Feeling e musicalidade: Cada um tem um conceito diferente

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Por Herick Sales, Fonte: Herick Sales Guitar
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Feeling significa sentimento. Ok. Logo, você imagina David Gilmour tocando "Confortably Numb", ou Eric Clapton tocando "Old Love", e você chorando, sozinho, pra ninguém ver é claro, um balde de lágrimas e dizendo "Isso é lindo!!!". Até aí, nada de anormal. Mas gostaria de dar um sentido mais amplo para a palavra "feeling". Como disse, ela significa sentimento. Em nós existe aquele tipo de sentimento, movido por um lindo solo, de comoção, que eu considero uma arte, num mundo em que um cara vê uma base lenta com alguns acordes, e esquece conceitos como pausa, articulações, e tenta enfiar 456789876543 notas num mesmo espaço. Mas há em minha opinião, uma amplitude maior nisso, e te convido a pensar comigo.

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Nós temos uma gama gigantesca de sentimentos, certo? Raiva, medo, euforia, aflição, fogo na pepeca, dentre outros mais. E nada mais do que normal, do que a música, uma arte tão ampla, se usar de toda essa gama, não acha?

Vamos lá, defina para si mesmo, o que é uma música, ou um solo com feeling! O Black Sabbath aterrissou no mundo, tocando riffs medonhos e soturnos, e seus solos, transmitiam uma aura de terror. Ouça a canção "Black Sabbath", e preste atenção nisso. O Slayer nunca teve um padrão de melodia muito apurado, e nem nunca foi a intenção! Ali, reina o caos! Não cabe beleza, nem arranjos que te façam pensar numa camponesa correndo num jardim, tacando flores ao vento! Seus riffs soam como o fim do mundo, e os solos, com temática meio "toque rápido todas as notas do braço, e faça alavancadas radicais", chegam a dar certo nervoso. Eddie Van Halen, comeu o braço da guitarra, em técnica e pirotecnias. Já notou que mesmo assim, você consegue lembrar dos solos, e suas canções, te jogam direto para uma festa rocker, te convidando a pular feito louco? E quem nunca ouviu uma banda de metal, no qual no meio da música, num trecho do solo, tem uma virada fuderosa de bateria, ela investe numa batida de bumbo duplo veloz, e a guitarra vem junto com um riff, e outra fazendo o solo, como uma metralhadora? E você aperta mais seus olhos, sente a adrenalina subir no corpo e diz o famoso e pausado "pu-ta que pa-riu!!!!" .

Essas músicas, e visões musicais para a mesma, não possuem feeling? Não possuem carga emotiva? Cada um tem um conceito de feeling, mas restringir tal conceito, ao que você simplesmente acha, pensar que o feeling maior é o Slash saindo da capela, com a guitarra desplugada, em "November Rain" (sim, o solo é lindo!), é limitar sua mente, suas inspirações e sua musicalidade. Porquê não fazer um solo rápido, ou um cheio de swing, ou até mesmo misturar tudo? Bem entrosado com a banda, e tocando com verdade, isso não é feeling???

Somos seres vivos, dotados dos mais vastos tipos de sentimento, e nada mais natural, que a música capte essa amplitude emocional. Trago abaixo, canções, que não importa se são rápidas, lentas, com solos a mil por hora, ou melódicos: o que impera aqui, é a gama de sentimentos que cada uma é capaz de trazer.

Para fechar, deixo um ponto de vista sobre música, que na minha opinião, é igual sexo: pode ser feito sem, mas traz uma cachoeira de sensações deliciosas, quando é com sentimento, verdade, e uma boa pitada de paixão.

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Sobre Herick Sales

Herick Sales, professor de guitarra e violão há 12 anos, amante de blues e rock em geral.

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