Festivais: A História Contada Desde Os Primórdios - Anos 70

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Por Leandro Da Silva Rico, Fonte: Sites oficiais e Wikipedia
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Já nos anos 70 encontraremos as bandas clássicas já estabelecidas entre os fãs e procurando divulgar sua música no "Eldorado Americano", uma vez que a maioria delas já tinha seu nome cravado no mapa europeu. Banda que se prezava nessa época tinha que conquistar mais de um mercado, com isso as bandas européias (principalmente as britânicas) tinham que arrumar as malas e excursionar pelos Estados Unidos e pelo Japão para alcançar números expressivos de vendas, alcançar altos postos nas paradas de sucesso e marcar ainda mais shows e manter o capital girando. E que melhor maneira de juntar tudo isso do que participando de grandes festivais?

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California Jam:

Apelidado de "Cal Jam", esse grandioso evento ocorreu nos Estados Unidos no dia 6 de abril de 1974 no autódromo Ontario Motor Speedway, um circuito oval usado em corridas da Nascar e da Fórmula Indy, localizado em Ontario, no estado da Califórnia. Algumas fontes indicam que estiveram presentes 200 mil pessoas, outras garantem que esse número chegou a até 400 mil pessoas. O fato é que esse festival entrou para a história, entre diversas razões, por ter alcançado o recorde de público pagante até então registrado num evento dessa magnitude.

Extremamente bem organizado e planejado, foi um sucesso total financeiramente e executado com grande profissionalismo, antecipando a era do "Rock De Media E Corporação" da indústria musical. Um dos últimos da onda original de festivais, contou com aparelhagens de som e tecnologias de última geração até então nunca vistas, tendo o mais poderoso sistema de som já montado (com 54 mil watts de potência) à disposição do grande público, que pela primeira vez podia ouvir a música com grande perfeição e clareza de qualquer ponto do local da apresentação. O sistema de som da turnê do ELP (EMERSON, LAKE & PALMER) foi montado a meia milha (cerca de 700 metros) de distância do palco e programado com "delay" (efeito que "atrasa" a saída do som) para coincidir com o som do palco, numa demonstração de modernidade tecnológica inédita para a época.

Contando com grandes patrocinadores e grande divulgação os shows foram transmitidos ao vivo para todo o país pela Rede ABC de televisão e por diversas emissoras de rádio, numa cobertura só menos grandiosa do que a feita com ELVIS PRESLEY em seu show "Aloha From Hawaii" um ano antes. Havia um helicóptero exclusivo para levar os músicos do aeroporto de Los Angeles até o circuito e um dirigível da Rede ABC que fazia tomadas aéreas de todo o circuito a todo instante. O visual de palco continha um imenso arco-íris de fundo cuja imagem ficou imortalizada por fotos e imagens clássicas de muito do material que as bandas lançaram após o festival, tendo se tornado um dos grandes símbolos do Cal Jam.

Tivemos grandes e memoráveis shows desde o início, com as bandas EAGLES, EARTH,WIND & FIRE e BLACK OAK ARKANSAS (que se tornaria depois a banda de abertura do BLACK SABBATH em sua turnê européia), e as principais : BLACK SABBATH (que ainda não era "grande" nos Estados Unidos tocando a plena luz do dia), DEEP PURPLE (com uma apresentação devastadora em que RITCHIE BLACKMORE destrói uma câmera e muitos dos amplificadores por ter sido obrigado a tocar ainda com a luz do dia) e EMERSON,LAKE & PALMER, numa apresentação grandiosa e cheia de efeitos especiais, que foi lançada depois em vídeo, assim como fez o DEEP PURPLE. O teclado de KEITH EMERSON foi suspenso com cabos de aço e dava giros no alto enquanto o músico solava! Um dos maiores e mais memoráveis momentos da história dos festivais.

Tivemos uma segunda edição do CAL JAM no dia 18 de março de 1978, com um público estimado em mais de 300 mil pessoas, já com menos glamour e divulgação (e sem o clássico arco-íris no palco), mas igualmente com perfeita produção e profissionalismo. Grandes apresentações de BOB WELCH, STEVE NICKS & MICK FLEETWOOD (ambos do FLEETWOOD MAC), HEART (com o estrondoso sucesso "Barracuda"), FOREIGNER, DAVE MASON (membro do TRAFFIC), SANTANA e os grandes destaques TED NUGENT e AEROSMITH, num grande show que encerrou o segundo e último CALIFORNIA JAM da história.

Monsters Of Rock:

Idealizado pelo promotor de shows Paul Loasby, o festival nasceu como uma maneira de reunir a nata do rock pesado na Inglaterra. O local escolhido foi o autódromo de Donington Park, pertencente a Castle Donington (Castelo Donington), em Leicestershire, renomado local de grandes corridas (como a Formula 1), próximo a um parque industrial e com acesso fácil de todos os meios de transporte. Como havia sido o promotor da última turnê no Reino Unido do RAINBOW, banda de RITCHIE BLACKMORE (famoso guitarrista original do DEEP PURPLE) essa lhe pareceu a escolha óbvia para encabeçar esse grande festival, que se tornaria o maior de todos na década seguinte (lembremos que 1980 é o último ano da década de 70).

Problemas que antecederam o festival quase colocaram tudo a perder e somente a rapidez e o esforço dos promotores conseguiu amenizar a situação a tempo. Chuvas torrenciais castigaram o local do show por toda a semana transformando o local num grande lamaçal, no entanto no dia do festival um sol forte esteve presente, diminuindo o estrago e o desconforto dos fãs.

Um grande sistema de som quadrofônico foi instalado para que se fizesse jus à importância do evento, contudo um teste com a pirotecnia e efeitos usados por COZY POWELL em seu solos durante os shows do RAINBOW, realizado simultaneamente à uma passagem de som do JUDAS PRIEST, causou uma forte explosão, ouvida a mais de 4 kilômetros de distância, destruindo todo o sistema de som e P.A.'s do palco a poucos dias do festival, o que fez com que os promotores desesperados corressem para encontrar uma solução. Mas mesmo com toda a diligência dos promotores isso prejudicou demais a qualidade sonora dos shows, que só eram ouvidos com total clareza a poucos metros do palco. Eles depois admitiriam que por causa disso tiveram prejuízo com o festival, mas que mesmo assim valeu a pena pois abriu as portas e pavimentou o caminho para muitos MONSTERS OF ROCK vindouros.

Assim, no dia 16 de agosto de 1980, 35 mil pessoas compareceram ao circuito de Donington Park para assistir o último grande evento musical da década e o primeiro de muitas edições maravilhosas e inesquecíveis, superando seu rival READING FESTIVAL e se tornando impossível desvencilhar o festival MONSTERS OF ROCK da história do rock e das bandas que participaram dele ao longo dos anos, muitas delas tendo lançado de forma oficial o vídeo e o áudio dos shows.

Além do grandioso show do RAINBOW, cuja versão editada foi transmitida pela TV inglesa e que marcou a despedida do fantástico e saudoso baterista COZY POWELL da banda, tivemos ainda SCORPIONS, JUDAS PRIEST, SAXON e APRIL WINE, além de bandas menores como RIOT e TOUCH, num dia inesquecível na história de um festival que tem seu nome imortalizado no panteão dos grandes festivais, ao lado de WOODSTOCK.

Assim como em 1980 em algumas edições o evento foi chamado de "Rocking The Castle" (algo como "Agitando O Castelo", uma óbvia alusão ao Castelo De Donington), e uma curiosidade na edição de 85 foi que "Eliminator", o carro dos vídeos do ZZ TOP foi suspenso por um helicóptero e sobrevoou a platéia, algo surreal para o público, assim como a moto Harley Davidson com a qual ROB HALFORD do JUDAS PRIEST costuma entrar no palco durante as apresentações da banda e os canhões e sinos usados pelo AC/DC. Em 95 o festival foi oficialmente chamado de "Escape From The Studio" ("Fuga Do Estúdio"), a pedido do METALLICA, que estava em pleno processo de gravação do álbum "Load".

O festival continuou crescendo em importância ao longo dos anos e à partir de 83 deixou de ser exclusivamente britânico e passou a acontecer também em outros países da Europa, visitando frequentemente países como Alemanha, Espanha e Itália. Esteve presente ainda em vários outros países como Holanda, França, Polônia, Bélgica, Suécia, Suiça, Dinamarca, Áustria, Hungria e Rússia, este último alcançando em 1991 recorde absoluto e histórico de público. Teve ainda algumas versões não-oficiais, uma versão "indoor", eventos menores batizados com o nome da franquia e atualmente empresta sua marca para um cruzeiro marítimo que vai da Flórida até as Bahamas, com muitas bandas como atração durante o trajeto.

Em 1984 a primeira grande turnê do Monsters, visitando Alemanha, Suiça, Itália e Suécia, além da "pátria-mãe". 1988 e 1991 foram os anos com maior número de eventos MONTERS OF ROCK, com 12 países visitados (13 com a Inglaterra), incluindo em 88 uma extensa turnê pelos Estados Unidos (chamada de "Monsters Of Rock Tour '88"), com cerca de 32 shows em 23 cidades de 17 estados. Esta turnê contou com sua própria escalação, totalmente diferente da versão de Donington, e teve o VAN HALEN (completando a primeira parte da turnê americana do disco "OU812") como principal atração, acompanhado de SCORPIONS, METALLICA, DOKKEN e KINGDOM COME, com a desistência do MEGADETH devido à saída temporária do baixista DAVID ELLEFSON. Mesmo tendo tido prejuízo em vista do investimento massivo feito no festival itinerante, a turnê americana do Monsters (que foi a primeira do gênero) teve a segunda maior arrecadação bruta do ano com 26,7 milhões de dólares, ficando atrás apenas do PINK FLOYD, que arrecadou cerca de 27,6 milhões em sua turnê pelos Estados Unidos. Muitas bandas passaram a batizar a parte de suas próprias turnês em que incluiam as datas que faziam com a franquia como "Monsters Of Rock Tour".

