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Rock Brasileiro: Carro Bomba, ""Honeeesssto!"

Por Luiz Carlos Barata Cichetto
Fonte: Barata Cichetto
Em 27/09/12

"Vamos todos dar as mãos / Opressores / Vocês vão se arrepender de terem nascido / E eu encontro / Um motivo para rir / Da sua cara / Mesmo sem você consentir..." - Transgressores

Primeiro sábado de Primavera em São Paulo. Acordei num autêntico "Ritmo de Fúria", com dor de cabeça, no horário que as pessoas ditas normais usam para almoçar. Com sede, mas não de água, mas de música pesada, de música barulhenta, estridente, berrada com a garganta e com o pulmão e a cabeça explodindo. Musica tocada com distorção na guitarra e tambores e caixas e pratos socados com raiva. Na estante que eu recém reformei especialmente para guardar CDs, a discografia de uma banda que reputo como uma das melhores que surgiram no Século XXI: Carro Bomba.

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Acompanho o trabalho dessa banda desde o início. Mas mesmo antes do inicio do Carro Bomba já conhecia e admirava o talento de um músico excepcional, autodidata, Marcelo Schevano. Desde a época da Patrulha do Espaço que acompanhei durante alguns anos, sempre me admirava com o talento musical de Marcelo. Não apenas guitarrista, mas um multi-instrumentista, que lutou para se impor como músico, mesmo contra todas as marés contrárias. E quando ele, juntamente com Luiz Domingues e Rodrigo Hid, outros dois grandes instrumentistas deixaram a Patrulha seguindo caminhos diferentes, passei a olhar também para esses caminhos. Luiz e Rodrigo formaram com Xando Zupo, outro grande músico, a banda Pedra, enquanto o Marcelo, irmão do Ricardo da "Baranga" se juntava em uma festa para uma despretensiosa "Jam" com um baixista que, embora não tivesse um histórico de grandes bandas tocava seu contrabaixo com muita competência e uma grande dose de ensandecimento: Fabrizio Michelloni. A eles juntara-se o baterista Ricardo Bronx e nascia um "Power Trio" dos mais pesados que o Rock Brasil conhecera até então.

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Desde esse início, ainda em 2003 e até agora, quase dez anos depois, o Carro Bomba tem crescido em termos de música, de letras e, principalmente em "Atitude". E embora a banda tenha trocado três vezes de baterista e a partir do terceiro disco deixado de ser um Power Trio para ser um, digamos, "Power Quartet" com a entrada do cantor Rogério Fernandes - que deu à banda um peso ainda maior, uma definição do som para algo que, do "Rock Pesado" misturado à influencias "Funk" do inicio, chega a ser totalmente Metal no ultimo disco, "Carcaça", lançado em 2011 -, a pegada tem sido cada vez mais forte e violenta e as letras cada vez mais "pesadas", saindo das mesmices utilizadas pela maioria das bandas que desse estilo. Letras que, podem até não ser a preocupação maior dos músicos, mas que quando são bem elaboradas, bem feitas e com algum conteúdo social e qualidade poética, fazem o diferencial positivo. E isso, essa preocupação com o que estão dizendo através de sua música, o Carro Bomba sempre primou.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

(Penso o seguinte: se a música, há séculos, mesmo contra a opinião dos puristas passou a ser a integração do instrumental com a poesia, deve ser pensada nesses dois flancos. Mas a maioria dos compositores, particularmente no Rock, invariavelmente desprezam a letra, a poesia, fazendo com que ela seja apenas um "adorno necessário" à música. E então, a maioria das letras de Rock no Brasil são feitas de qualquer jeito, estão ali por estar. E isso acaba se refletindo na temática: "bebida, sexo, carro ou motos". Como se eles próprios só vivessem disso. Mas, felizmente, existem artistas como os que formam o Carro Bomba, o Uganga, o Psychotic Eyes que pensam nesse conjunto. Felizmente!)

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"Até quando você vai rezar? / Procurando ser eterno / E se o dinheiro só pagar / Seu lugar lá no inferno?" – "Sangue de Barata"

E então, escutar a discografia do Carro Bomba, neste primeiro dia de de primavera, na sequencia dos lançamentos, pegando aí a evolução da banda, é algo extremamente profícuo. Quatro discos em sete anos, uma sequencia de "atentados" que não deixam pedra sobre pedra. A cada disco mais peso, mais força, mais atitude "rocker". ("Nós vamos descontar no som toda nossa injúria"). O ritmo do Carro Bomba é realmente o que eles cantam nessa música: "Ritmo de Fúria", do "Segundo Atentando". E esse ritmo é o que faz com que o Carro Bomba se sustente como uma das maiores bandas, com lugar merecido e destacado na história do Rock Brasil, por sua capacidade de explodir, detonar as cabeças carentes de Rock e Atitude!

