Resenha - Adrift - Stauros

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Por Thiago Sarkis
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8


O nome pode soar novo para você, mas definitivamente não deveria. O Stauros vem construindo uma trilha meticulosa e reluzente há alguns anos, e já está em seu quarto álbum. Impressionante constatar que essa caminhada foi realizada de forma independente, sem apoio das grandes gravadoras que temos em nosso país.

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Só pode haver algo errado aí. Ou eles trocaram os endereços na hora de mandar as demos, e enviaram-nas para a USMB (União dos Surdos e Mudos do Brasil) ou o white metal tem limites restritos e é visto com olhos separatistas pela maioria.

O fato é que alguém saudável dos ouvidos dificilmente passará a limpo pela beleza das músicas dessa banda. Harmonias empolgantes tocadas de maneira semi-acústica ou com as guitarras berrando; vocais bem apresentados, razoáveis em termos de agressividade, mas perfeitos nas partes lentas, lembrando Ville Laihiala (Sentenced); baixo mantendo regularidade e bateria e guitarra simplesmente arrasando.

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O estilo é um heavy metal empuxando com uma pegada categórica de hard rock, e complementado por momentos semelhantes às melhores passagens de Soundgarden (mais referenciado no instrumental) e Alice In Chains (pelas vocalizações, que possuem similaridades também com as linhas de Jerry Cantrell especialmente).

As nove faixas agradam bastante e têm seu devido tempo e ocasião, numa simetria fantástica. Apesar desses louvores, há correções a se fazer, e a mixagem deixa vestígios de carência.

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Religião é coisa braba de se discutir, escolher, pensar. Dentro da música há espaço para demonstrações de amor ou ódio sobre assuntos relacionados ao tópico, mas isso nunca deveria servir como fonte de separação, o que já ocorre corriqueiramente fora deste meio. Os rótulos "white" ou "black" são importantes como referências, porém não como divisões concretas, rixas. Às vezes vejo ambas as cenas bem fechadas em relação às demais, e lamento esse fato. Tem muito fã de heavy metal, "ateu", "batizado por circunstância", ou até mesmo seguidor de Satã, que poderia curtir e apreciar o belo trabalho de uma banda impressionante como o Stauros. Contudo, algumas portas parecem cerradas a isso. De minha parte, não entro no mérito religião, mas se a guia destes brasileiros parte de Deus, então que Ele os abençoe e boa sorte, pois talento eles já têm de sobra.

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Site Oficial – http://www.stauros.com.br

Formação:

Cesar (Vocais)
Renatinho (Guitarras)
Alessandro (Guitarras)
Vê (Baixo)
Alê (Bateria)




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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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