Em 1989 o festival foi cancelado por causa de 2 mortes ocorridas na edição de 88 durante o show do GUNS 'N' ROSES, o mesmo ocorrendo em 93, este sem motivo aparente. A versão de 1990 foi inteiramente transmitida ao vivo pela Radio BBC 1 de Londres, para a felicidade dos fãs do WHITESNAKE, que se encontrava em seu auge comercial e contava com o mago STEVE VAI na guitarra.

Em 1991 o evento acontecido em Moscou, no Campo de Pouso e Aviação Tushino Airfield, reuniu uma multidão estimada entre 700 mil e 1,6 milhão de pessoas, recorde absoluto do festival e certamente um dos maiores de todos os tempos, senão o maior. Três anos depois Donington estrearia seu segundo palco (que em 96 foi batizado de "Kerrang! Stage" numa parceria com a revista Kerrang!, especializada em rock), uma tendência crescente entre os grandes festivais ao ar livre. Com o passar dos anos os principais festivais europeus passariam a ter três, quatro palcos. Alguns até mais.

A partir de 94 o festival passou a visitar também os países da América do Sul e se estabeleceu por aqui por vários anos antes que fosse deixado de lado e esquecido para a tristeza dos fãs. Argentina, Chile e Brasil (que recebeu as edições de 94, 95, 96 e 98) foram os representantes da parte de baixo da América.

Em 1997 foi anunciado que pela primeira vez o festival teria 2 dias de duração em Donington Park, mas pouco depois, sem nenhuma explicação, foi cancelado e nunca mais foi realizado em seu "berço", sendo a Argentina o único país que recebeu o festival nesse ano. No ano seguinte ficou restrito à América do Sul e em 99 e 2001 novamente apenas na Argentina, após visitar somente a Áustria em 2000.

Chegou a retornar brevemente ao Reino Unido em 2002 e 2003 numa versão indoor (em local fechado) itinerante, encabeçada em 2002 por ALICE COOPER, com alguns shows na Inglaterra e na Escócia, e 2003 por WHITESNAKE e GARY MOORE, com alguns poucos shows na Inglaterra.

Após visitar somente a Itália em 2004 voltava à América do Sul em 2005, porém inexplicavelmente sem a participação brasileira. Em 2006 retornaria finalmente à Inglaterra, pela primeira vez na história fora do tradicional circuito de Donington Park, sendo realizado no estádio Milton Keynes Bowl. Esta versão encabeçada pelo DEEP PURPLE (e com participação de ALICE COOPER) teve muito sucesso e era esperado que o festival acontecesse novamente na Inglaterra em 2007, mas novamente abandonaram a idéia e assim o Reino Unido ficava órfão do seu maior e mais querido festival. Pelo menos até que surgisse o DOWNLOAD FESTIVAL, que por ser realizado em Donington Park e nos mesmos moldes que o MONSTERS se auto-intitulou seu sucessor.

Em 2007 o Monsters italiano absorveu o festival local GODS OF METAL, que nesse ano cedeu seu posto ao co-irmão mais velho e importante. Nos últimos anos da década de 2000 a versão espanhola se mostrou a mais fiel da franquia com edições consecutivas na cidade de Zaragoza em 2006, 2007 e 2008, sendo que nessa última uma tempestade de proporções bíblicas a interrompeu no meio da primeira noite, derrubando metade do palco e transformando o local num grande lamaçal, obrigando os produtores a cancelar o restante do evento. Ainda em 2008 a franquia visitou o intermitente Chile, pela primeira vez Malta (!) e oficialmente o Canadá pela primeira vez, após 2 versões extra-oficiais. Esta seria também a última, pois no ano seguinte o festival local seria rebatizado.

A última edição aconteceu numa badalada turnê russa por 7 cidades em 2009, encabeçada com honrarias pelo SCORPIONS, antes que a franquia fosse abandonada de uma vez por todas (pelo menos até agora) no mais puro clima fúnebre. Tivemos ainda nesse ano uma versão australiana não-oficial batizada de "Australian Monsters Of Rock", para celebrar bandas locais com história no cenário nacional.

Bandas históricas encabeçaram o festival inglês em sua história (sendo o AC/DC o que mais vezes o encabeçou, num total de 3 vezes), tendo sempre em sua escalação convidados tão especiais quanto a atração principal. Foram elas: RAINBOW (80, com SCORPIONS, JUDAS PRIEST, APRIL WINE e SAXON), AC/DC (81, com WHITESNAKE, BLUE ÖYSTER CULT e SLADE), STATUS QUO (82, com GILLAN, SAXON, URIAH HEEP e HAWKWIND), WHITESNAKE (83, com MEATLOAF, ZZ TOP, TWISTED SISTER, DIO e DIAMOND HEAD), AC/DC (84, com VAN HALEN, OZZY OSBOURNE, GARY MOORE, MOTLEY CRUE, Y&T e ACCEPT), ZZ TOP (85, com MARILLION, RATT, BON JOVI e METALLICA), OZZY OSBOURNE (86, com SCORPIONS, DEF LEPPARD, MOTÖRHEAD e WARLOCK), BON JOVI (87, com DIO, METALLICA, ANTHRAX, WASP e CINDERELLA), IRON MAIDEN (88, com KISS, DAVID LEE ROTH, MEGADETH, GUNS 'N' ROSES e HELLOWEEN), WHITESNAKE (90, com AEROSMITH (participação especial de JIMMY PAGE), POISON e THUNDER), AC/DC (91, com METALLICA, MOTLEY CRUE, QUEENSRYCHE e BLACK CROWES), IRON MAIDEN gravando seu album "Live In Donington" (92, com SKID ROW, WASP e SLAYER), AEROSMITH (94, com EXTREME, SEPULTURA, PANTERA e THERAPY?), METALLICA (95, com THERAPY?, SKID ROW, SLAYER, SLASH SNAKEPIT e WHITE ZOMBIE), KISS e OZZY (encabeçaram juntos em 96 com o KISS fechando, e com SEPULTURA e BIOHAZARD presentes) e DEEP PURPLE (2006, com ALICE COOPER, TED NUGENT, THUNDER, QUEENSRYCHE e JOURNEY).

Normalmente a escalação dos festivais fora da Inglaterra era a mesma da pátria-mãe, porém às vezes isso não era possível devido a disponibilidade de agenda das bandas, por isso às vezes mudanças ocorriam, principalmente na América do Sul, e quando a edição inglesa deixou de ocorrer as negociações passaram a ser individuais, de país para país, portanto algumas edições levavam o nome e visual oficiais da franquia, mas tinham escalações diferentes. Vamos relembrar os países visitados a cada ano, a cidade em que o festival foi realizado e a banda que encabeçou o evento.

Com a franquia saindo de Donington e migrando para outros locais tivemos :

1983 :

Alemanha : Nuremberg, Dortmund e Kaiserslautern.

Headliner : WHITESNAKE.

1984 :

Itália : Turim.
Suiça : Winterthur.
Suécia : Estocolmo.
Alemanha : Nuremberg e Karlsruhe.

Headliner : AC/DC.

1986 :

Suécia : Estocolmo.
Alemanha : Mannheim e Nuremberg.

Headliner : SCORPIONS e OZZY OSBOURNE.

1987 :

Itália : Reggio Emilia e Milão.
Alemanha : Nuremberg e Pforzheim.

Headliner : DIO e DEEP PURPLE.

1988 :

Itália : Modena.
Suiça : Lausanne.
Grécia : Atenas.
França : Paris.
Áustria : Innsbruck (capital do estado de Tirol).
Hungria : Budapeste.
Holanda : Tilburg.
Portugal : Cascais (vila do distrito de Lisboa).
Espanha : Barcelona, Madrid e Pamplona.
Alemanha : Schweinfurt e Bochum.
República Tcheca (antiga Tchecoslovaquia) : Praga.

Headliner : IRON MAIDEN.

Estados Unidos (Monsters Of Rock U.S. Tour '88) : East Troy (Wisconsin), Miami e Tampa (Florida), Washington D.C., Spokane e Seattle (Washington), Philadelphia e Pittsburgh (Pennsylvania), Foxborough (Massachusetts), Pontiac (Michigan), Buffalo (New York), Akron (Ohio), Oxford (Maine), East Rutherford (New Jersey), Houston e Dallas (Texas), Indianapolis (Indiana), Memphis (Tennessee), Kansas City (Missouri), Minneapolis (Minnessotta), San Francisco e Los Angeles (California), e Denver (Colorado).

Headliner : Van Halen.

1990 :

Itália : Bologna.
Suécia : Estocolmo.
França : Paris.
Holanda : Utrecht.
Alemanha : Berlin, Dortmund e Mannheim.

Headliner : WHITESNAKE.

1991 :

Itália : Modena.
Suiça : Basel.
França : Paris.
Áustria : Graz.
Bélgica : Hasselt.
Polônia : Chorzów.
Hungria : Budapeste.
Holanda : Nijmegen.
Espanha : Barcelona.
Alemanha : Mainz, Munique, Hannover, Berlin, Oldenburg e Dortmund.
Dinamarca : Copenhagen.
Rússia : Moscow.

Headliner : AC/DC.

