Megadeth: pequena cronologia da historia da banda disco por disco

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Por Mateus Ribeiro
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O Megadeth é um dos maiores nomes não só do thrash, mas de toda a historia do heavy metal. A historia da banda se confunde com a trajetória de David Scott Mustaine, mais conhecido como Dave Mustaine, o guitarrista, vocalista, compositor e DONO da banda.

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Tudo começou em meados dos anos 1980, quando Mustaine foi dispensado do Metallica por conta de seu temperamento, digamos, complicado. Para piorar, o seu vício em álcool e demais substâncias tornavam as coisas muito mais difíceis, o que obrigou James e sua turma a dispensarem os serviços do talentoso e explosivo músico.

Com o coração cheio de ódio, Mustaine recrutou o baixista David Ellefson, o guitarrista Chris Poland e o baterista Gar Samuelson. Nascia então o Megadeth, o projeto que Dave criou para se vingar do Metallica. Então, em 1985, começa uma longa e complexa historia de muito peso, velocidade e dedicação ao metal. Confira um pouco do que cada disco representou na carreira do grupo (eternamente) liderado por Dave Mustaine:

Killing Is My Business... and Business Is Good! (1985): o primeiro registro do Megadeth, apesar de não ser exatamente bem produzido, traz muita velocidade e técnica, mostrando que Dave e sua turma não estavam para brincadeira. Um bom início, que poderia ter sido melhor caso parte do dinheiro cedido pela gravadora não fosse utilizado na compra de drogas e bebidas.

Destaque: "Mechanix"

Peace Sells... but Who's Buying? (1986): no ano seguinte, o segundo disco da banda é lançado. O salto de qualidade é imenso, tanto na qualidade das composições quanto na produção.

Apesar do pouco tempo de estrada, o Megadeth mostrava uma maturidade musical absurda, e já figurava entre os grandes nomes do estilo.

Até os dias de hoje, é considerado um dos melhores discos da banda e da historia do thrash metal.

Destaque: "Peace Sells"

So Far, So Good... So What! (1988): no terceiro álbum, as primeiras mudanças: Chris Poland e Gar Samuelson são substituídos por Jeff Young e Chuck Behler.

Apesar de ser um disco pesado e rápido, não obteve o mesmo sucesso do seu antecessor, além do fato de Mustaine estar passando por dificuldades por conta de seu vício em drogas.

Mesmo com todas as adversidades, é um bom disco.

Destaque: "In My Darkest Hour"

Rust In Peace (1990): o quarto trabalho de estúdio traz o guitarrista Marty Friedman e o baterista Nick Menza substituindo Jeff Young e Chuck Behler.

E Rust In Peace está longe de ser um álbum qualquer, já que se trata da maior obra da banda, que consolidou o nome do Megadeth como uma das maiores bandas de todos os tempos e marcou o início da formação clássica.

Faltam palavras para definir o tamanho do que Rust In Peace representa para a música pesada. Do início ao fim, um dos discos mais influentes da historia do estilo. Repleto de técnica, velocidade e peso, é indispensável em qualquer coleção.

Destaque: "Holy Wars... The Punishment Due"

Countdown To Extinction (1992): pela primeira vez, o Megadeth mostra um som mais "calmo", lapidado, com influências de hard rock. O padrão de qualidade do álbum se manteve no mais alto nível, e o Megadeth era um fenômeno maior que nunca e pela primeira vez funcionava mais como banda do que como projeto de Mustaine.

Destaque: "Symphony Of Destruction"

Youthanasia (1994): de longe, esse é o disco mais maduro da banda, além de ser o ápice da formação clássica. As músicas atingiram o equilíbrio entre peso e melodia, tornando o som algo extremamente forte e coeso. Um álbum memorável, que mesmo 25 anos após seu lançamento, continua sendo um dos mais queridos pelos fãs.

Destaque: "A Tout Le Monde"

Cryptic Writings (1997): o som começa a ficar mais acessível, o que deixou alguns fãs um tanto quanto desconfiados. Mesmo com uma proposta um pouco diferente dos primeiros álbuns, é um bom trabalho, que infelizmente, marcou o fim da formação clássica, já que foi o último a contar com Nick Menza nas baquetas.

