Resenha - Collectybles - Lynyrd Skynyrd

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Por Paulo Haroldo
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Mais uma sessão de "early recordings & unreleased performings" por parte da decana banda de southern rock de Jacksonville/FL. Esta trilhionésima compilação de raridades (como pode ser "raro" algo que sai a cada ano?), para desespero de fanáticos incorrigíveis, vem em edição dupla importada, a "módicos" R$ 80,00. Não adianta chorar, mui dificilmente receberá lançamento nacional.

Mas engana-se quem pensa tratar-se de uma colcha de retalhos. São 26 gravações inéditas que cobrem desde o período embrionário do LS, no final dos anos 60 (quando chamavam-se The One Percent, "O 1%"), até a última canção escrita pelo falecido Ronnie Van Zant, "Jacksonville Kid". Esta pertenceu ao derradeiro período de gravações da formação clássica da banda e deveria integrar o álbum "Street Survivors". Aliás, o grande mérito destes "Collectybles" é trazer registros da voz de Ronnie, um sujeito cujo cotidiano se resumia a esvaziar garrafas de Jack Daniel’s e cantar esplendorosamente. Deixou uma grande herança musical e um problema equivalente: até um acesso de tosse dele tem mais valor do que os vocais de seu irmão Johnny, atual cantor do LS. Com certeza seria muito mais interessante para os fãs se a banda se limitasse aos lançamentos das gravações inéditas, ao invés de por no mercado os discos insossos e dispensáveis da formação atual.

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Não é uma questão de saudosismo. É gritante a diferença entre a autenticidade e brilhantismo do velho para o novo LS. No cd 1 desta coletânea encontram-se maravilhas, como "Need All My Friends", "Michelle" (uma das preciosidades – como isso ficou tanto tempo guardado??) e "Bad Boy Blues", esta com 8 minutos de duração e belos solos de guitarra no melhor estilo de Johnny Winter. Mas ainda tem duas versões de "Free Bird" (uma ao vivo) e clássicos como "I Ain’t The One", "Sweet Home Alabama" e "Workin’ For MCA", em meio às músicas desconhecidas.

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O segundo cd está dividido entre outtakes de estúdio das sessões de "Street Survivors" e os memoráveis shows da banda, além das versões completas de "Need All My Friends" e "Michelle". Há versões ao vivo para clássicos imortais do blues, como "Crossroads", de Robert Johnson, na qual Ronnie brada "E.C. was here" – homenagem ao ídolo confesso dos guitarristas da banda, Eric Clapton – e "T For Texas", de Jimmy Rodgers, além de "Free Bird", em take não aproveitado para o álbum One More From The Road, de 1976.

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O encarte de 24 páginas conta em tom sentimental muitas curiosidades, da viagem a Memphis para conhecer Graceland, até como se tornaram a maior banda de southern rock depois dos Allman Brothers. Se você é fã do Lynyrd Skynyrd, pare de gastar com bobagens e reserve seu rico dinheirinho para este disco indispensável.




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Sobre Paulo Haroldo

Ex-comerciante, divorciado (liberdade ainda que tardia). Preferências musicais: Hard Rock (principalmente anos 70), Blues, Heavy Metal sem podreira, Progressivo (não confundir com ProgMetal), e todo bom rock/pop feito sem samplers, computadores e outros artifícios eletrônicos que só servem para mascarar falsos músicos. Exterminador de hip-hoppers...

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