1992 :

Itália : Reggio Emilia.
Espanha : Barcelona, San Sebastian, Zaragoza e Madrid.
Alemanha : Mannheim.

Headliner : IRON MAIDEN e BLACK SABBATH.

1994 :

Chile : Santiago.
Brasil : São Paulo.
Argentina : Buenos Aires.

Headliner : KISS e BLACK SABBATH.

1995 :

Chile : Santiago.
Brasil : São Paulo.
Argentina : Buenos Aires.

Headliner : OZZY OSBOURNE e ALICE COOPER.

1996 :

Brasil : São Paulo.

Headliner : IRON MAIDEN.

1997 :

Argentina : Buenos Aires.

Headliner : WHITESNAKE.

1998 :

Chile : Santiago.
Brasil : São Paulo.
Argentina : Buenos Aires.

Headliner : SLAYER (Chile e Brasil), IRON MAIDEN (Argentina).

1999 :

Argentina : Buenos Aires.

Headliner : METALLICA.

2000 :

Áustria : Vienna.

Headliner : IRON MAIDEN.

2001 :

Argentina : Buenos Aires.

Headliner : IRON MAIDEN.

2002 (Versão Indoor) :

Escócia : Glasgow.
Inglaterra : Sheffield, Birmingham, Manchester e Londres.

Headliner : ALICE COOPER.

2003 (Versão Indoor) :

Inglaterra : Sheffield, Manchester e Londres.

Headliner : WHITESNAKE e GARY MOORE.

2004 :

Itália : Como.

Headliner : DEEP PURPLE.

2005 :

Chile : Santiago.
Argentina : Buenos Aires.

Headliner : JUDAS PRIEST (abertura : WHITESNAKE).

Canadá (versão extra-oficial itinerante) : Toronto, Montreal, Winnipeg, Calgary, Vancouver e Edmonton.

Headliner : AC/DC e METALLICA.

2006 :

Espanha : Zaragoza.

Headliner : SCORPIONS.

Canadá (versão extra-oficial itinerante) : Toronto, Montreal, Winnipeg, Calgary, Vancouver e Edmonton.

Headliner : ROLLING STONES (Teve como atração-surpresa em Toronto o AEROSMITH como banda de abertura).

2007 :

Itália : Milão (Gods Of Metal Festival).
Espanha : Zaragoza.

Headliner : OZZY OSBOURNE e SCORPIONS (Itália), OZZY OSBOURNE e MOTÖRHEAD (Espanha).

2008 :

Chile : Santiago.
Canadá : Calgary.

Headliner : OZZY OSBOURNE (Juntamente com JUDAS PRIEST no Canadá).

Espanha : Zaragoza. (Cancelado ainda no primeiro dia após a apresentação de TED NUGENT devido a uma forte tempestade que derrubou parte do palco e deixou o local em péssimas condições. Teria sido encabeçado nesse dia pelo DEEP PURPLE e no segundo dia pelo IRON MAIDEN).

2009 :

Rússia : Moscow, St. Petersburg, Yekaterinburg, Krasnoyarsk, Vladivostok, Khabarovski e Rostov.

Headliner : SCORPIONS (abertura : ALICE COOPER e KINGDOM COME).

Austrália (Australian Monsters Of Rock / Versão não-oficial) : Sydney.

Bandas : ROSE TATTOO, SCREAMING JETS e THE ANGELS.

Após a aparente aposentadoria da franquia em festivais a céu aberto foi criado em 2012 o cruzeiro "Monsters Of Rock - The Voyage", uma viagem de navio de 4 dias (3 em alto-mar) ligando a Flórida, nos Estados Unidos, às Bahamas, no Caribe, com muitos shows a bordo, tendo TESLA e CINDERELLA como atrações principais (acompanhados de outros grandes nomes como STRYPER, UFO, LYNCH MOB, JOHN CORABI e ERIC MARTIN) e músicos convivendo com fãs em um clima muito festivo. Foi rebatizado para a edição seguinte como "Monsters Of Rock - The Cruise", ganhou um dia a mais de duração e terá de volta até o logotipo clássico do festival, de um demônio empunhando uma guitarra. Nomes confirmados para o "The Lost Weekend" ("O Fim-De-Semana Perdido", uma espécie de apelido oficial do cruzeiro) de 2013 : TESLA e LITA FORD como atrações principais, mais LOUDNESS, VIXEN (a volta do quarteto original), ALCATRAZZ (na versão do vocalista GRAHAM BONNET), L.A. GUNS e LYNCH MOB, entre outras.

Com a crescente proliferação de festivais, o surgimento do DOWNLOAD FESTIVAL e desde que OZZY OSBOURNE começou a levar sua OZZFEST para a Inglaterra (em Donington, assim como o DOWNLOAD), o MONSTERS perdeu espaço e tristemente foi deixado de lado, mas certamente jamais será esquecido por quem viveu, não importa em que parte do mundo, a emoção de estar presente nesse grandioso festival.

KNEBWORTH FESTIVAL :

Realizado desde 1974 no Knebworth Park (Parque de Knebworth, próximo ao vilarejo de Knebworth), no condado de Hertford (Hertfordshire), na Inglaterra, é considerado um dos maiores concertos de pop e rock ao ar livre do mundo. Em sua primeira edição os ALLMAN BROTHERS (com a abertura de DOOBIE BROTHERS, ALEX HARVEY BAND e VAN MORRISON) atraíram um público de 60 mil pessoas, mostrando que esse seria um festival que vinha pra ficar.

Sua primeira edição foi batizada de "The Bucolic Frolic" ("Brincadeira Bucólica") e muitos outros nomes foram dados depois ao festival, como Knebworth Park (Parque), Knebworth Fair (Feira), Knebworth Festival, Knebworth '80, The Jazz Years, Greenbelt Festival, Knebworth '90 e outros nomes mais criativos, como nas duas edições de 78 : "A Midsummer Night's Dream" ("Sonho De Uma Noite De Verão") e "Oh God Not Another Boring Old Knebworth!" ("Ah Não, Meu Deus, Outro Velho E Chato Knebworth!"), e ainda outros como "The Return Of The Knebworth Fayre" ("O Retorno Da Feira De Knebworth", no sentido de "feira renascentista"), "It's A Kind Of Magic" (em homenagem ao show principal do QÜEEN) e "Wild In The Country '2007" (numa alusão à versão country do festival). Em muitas delas tivemos apenas artistas menores e desconhecidos, e de outras vertentes musicais, como Jazz e Country.

Mesmo com a capacidade oficial de 125 mil Knebworth já viu esse número ser superado ao longo dos anos, como em 79, quando o LED ZEPPELIN voltava a tocar no Reino Unido desde 75 e cerca de 200 mil pessoas compareceram, sendo que o máximo permitido à época era 109 mil. Os 2 dias tiveram abertura do show solo de RON WOOD acompanhado de KEITH RICHARDS, entre outras bandas menores.

Os anos de 81 e 82 ficaram conhecidos como "Jazz Years", com artistas de Jazz, mas também com o rock clássico de CHUCK BERRY e o blues de B.B.KING e MUDDY WATERS. Em 82 houve ainda um segundo festival somente com músicos de jazz.

Em 1990 tivemos a maior edição de todas, num evento batizado de SILVERCLEEF AWARD WINNERS CONCERT (Concerto Dos Vencedores Do Prêmio Silvercleef), com nomes de extrema grandeza como PINK FLOYD, GENESIS, PHIL COLLINS, PAUL McCARTNEY (que abriu e fechou o festival), ERIC CLAPTON, ELTON JOHN, MARK KNOPFLER / DIRE STRAITS, TEARS FOR FEARS, CLIFF RICHARD & THE SHADOWS, ROBERT PLANT (com JIMMY PAGE como convidado especial) e STATUS QUO. Esse grandioso evento foi gravado e lançado em vídeo, sendo um dos maiores de KNEBWORTH até hoje juntamente com os shows do LED ZEPPELIN em 74 e os 3 shows de ROBBIE WILLIAMS em 2003, com mais de 375 mil pessoas presentes nos 3 dias e mais de 3,5 milhões de pessoas assistindo ao vivo pela TV e pela internet. Essa edição ficou conhecida como o maior concerto pop do Reino Unido, tendo causado um imenso congestionamento com cerca de 130 mil veículos tentando chegar ao local do show.

Em 95 o OASIS tocou em 2 noites e atraiu um público de 150 mil pessoas por noite, sendo que mais de 2,6 milhões de pessoas tentaram adquirir ingressos, no que ficou marcado como a maior demanda de um show de rock britânico.

Outras edições marcantes foram : PINK FLOYD, CAPTAIN BEEFHEART e STEVE MILLER BAND (75), ROLLING STONES, 10cc e LYNYRD SKYNYRD (76), GENESIS e JEFFERSON STARSHIP (Junho de 78), FRANK ZAPPA e PETER GABRIEL (Setembro de 78), MIKE OLDFIELD, BEACH BOYS e SANTANA (80), CLIFF RICHARD (83), DEEP PURPLE (a volta da formação clássica), MEATLOAF, SCORPIONS e UFO (85), QÜEEN (último show da formação original) e STATUS QUO (86), e GENESIS (92).

Não foram realizadas edições em 77, 84, 87, 88, 89, 91, 93, 94, 95, 97, 98, 99, 2000, 2002, 2004, 2005, 2006 e 2008.

Em 2007 tivemos uma versão apenas com músicos de country music e em 2009 o festival acabaria absorvido pelo SONISPHERE FESTIVAL, um festival anual que ocorre por toda a Europa.

