The Night Flight Orchestra: uma viagem no túnel do tempo

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Por Mateus Ribeiro, Fonte: Sou o redator da matéria.
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Projetos paralelos normalmente são criados para que os músicos envolvidos façam algo diferente do que criam em seus trabalhos principais. Algumas vezes, o resultado é MUITO diferente do que estamos acostumados a ouvir, mas invariavelmente, nossos ouvidos são agraciados com coisas boas. O último desses casos aconteceu com o The Night Flight Orchestra, banda sueca que em suas fileiras conta com membros do Soilwork e do Arch Enemy.

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Para quem não conhece, as bandas são grandes expoentes do death metal melódico, estilo que nasceu e se desenvolveu no país da Escandinávia. Vale ressaltar que o Arch Enemy ficou reconhecido por ter uma mulher como vocalista (a atual Alissa White-Gluz substituiu Angela Gossow).

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Pois bem, o The Night Flight Orchestra passa longe de tudo isso. Formado inicialmente pelo vocalista Björn "Speed" Strid e pelo guitarrista David Andersson (ambos do Soilwork), a banda recrutou o conceituado baixista Sharlee D'Angelo (Arch Enemy, Spiritual Beggars), o tecladista Richard Larsson (Von Benzo) e o baterista Jonas Källsbäck (Mean Streak). O time ficou completo com a chegada de Anna-Mia Bonde e Anna Brygård, que fazem vocais de apoio.

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O intuito do grupo era resgatar a aura clássica da setentista/oitentista, investindo em uma sonoridade mais leve, carregada de melodias grudentas e vocais marcantes. O resultado é uma mistura de hard rock com AOR, temperado com doses de música pop dos anos 80. Apesar de parecer improvável, o som da banda se tornou uma das coisas mais agradáveis que pintou no universo do rock nos últimos anos.

O primeiro álbum, "Internal Affairs", foi lançado em junho de 2012, e agradou quem teve a oportunidade de ouvir. O debut serviu como um belo cartão de visitas, repleto de grandes momentos.

Três anos depois, sai "Skyline Whispers", o segundo trabalho, que conta com a adição de Sebastian Forslund (Kadawatha) tocando percussão, conga e guitarra. O alto padrão de qualidade (algo comum nas bandas principais dos integrantes) foi mantido.

O sucesso, porém, chegou com o terceiro disco, "Amber Galactic" (2017). A verdadeira viagem ao túnel do tempo que é o som da banda se tornou lisérgica e o leque criativo começou a aumentar, com algumas passagens progressivas beirando a perfeição.

A faixa de abertura, "Midnight Flyer" é uma das mais "pesadas" do grupo, e conta com uma introdução falada em português.
Inúmeros veículos especializados na época elogiaram (com razão) o trabalho, que definitivamente, fez a banda mudar de patamar.

Em 2018, a banda lançou seu quarto, e até então último registro, "Sometimes The World Ain't Enough", que com o perdão do trocadilho, fez a banda decolar.

O maior destaque do álbum fica para a excelente "Lovers In The Rain", típica música romântica de filme oitentista.

Além do ótimo trabalho de estúdio, a banda se destaca pelas divertidas apresentações ao vivo, com figurino característico e muita energia positiva.

Em meio ao enfadonho papo de que "o rock está morto", o The Night Flight Orchestra aparece como a antítese dessa bizarra afirmação. Mesmo com a proposta de prestar um tributo ao passado, o som é atual, e extremamente agradável. Colabora muito para o sucesso da banda o fato de que as pessoas envolvidas sabem a diferença entre homenagear influências do passado e copiar o trabalho de alguém.

É claro que todo o projeto iria para o espaço se os músicos não fossem qualificados. E todos os instrumentistas fazem um trabalho absurdamente preciso, competente e de muita qualidade. Sobre os vocais, todos sabem que Björn é conhecido pela sua versatilidade, que casou perfeitamente com as lindas vozes das Annas.

Passados quatro discos e alguns anos, tanto a banda, quanto os críticos e os fãs podem afirmar com toda certeza que a ideia de Björn e David de criar algo diferente rendeu frutos mais que satisfatórios. O The Night Flight Orchestra deixou de ser uma promessa para se tornar não apenas realidade, mas a banda mais legal e criativa de rock dos último anos.

A experiência de ouvir a banda é muito boa, afinal, além de sair um pouco do mundo do metal (o que acaba sendo libertador e necessário algumas vezes, acredite), ouvir a banda ajuda a expandir um pouco os limites do gosto pessoal.

Outro fator muito legal é que o grupo tem músicas românticas, algumas mais dançantes, outras mais agitadas, porém, todas com a mesma característica: uma volta ao passado, mas sem sair do presente, e por vezes, com uma vibe futurística, deixando tudo muito atual, apesar da pintura retrô.

Gostou? Corra ouvir então!




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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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