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Golpe de Estado: uma singela homenagem a uma grandíssima banda

Por Ivison Poleto dos Santos
Postado em 04 de junho de 2017

Para quem está chegando agora no mundo da música pesada apresento a banda que na minha opinião foi a maior de todas brasileiras: Golpe de Estado!

Aquele que como eu é um sobrevivente dos anos 1980 e 1990, vai lembrar que o grande Golpe (jeito carinhoso que nos referíamos à banda) teve seu auge no início dos anos 1990 com uma grande visualização na mídia chegando quase a romper o bloqueio feito pela mídia tradicional a tudo que se tratava de música pesada, ou sendo mais claro, de Heavy Metal. Suas músicas foram exaustivamente executadas nas rádios especializadas e nas rádios com orientação mais pop. O grande Golpe também fez várias apresentações na televisão. Porém, posso estar errado, nunca chegou à RGT. Fez shows memoráveis e com imensa participação de público como em 1992 na Praça Charles Miller (Pacaembu) em São Paulo.

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Com uma formação bastante estável, o grande Golpe contou com músicos que foram referência em seus instrumentos: o grande mestre Hélcio Aguirra, para mim o maior guitarrista brasileiro de música pesada de todos os tempos; Paulo Zinner, um grande baterista com pegadas às vezes inusitadas; Nelson Brito, referência no baixo e, Catalau, quem tecnicamente não é um grande vocalista, mas com grande personalidade e estilo próprio, sendo também um fenomenal letrista que só não é tão reconhecido como Renato Russo e Cazuza por causa do bloqueio da mídia tradicional a tudo que vem do Heavy Metal.

Exímios baladeiros, músicas como "Olhos de guerra", "Noite de balada" e "Caso sério" estão entre os maiores clássicos do Metal nacional.
O grande Golpe foi uma banda muito sincera em suas atitudes. Mesmo como contratados de grandes gravadoras, eles nunca abandonaram a veia underground que dava aquele gostinho diferente da banda. E insistiram naquilo que eu acho que foi o seu maior equívoco: cantar em português.

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Se tivessem naquela época começado a cantar em inglês, com certeza teriam tido o mesmo destino que o Sepultura. Competência não faltava a banda.

História

Em entrevista à falecida Revista Metal, número 26 de 1986, o grande Golpe falou um pouco do seu então primeiro álbum "Golpe de Estado" que estava ganhando as ruas pelo selo Baratos Afins. "Golpe de Estado" tem uma característica especial, mas que fazia sentido na época, quando os custos de gravação eram muito altos, de ter saído com um lado de 33 rotações e outro de 45 rotações. Estou falando grego para a moçada que nunca viu um toca-discos. Os discos de vinil vinham em algumas rotações diferentes (velocidade de rotação para serem tocados): 78 rpm, 45 rpm e 33 rpm. Os de 78 rpm são os mais antigos, geralmente dava para colocar apenas uma música de cada lado; os de 45 rpm são uma espécie de intermediários que não pegaram muito aqui no Brasil, mas que lá fora foram muito comuns nos EPs; e, os de 33 rpm, a mais comum que é utilizada até hoje, sua grande vantagem é que permite mais músicas de cada lado do disco.

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Nesta entrevista a banda contou sobre os seus primórdios e influências que explicam o som da banda, uma verdadeira salada musical de blues, rock setentista e Heavy Metal. Esta salada explica bem o som da banda que foi classificada por eles como "hard rock" (Catalau), "com tendências de Heavy Metal e blues" (Hélcio Aguirra).

O nome Golpe de Estado surgiu numa brincadeira. Catalau havia fechado um show no extinto Madame Satã (lendária casa de shows de São Paulo) e não tinha banda para tocar. Como ele tinha que dar um nome à banda e achava que aquilo era um "golpe", o nome acabou ficando. Disse a lenda, Catalau, que ele pegou alguns alunos seus de música e fizeram o tal show. Logo depois se juntaram Hélcio Aguirra, vindo do Harppia, Paulo Zinner, vindo dos Heróis da Resistência e Nelson Brito, do Fickle-Pickle.

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Sucesso logo de cara, o grande Golpe fez vários shows pelas casas noturnas de São Paulo e logo entrou em estúdio para gravar o segundo álbum "Forçando a barra", também pelo selo independente Baratos Afins em 1988.

As letras da músicas falavam bastante sobre o underground paulistano da época. A música "Undenground" é um ótimo referencial. As duas primeiras capas traziam referências interessantes da vida noturna da época e da temática da banda. Talvez a capa de "Forçando a barra" seja até mais icônica. O artista que assina estas capas é Chico Guerreiro. É do "Forçando a barra" a maior balada da banda, singelamente chamada "Noite de balada".

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Em 1989, o grande Golpe assinou com o selo Eldorado, braço brasileiro da Roadrunner Records e com ele veio "Nem polícia, nem bandido". A única coisa que a grande gravadora mudou no Golpe foi a capa que ficou mais minimalista e sem as referências underground, porém o som ganhou aquela força e poder que só os bons equipamentos e a boa produção podiam dar. O grande Golpe ficou mais forte. E conseguiu atingir um público maior. O grande Golpe foi uma das poucas bandas que conseguiram ter seu potencial integralmente desenvolvido por uma grande gravadora. Graças à sua sinceridade ao mundo do underground.

Em 1991, veio o "Quarto Golpe" na mesma tocada do "Nem polícia, nem bandido" com a adição de teclados e uma produção ainda melhor. "Caso sério" é a sua música mais icônica. É o auge da fina ironia letrística de Catalau e dos problemas que levariam a banda ao seu fim com a demissão de Catalau. Ok, a banda ainda gravaria "Zumbi" em 1994 pela Eldorado, mas já não era a mesma coisa. Os problemas com Catalau atingiram o auge. Sem entrar em detalhes, oficialmente Catalau foi demitido por faltar em ensaios, e constantes atrasos em shows, o que para uma banda daquele nível profissional fica impossível suportar. Mas a banda perdeu sua alma, a voz que dava ao grande Golpe sua cara. Catalau voltaria ainda à banda em 1999, mas já não era o mesmo.

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Atualmente, Catalau é pastor de uma igreja evangélica e ainda canta os seus grandes sucessos com as letras singelamente modificadas.

Vieram ainda Dez Anos ao Vivo pela Paradoxx (gravadora especializada em dance music) de 1996, Pra Poder de 2004 e Direto do front de 2012 por gravadoras independentes.

Mas o golpe final (não é trocadilho) foi o passamento em 2014 do guitarrista Hélcio Aguirra. O Brasil perdia aquele que era o seu maior guitarrista de música pesada. Aconteceu alguma comoção na imprensa, mas não no nível que ele merecia.

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Enfim, o Golpe de Estado é uma banda que representa muito melhor toda uma geração que curtia música pesada e que ficou alijada e, até mesmo impedida, de ver seus grandes astros ganharem o mundo e obter a repercussão que mereciam.

RIP Hélcio Aguirra

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Sobre Ivison Poleto dos Santos

Veterano das guerras metálicas. Pesquisador, escritor, resenhista, músico frustrado (por isso tudo o anterior). Ao contrário da opinião comum, acho que o melhor do Metal ainda está por vir e que existem grandes bandas novas por aí. Só procurar. No meu caso elas vêm até mim.
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