Grateful Dead - 10 discos para conhecer
Por Paulo Renato Souza da Silva
Postado em 01 de dezembro de 2024
Por aqui no Brasil, o Grateful Dead nunca foi tão conhecido, mas lá nos Estados Unidos e até em alguns lugares da Europa, eles são vistos como deuses.
A banda tem uma legião fiel de fãs, os famosos "Deadheads", que acompanham tudo e sempre querem mais.
Se você quer entender o que faz dessa banda uma lenda, separamos uma lista com 10 discos que mostram o melhor do Grateful Dead.
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1. AMERICAN BEAUTY (1970)
Se tem um disco pra começar, esse é o American Beauty. Clássico do começo ao fim, ele traz músicas que misturam rock, folk e country de um jeito bem norte-americano. Tem "Friend of the Devil" e "Truckin'", que são as mais tocadas do Dead, e o álbum é um dos mais favoritos tanto dos fãs quanto da crítica.
2. WORKINGMAN’S DEAD (1970)
Lançado meses antes do American Beauty, o Workingman’s Dead tem toque ainda mais folk e roots. Esse disco tem "Uncle John’s Band" e "Casey Jones", que mostram o lado mais "camarada" e acessível da banda. Foi feito no período em que tudo o que a banda queria era fugir dos Deadheads que invadiam a casa deles no Haight-Ashbury.
3. CORNELL 5/8/77 (2017)
Esse disco ao vivo sempre foi o queridinho dos fãs: por anos, ele circulou como bootleg, até que finalmente foi lançado oficialmente em 2017. O show em Cornell, no dia 8 de maio de 1977, é lendário e é considerado um dos melhores álbuns ao vivo de toda a história da música. Quem ouve entende na hora por que essa banda virou um mito.
4. ANTHEM OF THE SUN (1968)
O segundo disco da banda e o começo do fim da fase exclusivamente psicodélica.. Anthem of the Sun mistura gravações de estúdio com pedaços de shows, algo inovador pra época. É um álbum feito pra quem quer entrar de cabeça na vibe experimental da banda.
5. AOXOMOXOA (1969)
Outro disco da fase psicodélica, Aoxomoxoa tem faixas como "St. Stephen" e "China Cat Sunflower", que são um dos vários hits do Dead. É um álbum que prova que o Dead nunca teve medo de experimentar. Quem curte a fase mais experimental do Miles Davis talvez sinta alguma semelhança.
6. EUROPE '72 (1972)
Mais um ao vivo pra lista e na opinião deste que vos escreve, é o segundo melhor lançamento ao vivo, perdendo apenas para o Cornell. Gravado durante a turnê europeia de 1972, Europe '72 mostra a banda com toda a liberdade de palco que os shows ao vivo permitem. Destaque para as versões de "Jack Straw" e "China Cat Sunflower".
7. BLUES FOR ALLAH (1975)
Esse disco marcou a volta da banda depois de um tempinho longe dos estúdios. É uma mistura de jazz com rock e até uma pitada de música oriental. Um dos discos mais diferentes do Grateful Dead, que mostra como a banda estava sempre disposta a buscar um som novo.
8. WAKE OF THE FLOOD (1973)
Esse foi o primeiro disco da banda depois que o tecladista Ron "Pigpen" McKernan saiu, e traz um som mais sombrio, meio folk e melódico. As músicas "Eyes of the World" e "Stella Blue" são dois destaques que mostram bem esse clima um tanto diferente na carreira do Dead.
9. TERRAPIN STATION (1977)
Aqui, o Grateful Dead se joga num som bem trabalhado, com arranjos de jazz e até toques de música clássica. A faixa-título, "Terrapin Station", é uma ópera rock, com quase 17 minutos de duração. Vale a pena pra quem curte algo mais elaborado.
10. IN THE DARK (1987)
Esse é o disco mais famoso da banda, por causa do hit "Touch of Grey". Foi com essa música que o Grateful Dead finalmente teve um sucesso comercial maior, e o álbum é uma boa mistura do som clássico deles com uma pegada mais pop dos anos 80. A partir desse álbum a banda voltou a lotar estádios e também aparecer com mais frequência na MTV.
Enfim... a discografia do Grateful Dead é extremamente rica e variada, principalmente por conta dos seus inúmeros lançamentos ao vivo.
Pra começar, vale a pena ouvir os discos listados acima, mas, não deixo de salientar que os que eu deixei de fora estão no mesmo nível de qualidade.
Sobre o autor: Paulo Renato é publicitário de formação e apaixonado por música. Gosta de ler, conversar e assistir a tudo sobre rock — além de, claro, estar sempre ouvindo alguma coisa nova.
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