READING FESTIVAL / LEEDS FESTIVAL :

READING FESTIVAL foi criado em 1971, tendo se originado à partir do NATIONAL JAZZ FESTIVAL, que foi realizado entre 61 e 70 em várias cidades e sob vários nomes até se estabelecer na cidade de Reading e ser rebatizado com o nome da cidade. Produzido pela "República Dos Festivais" (o mesmo que co-produz o festival de GLASTONBURY), uma divisão do grupo "Mean Fiddler Music Group", READING acontece anualmente na fazenda Little John's Farm, na avenida Richfield, no centro de Reading, próximo à ponte Caversham Bridge, no feriado bancário do último fim de semana de agosto.

Teve um início calcado no folk rock (com as apresentações de ARTHUR BROWN, EAST OF EDEN e COLOSSEUM em 71), depois se especializando no rock clássico e mais tarde abrindo espaço para outros estilos, como o indie rock, o pop e até o rap. Em 78 o festival aderiu ao punk, causando atritos entre fãs de rock tradicional e punk rock, e apesar de os RAMONES terem tocado na edição de 79 o festival acabou voltando ao rock tradicional. No ano seguinte passaram a separar os estilos entre os dias, sendo a sexta reservada ao punk rock e ao new wave, e sábado e domingo ao rock clássico.

Em 84 e 85 o partido conservador local baniu o festival da cidade, o que causou a ascenção do festival beneficiente da cidade de GLASTONBURY, que teve um início obscuro como um festival hippie nos anos 70. Voltou em 86, porém em 87 tivemos o que foi considerada a última platéia de rock clássico, pois em 88, após uma desastrosa tentativa de levar o festival para uma direção mais comercial (MEAT LOAF chegou a abandonar o palco por causa do arremesso de garrafas) com bandas como STARSHIP (sobrevivente da separação do JEFFERSON STARSHIP) e SQUEEZE, seu promotor original decide abandonar o barco e a nova política adotada a seguir, de dar uma direção mais "gótica" e "indie" (com bandas como NEW ORDER, THE MISSION e SISTERS OF MERCY) alienou muito da base tradicional de fãs, e assim o público foi gradativamente diminuindo até que, com duas apresentações em anos seguidos do NIRVANA (a primeira em 91, tocando no meio da programação, e encabeçando a segunda em 92 (naquele que seria seu último show britânico e um dos mais famosos de sua carreira), mais o surgimento das bandas de britpop (pop rock britânico) as coisas mudaram de novo.

Em 1998 READING absorveu o falido "Festival De Phoenix", e além dos estilos já tradicionais (rock, indie e britpop) passou a contar também com grupos de rap (como PUBLIC ENEMY, CYPRESS HILL e EMINEM), o que causou reações das mais diversas por parte do público.

No ano seguinte, quando ficou claro que o local já não suportava mais a demanda de público (a capacidade era de 80 mil), o festival ganhou uma segunda "perna" na cidade de LEEDS, no Temple Newsam Park, onde havia acontecido o "Festival V" em 97 e 98. Permaneceu lá até 2002 quando mudou-se para o Bramham Park, onde acontece até hoje.

Os festivais de READING e LEEDS passavam então a acontecer simultaneamente. No primeiro ano os shows aconteceram sexta, sábado e domingo em Reading, e sábado, domingo e segunda em Leeds, assim a banda que tocou num determinado dia em Reading tocou no dia seguinte em Leeds. No ano seguinte o sistema foi alterado, com as bandas que tocaram sábado em uma cidade tocando domingo na outra, e as que tocaram sexta em Reading tocando em Leeds na segunda.

Em 2001 foi implantado o atual sistema, com os 3 dias de festival acontecendo sexta, sábado e domingo nas 2 cidades. Assim a segunda-feira foi abolida do festival e à partir daí as bandas que tocam sexta em Reading tocam sábado em Leeds, as que tocam sábado em Reading tocam domingo em Leeds (o que se tornou tradição do festival desde a inclusão de Leeds), e as que tocam sexta em Leeds tocam domingo em Reading.

Após a inclusão de Leeds (e a adoção do atual sistema na programação do festival) arranjos de logística e de escalação das bandas tiveram que ser feitos, no entanto Reading manteve sua tradição de escalar as bandas indie no sábado e as de hard rock e metal no domingo.

Em 2005 foi incluído um show de talentos local em Reading, o mesmo sendo feito em Leeds em 2010, tornando-se parte integrante do festival e um evento anual. Em 2009 foi proibido o uso de bandeiras e faixas (que era uma parte tradicional do festival desde o início dos anos 70) para dificultar gangs e grupos de motoqueiros de se identificarem e se encontrarem dentro da arena principal.

Suas históricas edições foram : ROLLING STONES e MUDDY WATERS (63), YARDBIRDS e ROLLING STONES (64), YARDBIRDS e THE ANIMALS (65), THE WHO, YARDBIRDS e CREAM (66), SMALL FACES e CREAM (67), T.REX e JETHRO TULL (68), PINK FLOYD e THE WHO (69), CAT STEVENS e DEEP PURPLE (70), THE FACES e TEN YEARS AFTER (72), GENESIS, THE FACES e RORY GALLAGHER (73), ALEX HARVEY BAND, 10cc e TRAFFIC (74), YES, HAWKWIND e WISHBONE ASH (75), RORY GALLAGHER (76), THIN LIZZY e ALEX HARVEY BAND (77), STATUS QUO (78), THE POLICE, THIN LIZZY e PETER GABRIEL (79), RORY GALLAGHER, UFO e WHITESNAKE (80), GIRLSCHOOL, GILLAN e THE KINKS (81), IRON MAIDEN, BUDGIE e MICHAEL SCHENKER GROUP (82), BLACK SABBATH e THIN LIZZY (83), KILLING JOKE, HAWKWIND e SAXON (86), THE MISSION, STATUS QUO e ALICE COOPER (87), RAMONES, STARSHIP, SQUEEZE e MEATLOAF (88), NEW ORDER, THE POGUES e THE MISSION (89), THE CRAMPS, INSPIRAL CARPETS e THE PIXIES (90), IGGY POP, JAMES e SISTERS OF MERCY (91), NIRVANA, PUBLIC ENEMY e THE WONDERSTUFF (92), PORNO FOR PYROS, RAGE AGAINST THE MACHINE, THE THE e NEW ORDER (93), CYPRESS HILL, PRIMAL SCREAM e RED HOT CHILI PEPPERS (94), SMASHING PUMPKINS, BJÖRK e NEIL YOUNG (95), RAGE AGAINST THE MACHINE, THE PRODIGY, BLACK GRAPE e STONE ROSES (96), SUEDE, MANIC STREET PREACHERS e METALLICA (97), JIMMY PAGE & ROBERT PLANT, BEASTIE BOYS, PRODIGY, GARBAGE e NEW ORDER (98), CHARLATANS, BLUR e RED HOT CHILI PEPPERS (99), OASIS, PULP e STEREOPHONICS (2000), EMINEM, TRAVIS e MANIC STREET PREACHERS (2001), GUNS 'N' ROSES (apenas em Leeds), PRODIGY, THE STROKES e FOO FIGHTERS (2002), LINKIN PARK, BLUR e METALLICA (2003), THE DARKNESS, WHITE STRIPES e GREEN DAY (2004), PIXIES, FOO FIGHTERS e IRON MAIDEN (2005), FRANZ FERDINAND, MUSE e PEARL JAM (2006), RAZORLIGHT, RED HOT CHILI PEPPERS e SMASHING PUMPKINS (2007), RAGE AGAINST THE MACHINE, KILLERS e METALLICA (2008), KINGS OF LEON, ARCTIC MONKEYS e RADIOHEAD (2009), GUNS 'N' ROSES, ARCADE FIRE e BLINK-182 (2010), MY CHEMICAL ROMANCE, THE STROKES, PULP e MUSE (2011).

Em 2012 : THE CURE, KASABIAN e FOO FIGHTERS.

Em 2010, o GUNS 'N' ROSES chegou a ter seu som cortado após 30 minutos de show devido ao atraso excessivo e as esquisitices de Axel Rose, mesmo após os insistentes avisos dos organizadores para que seguissem as regras. A banda se sentou no palco em protesto e acabou retomando o show, mas muitos dos fãs já tinham se retirado, desapontados com a falta de profissionalismo de seu ídolo e de um pedido formal de desculpas.

Reading / Leeds tem atualmente três dias de duração (chegou a ter quatro em 2007) e é considerado um dos mais antigos festivais ainda existentes, tendo sido o grande rival do (até agora) extinto MONSTERS OF ROCK.

ROSKILDE FESTIVAL :

Um dos 3 maiores festivais de música da Europa, junto com o hungaro Sziget Festival e o inglês Glastonbury, ROSKILDE FESTIVAL foi criado em 1971 por dois estudantes chamados Mogens Sandfaer e Jesper Switzer Möller e um produtor chamado Carl Fischer. É um festival de 4 dias que acontece anualmente no final de junho no sul de Roskilde, antiga capital da Dinamarca, a cerca de 30 kilômetros de Copenhague.

Originalmente destinado aos hippies atualmente abrange toda a música popular escandinava e da Europa Ocidental em geral. O acampamento tradicionalmente começa no último domingo de junho com shows de bandas menos famosas e eventos culturais paralelos. Oficialmente o festival começa na quinta seguinte e dura 4 dias. Até meados dos anos 90 recebia maioria de público escandinavo, mas desde então, com o crescente aumento no número de artistas vindos do mundo inteiro em sua escalação, tem atraído um público mais internacional, principalmente alemães e britânicos.