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E terminando, defino a música do Carro Bomba com uma palavra que era sempre usada pelo Schevano desde a época da Patrulha do Espaço: "Honeeesssto!". É isso! E se por acaso acordarem num sábado, pode ser numa terça ou sexta de Primavera ou mesmo de Inverno, em "Ritmo de Fúria", com vontade de escutar música honesta, pesada, com atitude e competência, peguem a discografia do Carro Bomba e escutem no volume mais alto que puderem. Afinal: "A Hora Agora é de Fazer Valer" (Qual que é a sua verdade ? / Ficar aí no espelho, cheia de vaidade / Ou sair na rua pra aprender / A se defender e ainda sorrir / Eu tô pronto pra encarar / O que estiver por vir / Compreender que é pra poder prosperar / Você é que não ficar aí, a esperar ") Recado dado! Afinal, Rock não é apenas pra bater cabeça, mas também e principalmente para fazê-la pensar. E agir!!!

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"Nuvem negra me deixa em paz / O corpo sente a calma / Não cabe na ampulheta / O deserto da minha alma / Bolsos vazios e nada mais / Diversas histórias / Discos e acordes / Guardados na memória" – "Fui"

Discografia do Carro Bomba

"Carro Bomba"
2004
Produtor: Renê Seabra
Line Up:
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Ricardo Bronx - Bateria

01. O Dobro ou Nada
02. Rock 'n' Roll Machine
03. Carro Bomba
04. A Hora Agora É de Fazer Valer
05. Ode À Bohemia
06. Louco de Dar Nó
07. Sonhos
08. Crocodilagem
09. Raivosas Roedoras
10. Transgressores

"Segundo Atentado"
2006
Produtor: Carro Bomba
Line Up:
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Ricardo Bronx - Bateria

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01. Carro Bomba's Rollin'
02. Ritmo de Fúria
03. Eu Sei Mas Não Me Lembro
04. Uma Cerveja e Um Pouco Disso
05. Overdrive Rock 'n' Roll
06. A Luz, A Paz E A Bomba
07. O Pino da Granada
08. O vazio
09. Bala de Prata
10. Usina de Problemas
11. Vou Me Esbaldar

"Nervoso"
2008
Produtor: Heros Trench/ Marcello Pompeu

Line Up:
Rogério Fernandes - Vocal
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Fernando Minchillo - Bateria

01. Punhos de aço
02. Sangue de Barata
03. Bomba blues
04. Fui
05. Válvula
06. O passageiro da agonia
07. O foda-se
08. O foda-se II
09. Intravenosa

"Carcaça"
2011
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Line Up:
Rogério Fernandes - Vocal
Marcelo Schevano - Guitarra e Vocal
Fabrizio Michelloni - Baixo e Vocal
Heitor Shewchenko - Bateria

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01. Bala Perdida
02. Queimando a Largada
03. Carcaça
04. Combustível
05. O Medo Cala a Cidade
06. Mondo Plastico
07. Blueshit
08. Corpo Fechado
09. O Foda-se III
10. Tortura (Pau Mandado)

Links:
Site Oficial:
http://www.carrobombaoficial.com.br
Mídia:
http://brasilmusicpress.com/pt/clientes/cliente.php?cID=72

Em A Barata, também publiquei inúmeras matérias sobre os CDs, entrevista com Fabrizio Michelloni e Crônica baseadas em músicas. (www.abarata.com.br).

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Sobre Luiz Carlos Barata Cichetto

Sou Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal, do ano da Graça do nascimento de Madonna, Michael Jackson, Bruce Dickinson, Cazuza e Tim Burton. Sou poeta, escritor, produtor e apresentador de Webradio, produtor de eventos e procuro pagar as contas trabalhando com criação de sites. Crescí escutando Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd e Led Zeppelin. Participei da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos, deixei de ser poeta e fui tentar ser homem, o que no entender de Bukowiski é bem mais difícil. Escrevo poemas desde que comecei a criar pêlos.... nas mãos. Trabalhei como office-boy, bancário, projetista de brinquedos e analista de qualidade. No final do século XX, acordei certo dia de sonhos intranquilos e, transformado em um ser kafkiano, criei um projeto cultural na Internet nos moldes dos antigos panfletos mimeográficos. Mesmo antes de meu processo de metamorfose, nunca deixei de cometer poemas, contos e crônicas. E embora tenha passado dos três dígitos o numero de textos escritos, nunca ganhei um prêmio literário. Fui apaixonado por Varda de Perdidos no Espaço, Janis Joplin, Grace Slick e Sonja Kristina; casei quatro vezes e tenho dois filhos, Raul e Ian. Atualmente sou também editor, costureiro e colador de livros, num projeto de editora artesanal.

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