Resenha - Greatest Hits - Mr Big
Por Luciano Ribeiro
Postado em 23 de outubro de 2004
Aqui está uma boa chance para os que gostam de hard rock e ainda não têm um CD do Mr.Big. O recém-lançado Greatest Hits é um belo registro da história da banda, com faixas de todos os álbuns de estúdio em ordem cronológica e direito a minibiografia no encarte. E se a intenção era fazer algo o mais abrangente possível, é claro que as baladas não ficaram fora, para desespero dos mais radicais. Caso você se enquadre neste perfil, pense que é a única chance de você ouvir algo bacana quando estiver levando a patroa ao cinema, principalmente quando o filme escolhido, por livre e espontânea pressão, for a mais recente comédia romântica baba da praça.

E atire a primeira pedra o aspirante a guitarrista que nunca dedilhou To Be With You no violão, nem que seja para se convencer de que está próximo do nível de Paul Gilbert e sonhar com o dia em que irá tirar Addicted to That Rush ou Colorado Bulldog, ambas presentes na coletânea. A primeira abre o CD de forma avassaladora, seguida por Big Love e Take a Walk, duas das melhores do álbum de estréia, Mr. Big, lançado há 15 anos.
Depois vem a primeira surpresa – agradável para uns, desagradabilíssima para outros: Strike Like Lightning, faixa que entrou apenas na trilha sonora do filme "Comandos Para Vencer", de 1990 (o nome original, em inglês, é "Navy Seals"). Não assisti ao filme, não consegui descobrir alguém que tenha visto e a capa do DVD, com Charlie Sheen e Bill Paxton, nunca chamou a minha atenção nas prateleiras de locadora. Mas a tal música, com clima de comercial de cigarro, seria um clássico se tivesse sido lançada em algumas das seqüências de "Rocky" ou "Karatê Kid". A música é a cara, ou melhor, a voz de Eric Martin. E o solo de Gilbert, desculpem a redundância, é espetacular.
Chega então o melhor momento do disco, as músicas de Lean Into it. A primeira é Green-Tinted Sixties Mind, com sua introdução moderna, com o som do contratempo ao contrário marcando o pulso para outra frase competentíssima de Gilbert. Depois vem "a música da furadeira", Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song), com perfeito entrosamento do trio Pat Torpey (bateria), Billy Sheehan (baixo) e Gilbert. Alive and Kickin' confirma a competência de Martin e o set se encerra com Just Take My Heart e To Be with You, duas boas baladas da banda que se estigmatizou por abusar das músicas lentas com letras de qualidade, digamos, duvidosa.
Wild World, de Cat Stevens, em versão desnecessária, é a primeira de Bump Ahead, que ainda conta com Colorado Bulldog (sem comentários) e Price You Gotta Pay (ótima), enquanto o álbum Hey Man cedeu "apenas" Take Cover. Greatest Hits é finalizado com Richie Kotzen no lugar de Paul Gilbert. O ex-guitarrista do Poison mostra versatilidade e abusa do suingue em Dancin' With My Devils, de Get Over it, e Suffocation, de Actual Size, e ambas comprovam sua técnica e bom gosto nos solos. Superfantastic e Shine também estão presentes. E até mesmo a certa canastrice de ambas me faz lamentar o fato de ter de analisar uma compilação póstuma e não um lançamento inédito do quarteto. Inexplicável apenas a ausência de Kotzen nas fotos do encarte.
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