Resenha - Warriors of the World - Manowar

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Por Leandro Testa
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Até que enfim! Os reis do metal e da enrolação estão de volta! Foram longos seis anos desde o seu último trabalho de estúdio, o indefectível Louder than Hell (há tanto tempo que foi mais ou menos quando eu comecei a escutar com afinco o rock mais pesado). Se o que dizem por aí é verdade, ou seja, que os "irmãos de guerra" são os fãs mais fiéis do mundo, o que então terá sido deles durante este hiato? Ainda que tenham sido lançados dois álbuns ao vivo (um duplo, outro triplo), a situação dos mais fanáticos deve ter sido no mínimo desesperadora.

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Por isso mesmo devemos analisar "Warriors of the World" sob outra ótica – façamos as contas: o CD tem 47 minutos e 17 segundos de duração. Há duas covers excelentes, uma para "Nessun Dorma", mais conhecida na voz do tenor Luciano Pavarotti, e "An American Trilogy", clássico do rei do rock, Elvis Presley, que juntas totalizam pouco mais de sete minutos. Fora esse detalhe, há duas faixas instrumentais absolutamente desnecessárias, "Valhalla" (0:32min), que serve de introdução para a balada "Swords in the Wind", e "The March" (com 3:56min). Com isso chegamos ao resultado de nossa subtração: 35 minutos e 15 segundos de material efetivamente inédito. Agora, eu me pergunto: o que aquele maluquinho que roeu até as unhas do pé deve ter pensado quando percebeu isso? Um gostinho de quero mais, é claro!

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Será que Joey DeMaio & Cia.Ltda fizeram isso de propósito ou só querem assegurar seu posto de reis da enrolação? Claro que esta é uma pergunta cabível, visto que é impossível eles não terem composto mais material em um tempo tão extenso. Assim, gostaria de frisar uma coisa: os covers, de modo algum deveriam ter sido limados, mas deveria sim haver mais uma ou duas músicas violentas para que evitasse de eu ter que ficar aqui escrevendo minhas lamúrias. Desse jeito, não precisavam nem ter lançado um single, pois tenha dó, trinta e cinco minutos passam voando. Deve ter sido por isso que o escutei tantas vezes consecutivamente.

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Deixemos o fato levantado de lado, e vamos ao que interessa, o som: simplesmente suntuoso! O material próprio, inédito, pode ser dividido em duas partes - Lado A, Lado B - um mais sossegado e outro mais parecido com um tufão, quero dizer, avassalador. Todas essas faixas apresentam um Eric Adams mais agressivo, e o Manowar de sempre, sendo que sem exceção, todas são absolutamente empolgantes, com refrões estupendos. Então vamos à divisão.

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Abrindo o CD temos a cadenciada "Call to Arms", grudando na mente como chiclete; em seguida, a belíssima "The Fight for Freedom", que lembra a "Courage" do álbum anterior, mesmo porque ambas começam com um piano muito bem tocado; pulando "Nessun Dorma", dedicada à mãe de Eric Adams, que faleceu em meio às gravações, e a já citada "Valhalla", eis que o Manowar nos brinda com outra faixa magnífica, uma balada bastante emotiva, que relata a despedida ao mundo de um guerreiro morto em batalha. Avancemos até a oitava faixa, "Warriors of the World United", escolhida para ser o single e novo hino da banda. Assemelha-se à "At the End of the Rainbow" da banda sueca Hammerfall, que por sua vez tem uma introdução igualzinha à de "Stranger in a Strange Land" do desconhecido Iron Maiden. Que musicão, meu caro! Com isso encerra-se a primeira parte da nossa divisão imaginária e rumamos para as faixas mais velozes, com a típica cara do Manowar.

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"Hand of Doom" lhe dá a certeza de que o fator som se sobrepõe ao fator duração; em "House of Death" posso afirmar: "é disso que o povo gosta". Remete à "The Power" do CD anterior, assim como a esplendorosa faixa que encerra este petardo, "Fight Until We Die". Ou seja, uma trinca para matar qualquer um que tenha problemas cardíacos, que por si só valem a aquisição desta obra.

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Um item obrigatório, mas que poderia saciar um pouco mais a vontade dos fãs com uma maior duração, em recompensa a tanto tempo de aguardo. Também, não era pra outra: está escrito no encarte que ele foi gravado e produzido no Inferno. Na minha opinião, não precisavam ter ido tão longe, assim, quem sabe ele pudesse ser lançado com no mínimo um ano de antecedência.

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Enquanto vocês lêem as disposições finais, eu vou lá apertar o PLAY de novo...

Por que considero o Manowar tão enrolão? Ao vivo, eles demoram mais de trinta segundos para acabar uma música que apenas tem três minutos e meio de duração, e gastam 1/4 da sua apresentação fazendo discursos intermináveis, chamando um fã da platéia para fazer uma jam, dando um malho nas gatinhas que eles escolheram em meio ao público e para fazer pose de macho, enquanto arrancam as cordas do baixo e ficam raspando um instrumento no outro. Não fosse isso, teriam tocado "Battle Hymn" no último Philips Monsters of Rock, um dos momentos mais frustrantes na vida de um espectador; lançam cinco CDs ao vivo, com metade de sua discografia ali inclusa, e mais um DVD cheio de sacanagens para que os seus "manos de guerra" parem de triturar as unhas do pé;
falam que são os que tocam mais alto, mas sabotam o som e a iluminação das suas bandas de abertura, a fim de que a sua apresentação ganhe mais destaque (ainda que eu não tenha uma prova devidamente registrada em cartório); Joey DeMaio disse ao Vitão Bonesso (Programa Backstage) que o triplo ao vivo seria lançado por aqui com a apresentação na íntegra do show no Monsters of Rock, pois veio ao Brasil especificamente para sondar gravadoras interessadas em efetivá-lo. Não deu certo, e até hoje estou esperando para comprar o meu. E agora me lançam um álbum com "altos enchimentos de lingüiça", que se analisarmos o material efetivamente inédito, tem a mesma duração de um "Battle Hymns", gravado numa época em que ainda não dispunham de toda a estrutura e prestígio de hoje, sem contar a questão financeira, o que não os impedira de lançar um dos melhores discos que eu já ouvi na minha vida, lembrando que ainda era somente um debut.

Assim, esperamos que não demorem tanto para lançar o seu sucessor, mas já podemos ir nos preparando para mais uma eternidade, pois mais dois DVDs estão prontos e a caminho, além do tão falado show no Monsters of Rock, que finalmente será lançado neste mesmo formato, podendo significar que a enrolação ainda irá imperar no futuro.

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