Voltado para o metal, hip hop, música eletrônica e rock em geral, com diferentes tendas e palcos para cada estilo e evento cultural, um dos objetivos do festival é promover artistas novos e alternativos. Uma de suas tradições, inclusive, é abrir o primeiro dia do festival com uma nova banda local no palco principal.

Roskilde possui uma programação alternativa chamada "More Than Music", onde outras manifestações culturais são o foco principal, como por exemplo Artes (pinturas, esculturas, artesanato e bordados), performances teatrais e artísticas, trabalhos com tecidos, arquitetura, design, jogos, filmes, circo e comida de várias partes do mundo.

O festival tem seus próprios veículos de mídia, um jornal diário em parceria com a "Metro International" (com sete edições em dinamarquês e quatro em inglês), e uma estação de rádio com transmissões ininterruptas durante todo o evento. Desde 98 é promovida uma corrida com cerca de 20 competidores, divididos por gênero, e o vencedor é aquele que completar 3 voltas em torno do prédio da rádio completamente nú. O prêmio é um ingresso para o festival do ano seguinte.

Roskilde é um festival que também abriga frequentemente bandas brasileiras em sua escalação. Destaque para as apresentações do SEPULTURA em 94 e 96, e do SKANK e FU MANCHU em 2003, entre muitas outras.

Seguindo a tendência de outras cidades dinamarquesas que realizaram festivais pouco antes Roskilde promoveu seu primeiro festival no final de agosto do verão nórdico de 1971 com o nome de "Sound Festival". Teve um único palco, 2 dias de duração com cerca de 10 mil pessoas presentes em cada um e cerca de 20 bandas locais ou desconhecidas em sua programação. Logo após seu batismo de fogo o promotor Carl Fischer fugiria do país com todo o dinheiro arrecadado deixando as contas para serem pagas pelos dois sonhadores estudantes.

No ano seguinte a "Sociedade De Caridade Da Cidade" assume o gerenciamento e cria a Kaunos S/A, uma entidade sem fins lucrativos que seria a nova responsável pela organização do festival que neste ano teria o título de "Fantasy Festival". Com sucesso instantâneo, fruto de sua bem sucedida estréia (a pouca organização foi compensada pelo entusiamo da juventude), Roskilde atraiu em 72 quinze mil pessoas nos agora 3 dias de duração.

Em 1975, já estabelecido na cidade e agora com dois palcos, o festival abrangia a nata da música local, além de músicos ingleses, e teve até a presença do músico-guru Ravi Shankar, antigo líder espiritual dos BEATLES, vindo da Índia. Contou ainda com novas atrações paralelas : jogos, filmes infantis, teatro, circo e doces, como os tradicionais donuts (rosquinhas) dinamarqueses. Sucesso crescente e comprovado, apesar de alguns problemas com motoqueiros bêbados no primeiro dia.

No ano seguinte a área do festival é aumentada devido ao crescente aumento de público. O Conselho local tenta, em vão, banir o festival da cidade. Um novo palco (Big Stage) é inaugurado, assim como tendas de rock e jazz.

Já em 78 uma companhia pertencente aos ROLLING STONES adquire os direitos sobre o palco "Orange Canopy" ("Pavilhão Laranja", também chamado "Orange Stage" - "Palco Laranja" ou "Canopy Stage" - "Palco Pavilhão"), até hoje o principal palco do festival, e desde então o logo do palco e sua cor laranja se tornaram os símbolos mais famosos do festival. Com a nova direção do palco principal o festival passa a ir atrás dos grandes artistas de nível internacional para sua escalação. Neste ano o destaque foi o show de BOB MARLEY & THE WAILERS, num evento com mais de 40 bandas divididas em 3 palcos, e 36 mil pessoas por dia nos 3 dias (à época) do festival. ELVIS COSTELLO e RORY GALLAGHER foram as outras atrações principais dessa edição. ELVIS COSTELLO trouxe seus próprios seguranças e cães, e um dos cães acabou mordendo um dos fãs, o que acabou causando a proibição de cães no festival no ano seguinte.

Dois anos depois o festival adota o slogan "Beyond Every Border" ("Além De Todas As Fronteiras"), a Organização Anti-Energia Nuclear (O.O.A.) constrói um moinho de vento no terreno do festival e acontecem diversas manifestações políticas da Ala Jovem Do Partido Liberal. 45 mil pessoas compareceram a essa edição do festival.

Em 82 Roskilde presenciou uma apresentação histórica do U2 e contou com 49 mil pessoas presentes em seus 3 dias, recorde até então. No ano seguinte bandas mais internacionais formaram o cast (escalação) do festival e essa tendência vai se confirmando ano após ano, havendo consequentemente um aumento no cachê das bandas. Muitos estandes de comida se espalham pelas áreas do festival, que estréia uma nova versão do Canopy Stage (seu palco principal, agora também chamado de "Orange Stage", numa tradução do dinamarquês para o inglês), agora coberto e protegido contra o calor e a chuva do verão dinamarquês. A imprensa chamou o festival de "The Rolling Roskilde Festival", numa alusão à parceria entre Roskilde e o gerenciamento de seu principal palco por parte dos ROLLING STONES. Mais de 60 mil pessoas compareceram nessa edição e a produção incluiu no folheto da programação a procura por voluntários para colaborarem com a edição de 1984, sendo o pagamento entrada gratuita e livre de trabalhos nos 3 dias dessa edição.

Na edição de 84 capas e botas seriam necessárias paras as 62 mil pessoas que enfrentaram chuvas torrenciais e consequentemente muita lama por todo o local. Jornais estamparam matérias dizendo "Três Dias De Música E Lama Até Os Joelhos", fazendo também críticas pesadas sobre a escalação desse ano.

Outro show histórico aconteceu em 85 com o punk rock do THE CLASH. O vocalista JOE STRUMMER, durante uma entrevista, soltou pérolas que ficariam famosas na história do festival, dizendo : "Este Festival Não Tem Classe Nem Estilo", "O Palco 'Canopy Stage' É Absolutamente De Mal Gosto" e "Tocamos Em Roskilde Porque Nos Pagaram Muito Dinheiro". Apesar disso tanto o sol como as críticas foram totalmente favoráveis ao festival.

1986 foi "O Ano Dos Grandes C's", como ficou conhecido por causa dos shows de ELVIS COSTELLO, PHIL COLLINS e ERIC CLAPTON, que atraíram 55 mil pessoas ao evento. No ano seguinte Roskilde inaugura novamente um novo palco, apropriadamente chamado de "New Stage" ("Novo Palco"), com capacidade para 1500 pessoas e destinado principalmente ao rock. O festival expandiria nesse ano seus eventos culturais ("More Than Music"), incluindo ritmos cubanos e até homus (patê árabe de grão-de-bico) e panquecas chinesas. As áreas são agora identificadas com as cores correspondentes aos nomes dos palcos : Red (vermelha) é destinada à criatividade (pintura, tecidos e cerâmica), Yellow (amarela) é a área étnica e Purple (roxo) a área reservada para teatro e performances em geral. Não choveu pela primeira vez em 15 anos e tivemos mais de 58 mil pessoas curtindo grandes shows de IGGY POP, THE CULT e EUROPE.

Á partir de 1988 o festival passou a começar oficialmente na quinta e seu novo dia foi inaugurado com um show histórico de STING no Green Stage (palco verde).

Além de seus quatro palcos principais (Blue, Orange, Green e New Stage) o festival passa a contar em 89 com um pequeno palco batizado de "Café Stage", destinado a jazz, blues e world music, além de teatro e arte performática (ou performances artísticas). Roskilde conta ainda com culinária egípcia, chinesa e até tacos mexicanos, além do exótico e tradicional café da manhã dinamarquês. Grandes shows de JOE COCKER e PIXIES no já famoso Orange Stage (palco laranja).

Em 1990 o festival quebraria todos os seus recordes, alcançando uma audiência de 70 mil pessoas. Nesse ano o festival contou com um orçamento reduzido, limitando assim o número de atrações e se focando mais em artes. Porém nada disso seria capaz de estragar musicalmente essa edição, que contou com os shows de BOB DYLAN, THE CURE, MIDNIGHT OIL e os russos do GORKY PARK. A apresentação de BOB DYLAN foi considerada inclusive uma das melhores da história do festival e essa edição uma das melhores de todas.

Chuvas torrenciais voltaram a castigar o terreno do festival em 91 e foi necessário uma grande venda de botas (que se esgotaram) e sacos plásticos para que o público não ficasse com o pé atolado na lama e pudesse proteger o que restava de seus calçados. Mesmo assim IRON MAIDEN e PAUL SIMON deram tudo de si para animar o público. A partir desse ano shows importantes passaram a acontecer no Orange Stage também às quintas. Também nesse ano Roskilde inaugurava sua "Tenda Clube De Dança". Após essa edição o Conselho Da Cidade concordou ser necessário construir um novo sistema de esgoto e replanar e reparar o terreno já extremamente esburacado e castigado pelo clima.

Em 93 uma tenda de cinema com capacidade para 400 pessoas é inaugurada na área de estacionamento com grandes filmes de ação na programação, uma parceria da Carlsberg e um cinema local, com exibições gratuitas quinta, sexta e sábado. O festival conta agora com seis palcos (Orange, Green, White, Blue, Cabaret e World) e atinge a marca de 97 bandas em seus agora 4 dias de duração. Mais de 70 mil pessoas estiveram presentes nessa edição. No ano seguinte o AEROSMITH faz um show histórico e Roskilde alcança um público recorde de mais de 90 mil pessoas.

