Resenha - Contraband - Velvet Revolver

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Por Raphael Crespo
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O que esperar de uma banda que reúne os principais instrumentistas, ex-integrantes, do bom e velho Guns n'Roses e o ex-vocalista do Stone Temple Pilots? Algo como o instrumental da primeira misturado com a voz da segunda seria a resposta mais óbvia. Mas não é bem isso que o Velvet Revolver, banda em questão, apresenta em seu disco de estréia, Contraband.

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Enquanto o Guns n'Roses dispensa comentários e está para sempre na história do rock apenas pelo excelente primeiro disco, Appetite for Destruction, o Stone Temple Pilots veio no rastro do grunge, fazendo um tipo de som que parecia uma espécie de híbrido entre Pearl Jam e Alice in Chains, sem, no entanto, alcançar o mesmo sucesso ou qualidade das duas bandas. O Velvet Revolver já aparece, ao menos, com o mérito de não tentar repetir as fórmulas das bandas originais de seus integrantes.

Com Slash na guitarra, ao lado de seus companheiros de Guns n'Roses Duff Mckagan (baixo) e Matt Sorum (bateria), a banda conta ainda com o guitarrista Dave Kushner, amigo de Slash nos tempos de colégio e ex-integrante do Wasted Youth, do Electric Love Hogs e da banda solo de Dave Navarro. Além do eterno e eterno junkie Scott Weiland, que entre uma outra overdose, ou passagem por centros de desintoxicação, chegou a fazer algum sucesso com o Stone Temple Pilots.

O som do Velvet Revolver não chega a ser original. É um rock pesado, nervoso, que, em alguns momentos lembra Iggy Pop, quando tende mais para o punk, ou Jane's Addiction, quando fica mais no rock básico, tanto nas melodias quanto nos vocais de Scott, que demonstra versatilidade em Contraband. Quem espera solos melosos de Slah, no melhor estilo Guns n'Roses, deve passar longe. O guitarrista, que nunca foi um virtuoso, mas sempre primou pela criatividade, se concentra muito mais nos riffs pesados do que nos solos, o que não deixa de ser um ponto positivo. O peso fica evidenciado pela segunda guitarra de Dave Kushner, enquanto Duff e Matt, velhos conhecidos, montam uma cozinha excelente.

O primeiro single, Slither, vem sendo bem tocado no mundo todo, apesar de estar longe de ser a melhor faixa. De cara se destacam as ótimas Do it for the kids e Headspace. O disco conta ainda com a boa Set me free, que entrou na trilha sonora do filme Hulk. No final das contas, não é nada mais que um bom disco de rock.


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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

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