Kiss: A aura rockeira empresarial de Paul Stanley
Por Felipoud Tramparia
Fonte: Autobiografia Paul Stanley
Postado em 26 de fevereiro de 2018
O guitarrista PAUL STANLEY e o baixista GENE SIMONS, ambos vocalistas, são os fundadores da banda americana de hard rock KISS, uma das empresas mais rentáveis do rock'n'roll de todos os tempos.
SIMONS e STANLEY se trombaram pela primeira vez em Manhattan, no apartamento de STEVE CORONEL, guitarrista e amigo de PAUL.
Naquela época, PAUL e STEVE tocavam na banda WICKED LESTER e estavam à procura de um baixista. Foi aí que GENE entrou na história.
Depois dos primeiros contatos, PAUL não se empolgou tanto com as músicas de GENE, mas o que lhe chamou mais atenção foi a ética de trabalho do baixista, semelhante aos propósitos e estilo de vida aguerrido de STANLEY.
A aproximação desses dois parceiros alinhados na mesma ética de trabalho, independente do intermédio de STEVE CORONEL, foi coincidência, acaso ou pura lei da atração?
A resposta para tal questão não é tão importante quanto a mensagem captada no textículo abaixo, mas sim como dois roqueiros, residentes na megalópole de Nova York, tornaram-se grandes homens da indústria musical e verdadeiros exemplos para fãs e empreendedores de primeira viagem em qualquer ramo.
O pequeno trecho a seguir, foi retirado da autobiografia de PAUL STANTLEY - Uma Vida Sem Máscaras.
Percebi muito cedo que Gene tinha sido ensinado a valorizar e apreciar o dinheiro. Às vezes, isso funcionava bem: por exemplo, eu volta e meia lhe dava os meus sapatos velhos.
Outras vezes eu o provocava: jogava moedas no chão de Chinatown porque sabia que ele as juntaria correndo. Eu costumava ficar ao lado do meio-fio e lançá-las no ar e ele corria até a sarjeta para buscá-las.
Apesar das disparidades de nossas vidas, Gene e eu encontramos um ponto em comum. Compartilhávamos alguns aspectos cruciais (ambos vínhamos de famílias de imigrantes de judeus, ambos vivíamos no Queens), mas acho que o principal era o nosso estilo de trabalho.
Nós dois dávamos cem por cento. Os outros caras da banda não pareciam se entregar da mesma maneira. Tony, o baterista, só estava na banda por um motivo: era um sósia perfeito de Geezer Butler, do Black Sabbath.
Não tocava lá grandes coisas, mas tinha uma bateria da Ludwig e parecia saber o que estava fazendo. Uma vez ele levou ao ensaio um desenho que achou que seria perfeito para uma capa de disco, caso fizéssemos um álbum.
Era uma imagem da terra e de uma flor chorando no espaço sideral. Ele olhou para mim e disse:
Entendeu a moral?
Não, respondi.
Ah, você entendeu.
Não tenho ideia do que seja isso. Uma flor chorando na terra?
Tá bem...
Como Brooke Ostrander tocava flauta além de teclado, a banda trabalhou um cover de Locomotive Breath, então uma canção novíssima do Jethro Tull.
Mas, às vezes, Brooke tinha problemas ao cantar, a saliva entrava nos dutos errados e ele começava a tossir. Ele podia estar cantando em um segundo e logo em seguida sair da música. Eu me virava e via ele engasgado.
Eu nem sempre me dava bem com Steve Coronel, o responsável pela guitarra solo. Depois de uma discussão, ele começou a gritar comigo.
-- Por acaso você acha que é especial? -- perguntou.
-- Sim, na verdade sim -- eu disse. -- Tenho uma aura.
A expressão de Steve era como se eu tivesse atirado na mãe dele.
-- Você acha que tem uma aura!?
Steve estava irado. Então GENE falou.
-- Ele tá certo, STEVE. Ele tem mesmo.
Essa matéria faz parte da categoria Trecharias BioRockers no Portalblog Misterial.
Faixa Long Long Road | Álbum: não lançado | WICKED LESTER
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