Resenha - Into The Sunset - Erik Norlander
Por Thiago Sarkis
Postado em 14 de novembro de 2001
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Este segundo álbum solo de Erik Norlander é no mínimo surpreendente. O tecladista passa de um trabalho totalmente instrumental e sem guitarras - o debute "Threshold", lançado em 1997 - para um hard rock / metal sinfônico, onde os vocais, divididos por Glenn Hughes, Lana Lane, Edward Reekers e Robert Soeterboek, e a presença do guitarrista Arjen Anthony Lucassen (Ayreon), são elementos essenciais, que ganham grande destaque no decorrer das faixas.

Analisando a carreira de Norlander, poderia se esperar músicas complexas, extremamente trabalhadas e técnicas. No entanto, "Into The Sunset" vai em outra direção, e impressiona exatamente por possuir uma simplicidade encantadora.
A acessibilidade do disco contribui na produção de uma série de composições essencialmente clássicas, repletas de refrãos que não saem da mente de maneira alguma. E o melhor de tudo, nada de clichês. Apenas muito talento despejado em proezas do nível de "Into The Sunset", "Rome Is Burning", "Fly", "Lines In The Sand" e "On The Wings Of Ghosts".
Os vocalistas têm atuações espetaculares. Todos, sem exceção. De qualquer forma, vale notar dois pontos: primeiro que o ouvinte merecia intervenções adicionais de Glenn Hughes e Robert Soeterboek, já que com mais espaço, dariam ainda mais brilhantismo a este trabalho. Segundo que só dá pra considerar a participação de Lana Lane em "Fly’, pois é um desperdício lançar uma cantora a altura dela em "Hymn", a faixa mais dispensável do CD, que consiste numa mistura de Enya e soul r&b americano.
A inspiração que sobra nas músicas e nas guitarras de Arjen Anthony Lucassen, se escondeu na capa simplória e inexpressiva, criada por Judson Huss. O mesmo deve ter acontecido com o próprio Erik Norlander em algumas mixagens. É verdade que são poucas as falhas, mas elas existem e deixam os vocais, por vezes, abaixo do devido.
Apesar dos detalhes a serem arrumados, vale a pena conferir este álbum. As melodias marcantes com certeza irão agradar e ficar na memória de fãs dos mais diversos estilos.
Site Oficial – http://www.thetank.com
Glenn Hughes / Lana Lane / Edward Reekers / Robert Soeterboek (Vocais)
Erik Norlander (Teclados)
Arjen Anthony Lucassen (Guitarras)
Tony Franklin (Baixo)
Cameron Stone (Violoncelos)
Greg Ellis (Bateria)
Material cedido por:
Hellion Records – http://www.hellionrecords.com
Rua Dr. João Maia, 199 – Aclimação
CEP: 04109-130 - São Paulo / SP - BRASIL
Tel: (0xx11) 5539-7415 / 5083-2727 / 5083-9797
Fax: (0xx11) 5083-3077
Email: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
O bastidor bizarro envolvendo músico do Brasil e P!nk: "Eu estava de cueca e o Slash entrou"
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
O músico que detestou abrir shows do Guns N' Roses no início dos anos 1990
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
O disco de Bruce Dickinson considerado um dos melhores de metal dos anos 90 pela Metal Hammer
Marcelo Barbosa rebate crítica sobre Angra: Alguém pagou pelo hiato?
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
A música feita na base do "desespero" que se tornou um dos maiores hits do Judas Priest


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