Na vigésima-quinta edição 90 mil ingressos foram vendidos 3 semanas antes do seu início, um número reduzido pela primeira vez, e mudanças e ajustes foram feitos no estilo do festival, como o fechamento dos palcos Folk Stage e Jazz Stage para serem repaginados e atualizados, num estilo mais moderno e intimista, num espaço reduzido.

Em 96 Roskilde inaugura sua própria estação local de trem e esgota as 90 mil entradas (novamente um número reduzido) cerca de 2 meses antes do início. O próprio cartaz desse ano tinha os dizeres "Não Haverá Venda De Ingressos Nos Portões". Show histórico de DAVID BOWIE.

Com nova redução no número de ingressos, dessa vez para 80 mil, a edição de 1998 não alcança lotação total, com apenas 76 mil ingressos vendidos. O festival nunca foi conhecido por ser extremamente rentável, e por ser já muito reconhecido internacionalmente por suas atrações de primeira grandeza a produção prefere um número reduzido de pessoas tendo uma experiência inesquecível do que uma imensa multidão não-satisfeita. Ainda nesse ano Roskilde inaugura sua estação de rádio com transmissões ininterruptas e promoções para os fãs.

Em 99 o destaque ficou por conta dos 3 shows de SUEDE e por mudanças na distribuição física do local, com a inclusão de uma área tecnológica com dois palcos Techno, e de uma área étnica ao redor do palco Ballroom Stage.

No ano 2000 nove pessoas morreram esmagadas no meio do público durante um show do PEARL JAM e um memorial em homenagem às vítimas foi feito em um local próximo ao palco. Foram plantadas nove árvores e uma pedra com a inscrição "Como Somos Frágeis" ("How Fragile We Are") foi deixada como lembrança.

O público alcança a marca de 100 mil pessoas (entre visitantes e funcionários da organização) em 2001 e novas medidas de segurança são implementadas. Os números seguem crescendo e em 2002 essa marca é superada, com as mais de 100 mil pessoas divididas em cerca de 71 mil visitantes, 20 mil voluntários, 5 mil representantes de veículos de mídia especializada, 3 mil atuando em eventos e performances e 150 bandas. Pela primeira vez o festival recebe um público mais estrangeiro do que local, com apenas 40% de dinamarqueses. O restante se dividiu em 28% de suecos, 19% de noruegueses, 7% de alemães, 3% de finlandeses, 2% de holandeses e 1% do resto do mundo.

No ano seguinte uma vez mais a área do festival foi renovada com novos palcos, tendas e ambientes, além de reorganizada para melhor deslocamento do público. Foram 8 dias de atividades no total e carga de 75 mil ingressos esgotados com antecedência. Destaque para o show histórico do METALLICA, que retornava de um período de inatividade e com seu novo baixista ROBERT TRUJILLO.

Três anos depois Roskilde inaugurava um lago para o público nadar e se refrescar, numa iniciativa que foi mais um sucesso absoluto. Nessa edição de 2006 Roskilde foi considerado o melhor de todos os festivais da Europa, com público de 79 mil pessoas, 170 bandas, 7 palcos e inúmeras performances e experiências artísticas. Roskilde solidificava assim seu nome para sempre como um dos principais festivais do mundo e uma das maiores manifestações culturais da Dinamarca.

Em 2007 o festival seria mais uma vez castigado com grandes chuvas torrenciais. Cerca de 100mm de água caíram durante 35 horas de chuva ininterrupta, chegando inclusive a haver evacuação em outras partes da Dinamarca. Voluntários deixavam de dormir para espalhar placas e lascas de madeira para que a lama se tornasse transitável, numa total demonstração de irmandade e solidariedade. O público recebeu medalhas da produção por se recusar a ser vencido pelo clima e camisas com os dizeres "Eu Sobrevivi A Roskilde 2007" foram fabricadas e se esgotaram, sendo sucesso absoluto entre os visitantes e o destaque dessa edição, ao lado do show de reunião do THE WHO.

No ano seguinte apenas 68 dos 75 mil ingressos disponíveis foram vendidos, graças às chuvas fortes que castigaram Roskilde em 2007. Porém tivemos nesse ano uma edição ensolarada que teve o sorvete como uma de suas principais atrações, com mais de 80 mil unidades vendidas, ou seja, mais de um por pessoa. O diretor ULRIK WIVEL lançou o documentário "Roskilde". Foram lançados ainda os livros "Roskilde Festival - Keep On Rockin' " e "Roskilde Stories" (este com 300 estórias de fãs entre os anos de 71 e 2007). Roskilde se consolidou ainda como um festival auto-sustentável e com "consciência verde", com campanhas que incentivam seu público, já muito solicito, a ajudar a reciclar o lixo.

2009 foi o ano com a edição mais quente e ensolarada em 33 anos. Foram vendidos 67 mil ingressos para o evento todo (pacote que permite ao visitante comparecer em todos os dias do festival) e, numa iniciativa inédita, 12 mil foram vendidos para um único dia apenas. Destaques para uma roda gigante de mais de 30 metros cuja energia é gerada por bicicletas sendo pedaladas por 5 minutos e para uma lavagem coletiva de carros com mais de 1700 participantes. Ações foram feitas pela redução do consumo de energia e contra a emissão de CO2, e um abaixo-assinado com 17 mil assinaturas foi feito para que a Dinamarca e outros países ricos ajudem os do terceiro mundo a lidar com as mudanças climáticas.

Em sua edição comemorativa pelo quadragésimo festival, com a apresentação histórica de PRINCE, o grande destaque esteve presente nos eventos "More Than Music": Incríveis performances da Danish Royal Theater (o Teatro Real Dinamarquês), os pilares iluminados no escuro por luzes nórdicas na área nórdica do festival e os canhões de neve do clube de ski de Roskilde. Este último muito festejado pelo público por causa do fechamento do lago por más condições de higiene. O novo regulamento para bebidas possibilitou ao público carregar água consigo no calor pela área do festival. O público, por sua vez, já conscientizado, recolheu e reciclou seu próprio lixo e cerca de 70 toneladas foram subtraídas do total acumulado. 84% do público total foi de locais dinamarqueses nesse ano, num total de 71 mil pessoas que compraram o pacote para o evento inteiro e mais 4 mil avulsos por dia.

E finalmente, em 2011, tivemos a introdução de um novo palco chamado "Gloria Stage", com apresentações mais intimistas. Os eventos "More Than Music" foram focados em arquitetura e design. Compareceram cerca de 130 mil pessoas, divididas entre visitantes, artistas, produção e representantes de mídia. O público predominante foi de 82% de dinamarqueses, sendo a grande maioria dos outros 18%, como de costume, de Suécia, Alemanha e Noruega, com destaque para estrangeiros vindos de lugares um pouco mais distantes: 169 norte-americanos, 195 australianos e inclusive 13 brasileiros. Tivemos ainda como destaque negativo um infeliz incidente que vitimou fatalmente uma jovem que caiu do alto de uma torre de teleférico.

