The Doors: O Jim Que Tomava Muito Gim
Por Felipoud Tramparia
Fonte: The Doors - Ben Fong-Torres
Postado em 27 de março de 2018
JIM MORRISON era viciado em álcool e drogas alucinógenas. Fato!
No início de carreira, o medo de encarar o público era tão grande, que o vocalista precisava tocar de costas para a plateia.
Com a "ajuda" da cachaça e umas balinhas do capeta, conseguiu vencer a ansiedade pré-shows, tornando-se um dos maiores vocalista-poeta-ritualista-dançarino de todos os tempos.
A mescla de música, poesia e danças indígenas, faziam parte das características próprias do The Doors, as quais marcaram gerações e brindaram os fãs com apresentações inesquecíveis.
O tecladista RAY MANZAREK e o vocalista JIM MORRISON comentaram sobre o alcoolismo, no trecho retirado do livro THE DOORS, do autor Ben Fong-Torres.
"JIM, O ÉBRIO
À parte todas as teoria de MANZAREKK sobre o MORRISON dionisíaco e o MORRISON xamã, os membros da banda tinham também de lidar com o MORRISON alcoólatra.
No livro que escreveram, Jerry Hopkins e Danny Sugerman fizeram uma lista parcial de drinques: "Num dia, gim stingers; no outro, uísque com cerveja; no terceiro, Black Russian; no quarto, tequila pura; e Singapore slings ou algum outro drinque tropical com frutas quando Jim tinha fome."
Quando o entrevistei, MORRISON fez uma pausa em certo ponto e ligou para uma loja de bebidas próxima pedindo uma dose de 250ml de gin Beefeater e batatas fritas.
Quando o escritor Bernard Wolfe dizia que sua geração considerava o álcool um "tranquilizador antiquado", MORRISON tinha uma reposta pronta.
JIM: Todos da minha geração se drogam. A droga é o que há agora. Pois bem, eu tenho sempre que nadar contra a corrente. Não me sinto à vontade entre a maioria. A coisa mais revolucionária que você pode colocar em seu organismo nos dia de hoje, em meio a todos esses drogados, é uma boa dose de manguaça barata.
O álcool é como o leitinho da mamãe para mim, só que melhor ainda que qualquer leite vindo de qualquer mãe.
Odeio aquele tipo pobre de conotação sexual vinda das pessoas que procuram comprar drogas. É por isso que eu gosto de álcool; você pode ir a qualquer bar ou loja da esquina e encontrá-lo sobre a mesa... É uma coisa tradicional.
RAY: Tudo começou quando JIM morava com Felix Venable e Phil O'Leno nos tempos da UCLA. Phil era meio são, meio insano; Feliz vivia em outro mundo. Consumiam drogas estranhas; Belladonna, Asthmador a Dama Verde estava começando a aparecer, assim como LSD e maconha, mas todos a usamos.
E bebíamos. Foi ali que a bebedeira começou. Felix era alcoólatra: era dez anos mais velho que JIM e morreu de cirrose.
RAY tinha outra teoria sobre o alcoolismo de JIM.
RAY: O palco era o lugar favorito de JIM. O que ele menos queria era sair de lá. Ficaria por lá a noite toda se pudesse. Acho que um dos motivos pelo qual continuava a beber era para manter aquela sensação eufórica de estar no palco. Íamos embora, e ele ainda estava pronto para o show.
JIM (no final de 1970): Passei por um período em que bebia muito. Havia muita pressão sobre mim e não conseguia lidar com aquilo. Acho que beber é uma maneira de lidar com um ambiente lotado e também um produto do tédio.
Mas gosto de bebida; ela deixa as pessoas mais soltas e estimula a conversa às vezes... de certa forma é como os jogos de azar. Você sai para uma noite de bebedeira e não sabe onde vai parar no dia seguinte. Pode levar a algo bom ou desastroso. É como o rolar dos dados.
Essa matéria faz parte da categoria Trecharias BioRockers no Portalblog Misterial.
Faixa: Orange County Suite | Álbum: L.A. Woman - Remasterizado (2012) | THE DOORS | Gravadora: Elektra Records e Rhino Records
Faixa 10: Take It As It Comes | Álbum: THE DOORS (1967) | THE DOORS | Gravadora: Elektra Records
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