Destaque: "Trust"

Risk (1999): vinte anos atrás, o Megadeth lançou o seu álbum mais controverso. A tentativa de soar comercial foi escancarada, causando a ira da parcela de seguidores mais radicais.

Não se trata de um disco tenebroso, mas é necessário ouvir sem esperar ouvir o thrash bruto de outrora. O álbum é o primeiro a trazer o baterista Jimmy DeGrasso e o último a contar com o guitarrista Marty Friedman.

Destaque: "Prince Of Darkness"

The World Needs A Hero (2001): após Risk causar um furor imenso (por motivos ruins), o Megadeth resolveu tentar fazer a tal "volta ao passado" para retornar aos trilhos.

O disco que é o único a contar com o guitarrista Al Pitrelli não é nenhum disco fundamental na historia do metal mundial, mas tem seus bons momentos e foi uma maneira honesta de limpar a barra.

Destaque: "Dread And The Fugitive Mind"

Acontece que nem tudo são flores, e em 2002, o garotão dono da bola resolveu acabar com a brincadeira e anunciou o fim da banda por conta de problemas nos nervos de seu braço esquerdo:

Megadeth: Dave Mustaine anuncia o fim da banda

Para a sorte dos nossos ouvidos, pouco tempo depois, Dave Mustaine anunciou um retorno triunfal, marcado por um excelente álbum. Vem comigo que no caminho eu te conto.

The System Has Failed: Dave Mustaine chamou inúmeros músicos de estúdio, entre eles o guitarrista Chris Poland, e gravou o ótimo "The System Has Failed", que soa como uma mistura de tudo o que a banda havia feito. Apesar de ser basicamente um projeto solo com o nome de Megadeth, lembra muito o que a banda já teve de melhor.

Destaque: "Die Dead Enough"

United Abominations (2007): após um retorno bem sucedido, Dave reuniu uma banda e gravou um disco que está longe de ser um dos maiores trabalhos do Megadeth, apesar de apresentar boas músicas. Não se trata de um álbum ruim, apenas não tem tanto brilho quanto outros momentos da discografia.

O baixista da banda neste disco foi James LoMenzo, enquanto os irmãos Drover continuaram ocupando os demais instrumentos, sendo Glen o guitarrista e Shawn o baterista.

Destaque: "Washington Is Next!"

Endgame (2009): sem sombra de dúvidas, o melhor e mais pesado álbum da banda desde seu retorno. A entrada do guitarrista Chris Broderick elevou o nível de complexidade das músicas.

Várias músicas do álbum poderiam estar nos cultuados lançamentos dos anos 1990. Se você não conhece, corra.

Destaque: "The Right To Go Insane"

TH1RT3EN (2011): apesar de marcar o retorno do companheiro de longa data David Ellefson, é um dos álbuns menos marcantes da banda.

Em alguns momentos, o disco chega a ser enjoativo. Se quiser ouvir a coleção toda, pode deixar esse aqui no final da lista.

Destaque: "13"

Super Collider (2013): por algum milagre, este álbum é o primeiro desde Cryptic Writings que consegue manter uma sequência de dois discos sem mudanças na formação. Uma pena que fora isso, não sobre muita coisa legal no trabalho mais fraco da carreira da banda.

Não há muita coisa para se salvar em Super Collider, que parece uma colcha de retalhos formada por músicas cansativas e simplórias demais. Passe longe.

Destaque: "Forget To Remember"

"Dystopia" (2016): mais uma vez, mudanças na formação. O baterista Shawn Drover e o guitarrista Chris Broderick foram substituídos por Chris Adler e Kiko Loureiro (ele mesmo). A presença dos novos músicos ajudou muito no processo criativo, e deixou a banda menos perdida do que estava nos dois lançamentos anteriores.

Um bom disco, que soa moderno, sem esquecer das raízes da banda no passado. Um bom disco, que fez o Megadeth se reencontrar e firmar mais ainda seu nome na cena.

Destaque: "Dystopia"

Atualmente, Dave Mustaine se recupera de um câncer na garganta. Quanto aos fãs, resta esperar mais um trabalho desse gênio da música!

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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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