Momentos históricos desse grande festival : GREASE BAND (71), THE KINKS e FAMILY (72), CANNED HEAT e FAIRPORT CONVENTION (73), STATUS QUO (74), FOCUS e PROCOL HARUM (75), WEATHER REPORT (76), JACK BRUCE BAND e IAN GILLAN BAND (77), ELVIS COSTELLO, RORY GALLAGHER e BOB MARLEY (78), JEFF BECK & STANLEY CLARKE, PETER TOSH e TALKING HEADS (79), SANTANA e STEEL PULSE (80), IAN DURY & THE BLOCKHEADS, ROBERT PALMER e UB40 (81), MIKE OLDFIELD, JACKSON BROWNE e U2 (82), MARILLION, SIMPLE MINDS, SIOUXIE & THE BANSHEES, 10cc, JACO PASTORIUS & THE WORLD OF MOUTH BAND e ECHO & THE BUNNYMEN (83), JOHNNY WINTER, KILLING JOKE, THE BAND, LOU REED, PAUL YOUNG e NEW ORDER (84), THE CURE, THE CLASH e RAMONES (85), ERIC CLAPTON & PHIL COLLINS, ELVIS COSTELLO, THE CULT e METALLICA (86), IGGY POP, ECHO & THE BUNNYMEN, PRETENDERS, EUROPE, VAN MORRISON e THE CULT (87), STING, BRYAN ADAMS, INXS e THE JESUS & MARY CHAIN (88), JOE COCKER, PIXIES, ELVIS COSTELLO, SUZANNE VEGA, LIVING COLOUR e STRAY CATS (89), BOB DYLAN, MIDNIGHT OIL, NICK CAVE & THE BAD SEEDS, THE CURE, JEFF HEALEY BAND e LITTLE FEAT (90), SIMPLE MINDS, IGGY POP, BILLY IDOL, ELVIS COSTELLO, IRON MAIDEN, PAUL SIMON, THE ALLMAN BROTHERS BAND e ALBERT COLLINS & THE ICEBREAKERS (91), NIRVANA, MEGADETH, DAVID BYRNE, EXTREME, FAITH NO MORE e PEARL JAM (92), NEIL YOUNG, MIDNIGHT OIL, VELVET UNDERGROUND, LIVING COLOUR, MOTÖRHEAD e CHRIS ISAAK (93), AEROSMITH, ZZ TOP, PETER GABRIEL, ELVIS COSTELLO, RAGE AGAINST THE MACHINE e SEPULTURA (94), R.E.M., PAGE & PLANT, THE CURE, VAN HALEN, BOB DYLAN, ELVIS COSTELLO, ICE-T & BODYCOUNT e GEORGE THOROGOOD & THE DESTROYERS (95), DAVID BOWIE, RED HOT CHILI PEPPERS, RAGE AGAINST THE MACHINE, NEIL YOUNG & CRAZY HORSE, NICK CAVE & BAD SEEDS, SEX PISTOLS, PATTI SMITH e BJÖRK (96), JOHN FOGERTY, DAVID BYRNE, RADIOHEAD, LIVE, MÖTLEY CRÜE, SMASHING PUMPKINS, PRODIGY e BECK (97), BLACK SABBATH, BOB DYLAN, BEASTIE BOYS, BUDDY GUY, SOULFLY, SLAYER, PORTISHEAD e GARBAGE (98), METALLICA, R.E.M., ROBBIE WILLIAMS, MARILYN MANSON, CHEMICAL BROTHERS, ECHO & THE BUNNYMEN, BLUR e SUEDE (99), IRON MAIDEN, PEARL JAM, OASIS, LOU REED, THE CURE, ROLLINS BAND, FLAMING LIPS e NINE INCH NAILS (2000), BOB DYLAN, NEIL YOUNG & CRAZY HORSE, ROBBIE WILLIAMS, GUNS 'N' ROSES, NICK CAVE & THE BAD SEEDS, BECK, COLDPLAY e THE CURE (2001), RED HOT CHILI PEPPERS, THE CHEMICAL BROTHERS, RAMMSTEIN, GARBAGE, SLAYER, MANOWAR, NEW ORDER e TRAVIS (2002), METALLICA, IRON MAIDEN, QUEENS OF THE STONE AGE, COLDPLAY, BLUR, THE CARDIGANS, MASSIVE ATTACK e BJÖRK (2003), SANTANA, KORN, SLIPKNOT, PIXIES, IGGY POP & THE STOOGES, MORRISSEY, FATBOY SLIM e FRANZ FERDINAND (2004), BLACK SABBATH, DURAN DURAN, FOO FIGHTERS, GREEN DAY, BRIAN WILSON, SONIC YOUTH, VELVET REVOLVER e KENT (2005), BOB DYLAN, ROGER WATERS, GUNS 'N' ROSES, FRANZ FERDINAND, THE STROKES, MORRISSEY, KANYE WEST e TOOL (2006), RED HOT CHILI PEPPERS, THE WHO, BEASTIE BOYS, QUEENS OF THE STONE AGE, BJÖRK, MY CHEMICAL ROMANCE, ARCTIC MONKEYS e MUSE (2007), JUDAS PRIEST, SLAYER, NEIL YOUNG, MY BLOODY VALENTINE, THE CHEMICAL BROTHERS, RADIOHEAD, KINGS OF LEON e THE RAVEONETTES (2008), SLIPKNOT, COLDPLAY, OASIS, FAITH NO MORE, NINE INCH NAILS, NICK CAVE & THE BAD SEEDS, DOWN e THE MARS VOLTA (2009), PRINCE, GORILLAZ, ALICE IN CHAINS, THEM CROOKED VULTURES, PRODIGY, MUSE, KASABIAN e SICK OF IT ALL (2010) e IRON MAIDEN, ARCTIC MONKEYS, THE STROKES, KINGS OF LEON, PORTISHEAD, MASTODON, P.J. HARVEY e MY CHEMICAL ROMANCE (2011).

Em 2012 : THE CURE, BJÖRK, JACK WHITE, BRUCE SPRINGSTEEN & THE E-STREET BAND, GOSSIP, THE CULT, MACHINE HEAD e DEVILDRIVER.

Festival incrível, histórico e realmente legal. Espero ter a chance de conhecê-lo um dia.

STONEHENGE FESTIVAL :

STONEHENGE foi um festival gratuito que ocorreu de 72 a 84 nas cercanias do monumento pré-histórico de Stonehenge, localizado na planície de Salisbury, próximo a cidade de Amesbury, no condado de Wiltshire, no sul da Inglaterra, durante o mês de junho até o solstício de verão no dia 21. Foi uma celebração de várias culturas, com muitos eventos culturais alternativos e shows improvisados no mais puro espírito hippie, uma vez que o apelo místico do monumento de Stonehenge era muito atrativo para o público.

Stonehenge emergiu como o mais importante festival gratuito depois da violenta repressão policial ao Windsor Free Festival (Festival Gratuito de Windsur), que aconteceu de 72 a 74 no Windsor Great Park, e depois do fracasso de se encontrar um local fixo para o People's Free Festival (Festival Gratuito do Povo) após ser realizado no campo aéreo de Watchfield em 75, ambas tentativas (bem-sucedidas) de afastar o público dos castelos reais ingleses.

Nos anos 80 o festival cresceu muito e chegou a atrair 65 mil pessoas em 84, o que preocupou demais os políticos do parlamento inglês, pois o festival tinha a reputação perante o grande público britânico de ser frequentado por hippies (e parte era mesmo) e de ter uso aberto e venda de drogas, o que causou restrições no acesso a Stonehenge, com grades sendo instaladas ao redor das rochas em 77. Isso durou até 84, quando o controle da polícia novamente se afrouxou e o público, recorde, novamente voltou a ter total e exagerada liberdade. STONEHENGE era perfeito para aqueles que não tinham dinheiro para ir aos festivais de READING e GLASTONBURY, mas que também queriam celebrar seu solstício de verão num festival ao ar livre.

Em 85 a corte inglesa baniu o festival de Stonehenge, porém a decisão demorou tanto a ser tomada que centenas de fãs viajantes (conhecidos como "New Travellers") que não sabiam da decisão compareceram ao local, e quando souberam iniciaram protestos e desafiaram a lei, culminando num violento confronto com a polícia que ficou conhecido como "A Batalha De Beanfield".

Não houve mais festivais gratuitos no monumento de Stonehenge, porém em 99 voltou a ser permitido que as pessoas frequentassem o local para celebrar o solstício.

Mesmo assim houve muitos shows inesquecíveis ao longo desses 12 anos, desde bandas menos conhecidas que se tornaram fiéis ao festival, como o HERE AND NOW, que tradicionalmente se apresentava todos os anos ao lado de nomes mais famosos como WISHBONE ASH, ROY HARPER, HAWKWIND, SPHYNX, NIK TURNER (membro-fundador do HAWKWIND e do SPHYNX), RICHIE HAVENS e KILLING JOKE, até nomes consagrados, casos de JIMMY PAGE (guitarrista do LED ZEPPELIN) e TWISTED SISTER, que se apresentou no ano derradeiro para o maior público da história desse festival que deixou saudades.

GLASTONBURY FESTIVAL :

GLASTONBURY FESTIVAL OF CONTEMPORARY PERFORMING ARTS. O maior festival de música a céu aberto do mundo. Inclui também apresentações de dança, humor, teatro, circo, cabaré e muitas outras formas de arte. Em 2005 a área do festival cobria cerca de 3,6 kilômetros quadrados e teve por volta de 385 apresentações ao vivo, público de 150 mil pessoas por dia e 3 dias de duração. Em 2007 esse número chegou a mais de 700 apresentações em 80 palcos e tendas e público de 177 mil pessoas.

Criado por Michael Eavis, influenciado pela cultura hippie e pelo FESTIVAL DA ILHA DE WIGHT, e após ver um show do LED ZEPPELIN a céu aberto em 1970 no "Bath Festival Of Blues And Progressive Music" (Festival De Bath De Blues E Música Progressiva) realizado no Bath & West Showground, o festival de Glastonbury é realizado anualmente durante o último fim de semana de junho na fazenda Worthy Farm, localizada entre os pequenos vilarejos de Pilton e Pylle, no sudeste da Inglaterra, 9 kilômetros a leste da cidade de Glastonbury.

A maior parte dos lucros é doada para a caridade local e grupos comunitários. Grandes operações logísticas são providenciadas todos os anos para trazer as pessoas para o festival por transporte público. Trens e mini-ônibus adicionais são utilizados na quarta e na quinta, vindos de Londres e Bristol, e retornam no domingo. A National Express providencia ônibus de turismo vindos das grandes cidades de todo o país.

A primeira edição, em 1970, chamou-se PILTON POP, BLUES & FOLK FESTIVAL (Festival De Pop, Blues & Folk De Pilton), e foi organizada por Michael Eavis para um público de 1500 pessoas, um dia após a morte de JIMI HENDRIX. Era para ser encabeçada por WAYNE FONTANA AND THE MINDBENDERS, mas este foi substiuído na última hora pelo TYRANNOSAURUS REX, que mais tarde se chamaria apenas T.REX. Teve a duração de 2 dias, sua entrada custou 1 libra e deu direito a ganhar de brinde leite gratuito da fazenda.

Em 71, rebatizado como GLASTONBURY FAYRE (Feira De Glastonbury), foi organizado por Andrew Kerr e Arabella Churchill com ajuda entre outros de GILBERTO GIL, que estava exilado na Inglaterra junto com CAETANO VELOSO, e teve a primeira encarnação do tradicional e famoso "Palco Pirâmide". O festival passou a acontecer durante o solstício de verão e teve entrada gratuita, com muita música, dança, poesia, teatro e iluminação, tudo com temática medieval, ao contrário dos outros festivais que se focavam na cultura pop. Os músicos que se apresentaram gravaram um disco ao vivo, extremamente raro hoje em dia, e um filme documentário no estilo do de Woodstock foi produzido com o nome "Glastonbury Fayre". O cast (escalação) dessa edição foi grandioso, com DAVID BOWIE, TRAFFIC, FAIRPORT CONVENTION, JOAN BAEZ e HAWKWIND se apresentando para um público de 12 mil pessoas.

