Cannibal Corpse: mais velho, mais sábio e tão malvado quanto antes
Por Ricardo Cunha
Fonte: esteriltipo
Postado em 01 de agosto de 2018
Aproveitando a passagem da banda pelo país, para um giro que totalizará 22 apresentações na América do Sul, com 9 datas no Brasil, fizemos uma revisão da sua trajetória com ênfase nos discos mais populares.
Formado em 1988, na cidade de Buffalo/Tampa a banda Cannibal Corpse ajudou a criar, dar forma e a transcender o estilo death metal com o escatalógico Eaten Back To Life (1990). Deixando boquiabertos inquisidores, pais de família e até políticos, o registro produzido por Scott Burns foi mais extremo e confrontador do que qualquer coisa que o gênero metal já conheceu. Como resultado da arte de capa brilhantemente horripilante da banda, letras horríveis e títulos de músicas como Hammer Smashed Face, Meat Hook Sodomy e Addicted To Vaginal Skin, os discos seguintes Butchered At Birth (1991) e Tomb Of The Mutilated (1992) foram recebidos com maior desprezo pelos órgãos de censura como o PMRC. Em apenas três anos, as vendas da banda foi (temporariamente) proibida na Austrália, Coréia e Nova Zelândia (na verdade, a venda de Butchered At Birth e a execução desses três registros ainda é proibida na Alemanha).
Cannibal Corpse - Mais Novidades
Demonstrando destreza com os instrumentos, vocais diabólicos e gosto por serial killers, zumbis e por gore em geral, o Cannibal Corpse conquistou os corações de muitos "True metalheads" e desde então se tornou um nome familiar para uma legião de fãs. Desde o início, a banda vendeu milhões de álbuns em todo o mundo e não mostra sinais de desaceleração nem faz reverência a qualquer gênero de metal. Grandes turnês pelos Estados Unidos e Europa, Austrália e América do Sul só ressaltaram o poder de longevidade da banda ... e tudo isso sem amparoo da indústria da música e tendo gravado poucos vídeos (embora a banda tenha aparecido no blockbuster de Hollywood, Ace Ventura - Detective de Animais) .
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A banda continuou subindo no conceito dos fãs com o lançamento em 1996 do Vile, o primeiro disco do Cannibal a contar com o ex-vocal do Monstrosity, George "Corpsegrinder" Fisher, após a saída de Chris Barnes. Qualquer ceticismo sobre a nova voz por trás do poderoso Corpse foi rapidamente posto de lado. Sobre o disco, para simplificar, Vile é mortal do começo ao fim e se tornou o primeiro disco de death metal a entrar nas prestigiadas paradas da Billboard. Ao longo dos anos, sempre na estrada, trabalhando muito e fazendo gravações progressivamente mais potentes, a banda aumentou sua popularidade junto ao público underground de todo o globo.
Após o sucesso massivo de The Wretched Spawn em 2004 e algumas mudanças de formação (o guitarrista de longa data Jack Owen deixou a banda após a gravação do disco para priorizar seu projeto de rock, Adrift), Jeremy Turner preencheu a lacuna durante as turnês restantes naquele ano, antes do guitarrista Rob Barrett, que fizera parte do grupo anteriormente, voltar à banda como integrante em tempo integral. Dessa forma, a banda volta à linha de frente do Death Metal com o seu som extremamente pungente.
Simplesmente intitulado, mas meticulosamente pensado, Kill (2006) foi gravado com o produtor Erik Rutan (Hate Eternal / ex-Morbid Angel) no Mana Studios em St. Petersburg, Flórida. Neste décimo registro, todas as faixas são preenchidas por temas que remetem a mentes maníacas. Desde a faixa de abertura The Time To Kill Is Now, os guitarristas Barrett e Pat O'Brien, o vocalista George "Corpsegrinder" Fisher, o baixista Alex Webster e o baterista Paul Mazurkiewicz trabalharam duro com um renovado senso de urgência. Rápido, furioso e escrupulosamente cronometrado, a melodia é um lembrete concreto de que o canibal continua a ser uma força imbatível. Make Them Suffer lembra o som old school do bom e velho Possessed (uma banda para a qual o Cannibal prestou homenagem em várias ocasiões), enquanto Necrosadistic Warning, revela a destreza de O'Brien nas guitarras. Outras faixas, como Five Nails Through the Neck, Death Walking Terror, Brain Removal Device e a instrumental Infinite Misery, são os pontos fortes do disco.
