Heavy Metal: Bandas esquecidas (ou desconhecidas) do público brasileiro

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Por Arysson Lima
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Fãs de metal possuem infinitas opções de escolha, caso estejam entediados com o som de uma determinada banda. Dentro do gênero musical que tanto apreciam, existe uma infinidade de vertentes, e cada qual com bandas de qualidade ímpar, com diferentes propostas, seja na parte instrumental, seja na temática lírica que abordam. Mas é claro, existem aqueles que possuem um amor especial pelo metal tradicional, aquele que deu origem, moldou e estabeleceu clichês para todos os outros subgêneros que viriam a surgir. Claro que, refletindo a partir desse breve conceito, bandas respeitáveis e importantes como Judas Priest, Iron Maiden, Black Sabbath ou Saxon são as primeiras que vêm à mente da maioria, naturalmente, pois são, inegavelmente, as bandas de maior repercussão do âmbito aqui no Brasil. Mas existem outras bandas que, mesmo que praticamente anônimas atualmente, contribuíram e mantiveram a chama do Metal acesa em alguma parte de suas carreiras, e essa contribuição chegou aos ouvidos de alguns bangers brasileiros. E o propósito dessa matéria é justamente apresentá-las aos metalheads que ainda as desconhecem, e, se as conhecem, ao menos, incentivá-los a escutá-las novamente, com um interesse revigorado, acompanhando as pequenas resenhas dos álbuns citados abaixo.

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PICTURE – ETERNAL DARK - 1983

Eternal Dark é o terceiro álbum da banda holandesa Picture, uma das primeiras bandas de Metal do país, e é uma obra fantástica do início ao fim. Com linhas de composição bem próximas a de bandas como Angel Witch e Accept, temos um álbum sólido, bem produzido e com influências fortes de Rock N’ Roll dos anos 70, com muita ênfase nas guitarras e no vocal ora agressivo, ora melódico de Pete Lovell em diversas passagens. O álbum possuiu uma versão nacional na época do seu lançamento, e isso tornou a banda um tanto conhecida pelo público brasileiro, mas com o passar do tempo, o número de ouvintes do Picture em terras tupiniquins foi se tornando cada vez mais reservado.

Músicas chave: Eternal Dark, The Blade, Tell No Lies, Griffons Guard The World.

PILEDRIVER - METAL INQUISITION – 1985

Piledriver é uma banda canadense de Heavy/Speed Metal, talvez uma das bandas mais agressivas surgidas no início dos anos 80. Metal Inquisition é o debut, lançado em 1985, e o grupo mostrou não estar afim de brincadeirinhas. As letras possuem temas como violência, satanismo, sexismo, etc. Letras perturbadoras, sádicas e perversas, de dar inveja a qualquer banda de Death Metal por aí, e um instrumental muito bem trabalhado, um timbre de guitarra semelhante ao barulho de uma motosserra. O Piledriver ganhou status de grupo Cult no Brasil, sendo um tanto difícil encontrar camisas, vinis ou CDs deles a venda, mas ainda assim, existe uma pequena, porém fiel, base de seguidores da banda por aqui.

Músicas chave: Sex With Satan, Sodomize The Dead, Metal Inquisition.

SORTILÈGE – MÉTAMORPHOSE – 1984

Essa é uma daquelas bandas que poderiam, ou melhor, deveriam ser mais conhecidas pelo público, não só brasileiro, mas do mundo todo. O Sortilège foi uma das bandas pioneiras do Metal francês, e Métamorphose foi o primeiro álbum lançado por eles. Trata-se de uma magnífica sequência de grandes músicas do mais puro Metal. O senso de melodia, agressividade e progressividade que cada uma das músicas apresenta é de espantar; as linhas vocais são de um bom gosto exemplar, com letras simples de serem cantadas e ao mesmo tempo empolgantes, com tons altíssimos em algumas passagens. Não à toa, eram sempre citados por Chuck Schuldiner (DEATH, CONTROL DENIED, VOODOOCULT) como sua banda favorita. O álbum apresenta versões em francês e em inglês, e embora a mencionada aqui na matéria seja a segunda, é mais que recomendado que o escutem também no idioma original. A banda, infelizmente, encerrou suas atividades em 1986.

Músicas Chave: Alien, Majesty, Cyclopes Of The Lake, Delirium Of a Madman.

TAROT – SPELL OF IRON - 1986

Talvez o Tarot tenha um nome mais conhecido entre os fãs de metal brasileiros que as outras bandas citadas aqui nessa lista, mas, sem sombra de dúvidas, não é somente pela qualidade inegável de seus álbuns, mas sim porque Marco Hietala (baixo/vocal) também integra o Nightwish, uma das mais bem sucedidas bandas de Metal em termos comerciais, bastante popular em toda a América Latina. Mas não pense que o som entre as bandas é semelhante – até mesmo a forma de cantar de Hietala aqui é diferente. Spell Of Iron é um marco do Metal finlandês, e da arte da capa às músicas, o ouvinte é levado a um universo diferente, comandado pelas sonoridades ríspidas (e ao mesmo tempo tão perspicazes) que a banda conseguiu criar. Os riffs e solos são destaque absoluto. As influências da NWOBHM estão presentes em todos os momentos e a particularidade mais notável são os vocais graves de Hietala, muito bem impostados e que dão um rosto ainda mais obscuro às composições.
Músicas Chave: Dancing On The Wire, Midwinter Nights, Never Forever.

ARMORED SAINT – MARCH OF THE SAINT – 1984

Eis aqui uma banda que teve constantes irregularidades em toda a sua carreira, mas que mesmo aos trancos e barrancos ainda conseguiu lançar álbuns relevantes. O Armored Saint é uma banda de Metal oriunda de Los Angeles, e o som de March Of The Saint é puríssimo. A figura de John Bush, vocalista, se tornou conhecida em decorrência a sua entrada no Anthrax, mas isso não ajudou e nem divulgou o Armored Saint. Mas, voltando a falar do álbum, um dos grandes destaques é a sonoridade cristalina das guitarras, os riffs não ficam abafados em meio aos graves produzidos pela bateria e pelo contrabaixo e isso fortaleceu e muito no resultado final das músicas. O vocal de John Bush alterna facilmente entre o agudo e o grave, mostrando uma boa influência de Ian Gillan e Paul Rodgers, e um álbum com todos esses méritos merece, no mínimo, uma atenciosa audição por parte daqueles que apreciam Heavy Metal.

Músicas chave: Can U Deliver, Take a Turn, March Of The Saint, Mutiny On The World.

BARON ROJO – VOLUMEN BRUTAL – 1982

O Baron Rojo é uma banda espanhola que deu seu primeiro pontapé rumo ao sucesso no início dos anos 80, abrindo até para o Iron Maiden, mas por algum motivo, não conseguiram seguir adiante. Volumen Brutal é talvez o álbum de maior força dentro da discografia deles e é apaixonante desde a primeira audição. O maior destaque são as letras, todas escritas em bom castelhano (embora também tenham as traduzido para inglês), e com uma sonoridade bastante refinada, ou seja, vocais bastante agressivos e um instrumental muitíssimo pomposo. O álbum foi produzido no Kingsay Studios, pertencente a Ian Gillan, e Bruce Dickinson os ajudou na tradução de algumas músicas para o inglês. A banda continua na ativa até hoje, ainda lançando álbuns, e mostrando que, mesmo sem reconhecimento, a paixão pelo Metal é o que os move.

Músicas Chave: Resistire, Los rockeros van al infierno, Las flores del mal.

Sugestões de bandas que não possuem tanto reconhecimento em terras pátrias? Comentem a vontade.

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