16 de dezembro de 2000
Nota: 7 ![]()
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É muito difícil comentar um álbum como esse, pois possui uma musicalidade complexa dentro de um clima bem progressivo, com melodias tristes e momentos bem calmos. Assim, todos nós sabemos o quão difícil é ser unânime dentro dos aspectos positivos e/ou negativos. De qualquer forma, no lado técnico, o trabalho é perfeito, com excelente produção e mereceria nota 10, mas o fato é que, para alguns, as sonoridades podem se tornar repetitivas e, portanto, cansativas, bem como os teclados, que pelo menos não são enjoativos. Outro ponto é que não existem muitas variações no lado instrumental e, basicamente, escutamos coisas iguais do início ao fim. Está certo que isso depende do ouvido de cada um e que as opiniões para estes tipos de bandas são as mais variadas possíveis, de qualquer forma há idéias muito louváveis, como na grande quantidade de convidados especiais.

A faixa-título começa com uma introdução bem cibernética e seus teclados estão com todo o pique progressivo, além de solos contidos a la Pink Floyd. "My House on Mars" é, sim, um clássico absoluto que conta com Johan Edlund (Tiamat) e Floor Jansen (After Forever) dividindo as vozes com alguns efeitos, além de toques eletrônicos e coros; em determinado momento adquire uma pegada semelhante ao doom. "2084", tendo Lana Lane (Lana Lane, Erik Norlander) no vocal, possui umas melodias tristes e teclados que lembram muito Rick Wakeman, sem contar os dedilhados do início ao fim. Já "One Small Step" traz a voz de Edward Reekers (Kayak,Ayreon) em viagens que nos remetem àqueles tempos bárbaros, junto a violões bem posicionados; Arjen Lucassen (guitarrista em todas as faixas, Vengeance) prefere ser contido, ao invés de exibicionista. "The Shooting Company of Captain Frans B. Cocq" e "And the Druids Turn to Stone" não se afastam do contexto, enquanto "Dragon on the Sea", mais uma vez, traz uma linha de dedilhados com muito bom gosto, sem contar que Lana Lane faz um trabalho extraordinário no vocal. "Temple of the Cat", com Jacqueline Govaert" (Krezip) cantando, traz uma inclusão bem interessante de flautas. "Carried by the Wind" apresenta Arjen Lucassen, além de titular no solo, realizando um trabalho satisfatório como cantor. Já "The First Man on the Earth" vem acompanhada de muita quebra, o que a deixa totalmente progressiva. Para finalizar, tem-se "The Dream Sequencer Reprise", com um pouco mais de tristeza.
É especial para quem se enquadra dentro deste perfil, mas pode ser terrível para quem curte música direta e reta, sem tantas viagens musicais.
Para acessar o site oficial da banda: www.ayreon.com
Uma cortesia da Hellion Records: www.hellionrecords.com
[email protected]
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