Em 2009, lança Evisceration Plague, um disco cuja sonoridade parece idêntica a todos os trabalhos feitos anteriormente, no entanto, se você me perguntar o que torna este disco do resto da discografia da banda, eu diria que são as guitarras. Nele ouvimos riffs intensos, técnicos, sólidos e musicalidade excepcional para uma banda de death metal. Em Torture, de 2012, os caras fazem experimentam mais e conseguem ser criativos sem extrapolar os limites do estilo. A Skeletal Domain (2014) é tudo o que um disco do Cannibal Corpse deveria e precisa ser. Não há nada realmente novo, apenas death metal puro e simples no melhor estilo Cannibal Corpse.
Red Before Black (2017): quando o Cannibal Corpse surgiu no final dos anos 80, sua música foi uma das mais extremas já conhecidas até mesmo pelos fãs mais radicais do estilo. Como dito anteriormente, eles foram pioneiros no gênero e sempre levaram suas atitudes extremas até o limite da sanidade. Com suas capas mal desenhadas sempre retratando zumbis em atos obscenos e/ou simplesmente gore, conceitos que fazem apologia à tortura e à morte, a banda já se colocou em algumas dificuldades legais em certos países. Apesar disso, quase 30 anos depois eles continuam sendo um marco do gênero. Em seu 14º e último álbum de estúdio, eles não amadureceram - no bom sentido, claro. Tome como exemplo títulos de músicas como Heads Shoveled Off e Scavenger Consuming Death que irá entender o que digo. Com uma carreira tão uniforme, creio que o maior desafio para uma banda como Cannibal Corpse seja permanecer fiel ao estilo que a consagrou e ainda ter lenha pra queimar. Assim, o grupo chega à sua melhor idade, mais velho, mais sábio e tão malvado quanto no começo.
Atualmente a banda é formada por Alex Webster (baixo), Paul Mazurkiewicz (bateria), Pat O'Brien (guitarra), George "Corpsegrinder" Fisher (vocal) e Rob Barrett (guitarra).
Referências: Cannibal Corpse, The BNR Metal Pages;
Todas as fotos por: Chris Machado Fotografia, exceto: "Foto Oficial"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Led Zeppelin que Brian May considera insuperável na obra da banda
Narrador do Sportv, Luiz Carlos Jr. toca Dio no Rock and Roll Hall of Fame
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
O disco que transformou o Iron Maiden em uma banda realmente global
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
A pior banda que Mick Jagger já ouviu: "Horrível, lixo, estúpido, porcaria nauseante"
Quando o Black Sabbath quase arruinou a gravação de um dos discos mais vendidos da história
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
O Beatle que Ringo Starr disse não ter bom senso de tempo
A música do Pink Floyd que David Gilmour disse ter escrito por desespero
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
O disco do System of a Down que Tom Morello chamou de "música de maluco"
A música de 1972 que fez Dave Grohl querer ser músico
O riff que Keith Richards tinha como meta; "Ele disse tudo ali"
O clássico dos Beatles que John Lennon achava que combinava mais com os Wings do Paul
Para Eddie Vedder, a forma como Kurt Cobain é lembrado "está mais para uma caricatura"
Renato Russo obrigou Skank a cancelar horário no estúdio porque não queria dividir local


O álbum do Cannibal Corpse que Jack Owen não consegue ouvir
Vocalista aceitaria se reunir com o Cannibal Corpse, mas sabe que ex-colegas recusariam
Kerrang: 10 capas polêmicas de álbuns de rock e metal que sofreram censura
Metal Sucks: Quem é o baixista mais subestimado de todos os tempos?