Após essa edição ficou decidido que não seriam realizados novos festivais, com isso só tivemos uma nova edição em 78 por causa de cerca de 500 viajantes cansados e abatidos, vindos de Stonehenge acreditando que seria realizado um festival em Glastonbury. Após muita discussão Michael Eavis resolve improvisar um mini-festival gratuito com pouquíssima organização e infra-estrutura e com poucas bandas convidadas em cima da hora, inclusive com o convidado principal (NIK TURNER, membro-fundador do HAWKWIND) se desviando do trajeto que fazia (para se apresentar num festival próximo) para chegar a tempo e se apresentar na fazenda. O palco recebeu energia elétrica graças a um cabo ligado a um medidor de energia de um trailer. 500 pessoas presenciaram essa edição que ficou conhecida como "The Impromptu Festival" ("O Festival Improvisado") e que reviveu um festival que não seria mais realizado.

A edição de 1979 aconteceu graças à iniciativa dos produtores Bill Harkin e Arabella Churchill e o apoio financeiro de Michael Eavis, que chegou inclusive a pedir empréstimos bancários usando ações da fazenda como garantia. Sob a temática e o sub-título "Year Of The Child" ("Ano Da Criança"), Glastonbury Fayre era agora um festival de 3 dias de duração, com ingressos válidos para os 3 dias ao preço de 5 libras. Foi oferecido comida e muita diversão para crianças carentes, o que inspiraria a criação da instituição de caridade "Children's World" ("Mundo Das Crianças"), que existe até hoje. Com 12 mil pessoas presentes o festival causou imenso prejuízo para os organizadores, que tomaram a decisão de não realizar o festival no ano seguinte.

Nos anos 80 Glastonbury se tornou um evento anual, Michael Eavis assumiu o controle legal do festival em 81 e um novo palco pirâmide foi construído, com postes de telégrafos e folhas laminadas de metal. Agora chamado de Glastonbury Festival a primeira edição dos anos 80 foi realizada, como muitas a seguir, em parceria com a "Campanha Nacional Pelo Desarmamento Nuclear", que ajudaria a divulgar o evento e vender ingressos enquanto Michael Eavis seria o responsável por todo o resto, desde prover o dinheiro e as atrações até coordenar as ações com as autoridades locais. Em resumo praticamente toda a organização ficava agora sob sua responsabilidade. O novo palco demorou 2 meses para ficar pronto, se tornando agora uma estrutura permanente, sendo inclusive usado como estábulo e armazém de ração para animais durante os meses de inverno. Bandas usaram a fazenda-residência de Eavis como camarim coletivo. 18 mil pessoas compareceram e foi doado 20 mil libras para a Campanha, cujo logo não pôde ser erguido e colocado em posição devido ao seu grande peso.

No ano seguinte a "Divisão da Região Oeste" da "Campanha Pelo Desarmamento Nuclear" assumiu o controle dos portões de entrada e a Mid Somerset, responsável pela divulgação da campanha na media, seria a responsável por toda a informação referente ao festival. O primeiro show de lasers, que se tornaria uma tradição do festival, aconteceu nesse ano, e a maior tempestade num único dia dos últimos 45 anos ocorreu logo na sexta, o que tornou essa edição extremamente enlameada, causando transtorno aos cerca de 25 mil visitantes.

Em 83, com a nova regulamentação para grandes festivais, o público permitido inicialmente seria de 30 mil, e o Conselho Distrital tinha agora poderes para regulamentar praticamente todos as questões que envolvem um evento de massa (tendo sido editada uma "Licença Para Entretenimento Público", necessária para a realização de eventos), como por exemplo estradas e vias de acesso, suprimento de água e higiene, inclusive com a instalação de banheiros apropriados. Nesse ano Glastonbury inaugura sua própria estação de rádio, a Rádio Avalon.

Michael Eavis responderia a cinco processos no ano seguinte, acusado pelo Conselho Distrital de desrespeitar as condições da licença para realização do festival. Todas as ações contra ele seriam retiradas após um longo dia na Corte Dos Magistrados e seria cobrado um valor de 2 mil libras para a concessão de uma licença para 1984. A capacidade de público foi aumentada para 35 mil e pela primeira vez áreas de estacionamento foram criadas e fiscais foram contratados para organizar o tráfego. Uma nova área chamada "Green Fields" ("Campos Verdes") foi inaugurada no terreno do festival.

Em 85, com o festival grande demais para a fazenda Worthy Farm, foi comprada a fazenda vizinha, a Cockmill Farm. Com 100 acres de terra a mais essa edição abrigaria agora um público de 40 mil pessoas. No ano seguinte a primeira tenda de música clássica foi inaugurada, sob a batuta do famoso maestro JOHN WILLIAMS (criador de verdadeiras obra-primas para o cinema, casos das trilhas sonoras de "Star Wars" ("Guerra Nas Estrelas"), "Tubarão", "Indiana Jones", "Superman" ("Super-Homem"), "Harry Potter", entre outras). As áreas infantil e teatral foram mudadas de lugar, assim como as áreas comerciais. Novas equipes de administração, organização, comunicações e médica tiveram que ser contratadas devido ao aumento da área do festival e o crescente aumento de público, agora na casa de 60 mil.

O Conselho Distrital decide recusar a concessão da licença para a edição de 87, que só ocorre após uma decisão judicial favorável alcançada apenas em maio, um mês antes do início do festival. Mesmo assim 60 mil pessoas compareceram e viram um novo palco chamado "Womad Stage" (abreviação de "World Of Music, Arts & Dance" - "Mundo De Música, Artes & Dança") ser inaugurado. A essa altura o festival já fazia parte da grade fixa da programação da rádio "Radio 1", tendo anualmente seu espaço reservado.

Foi decidido não se organizar um festival em 88 para que houvesse tempo para lidar com as questões envolvendo o aumento de público e de espaço físico do festival, como por exemplo a melhoria do fluxo da platéia pela área. Após novas dificuldades com a concessão da licença para a edição de 89 pela primeira vez a polícia foi trazida para ajudar na organização e planejamento do festival. Nessa edição foi inaugurada a "Circus Field", a área circense do festival.

Já em 1990, no maior festival realizado até aquele momento, confrontos entre seguranças e os "New Travellers" (os mesmos que causaram conflitos em STONEHENGE cinco anos antes) que estavam saqueando áreas esvaziadas do festival, resultou em 235 prisões e 50 mil libras em danos à propriedade, o que causou o cancelamento da edição de 91. Essa foi a edição comemorativa de 20 anos da primeira edição e o festival foi rebatizado como "Glastonbury Festival For Contemporary Performing Arts" ("Festival De Glastonbury Pelas Artes Cênicas Contemporâneas"), para melhor refletir todas as manifestações culturais do festival. 70 mil pessoas estiveram presentes.

Um festival expandido retornou em 92 com enorme sucesso. Com o fim da Guerra Fria Michael Eavis entende que as preocupações do povo não estavam mais voltadas a uma possível guerra nuclear e sim para o meio-ambiente, com isso decide associar a imagem do festival a instituições como "Greenpeace" e "Oxfam", e ao Dia Nacional Da Música, e não mais à Campanha Pelo Desarmamento Nuclear. Novamente cerca de 70 mil pessoas compareceram.

Em 1994 o palco pirâmide pegou fogo até virar cinzas onze dias antes do festival e um palco principal temporário teve que ser improvisado, providenciado pela companhia local que fornece os palcos NME e Jazz Stage. Nesse ano foi inaugurada uma turbina de vento de 150 KW que proveu parte da força elétrica do festival e do palco principal, e pela primeira vez o festival foi transmitido ao vivo durante todo o fim de semana pelo Canal 4 (Channel 4). Foi registrada a primeira morte da história do festival após um jovem ser encontrado morto por overdose de drogas.

Na edição comemorativa pelos 25 anos da primeira edição (1995 - vigésima-quinta edição) dois convidados que estiveram na edição original : AL STEWART e KEITH CHRISTMAS. A venda de ingressos foi enorme e se esgotaram 4 semanas após o início das vendas. Foi inaugurada com grande sucesso a "Tenda De Dança", com grandes apresentações como a do MASSIVE ATTACK. Novamente o Canal 4 transmitiu o festival. O público alcançou a marca de 80 mil pessoas. Essa edição ficou marcada pela derrubada da grade que cerca a área do festival, o que agravou o problema das invasões de áreas vizinhas ao festival.

Em 96 o festival deu um tempo para que o local pudesse se recuperar da grandiosidade do público do festival do ano anterior, que incluiu novos eventos de dança e shows arrasadores de OASIS e THE CURE. Isso se tornaria padrão a cada 5 anos.

No ano seguinte GLASTONBURY retornou maior do que nunca com o apoio do jornal "Select", que editou um jornal diário, e da BBC2, que assumiu o televisionamento no lugar do Canal 4. Chuvas torrenciais, pouco antes do final de semana, castigaram fortemente o local, agora com seu tamanho aumentado em 800 acres, o que fez com que essa edição ficasse conhecida como "The Year Of The Mud" ("O Ano Da Lama"). O público de agora 90 mil pessoas calçou suas botas e assistiu um festival com mais atrações do que nunca. O primeiro "Greenpeace Field", a área reservada ao "Greenpeace", contou com um novo "Rainbow Warrior" ("Guerreiro Do Arco-Íris", um de seus símbolos) e chuveiros aquecidos por luz solar.

Mais chuvas fortes castigaram o local na edição de 98 transformando algumas partes em verdadeiros lamaçais. Pela primeira vez o público ultrapassa oficialmente a casa dos 100 mil (isso porque ao longo dos anos GLASTONBURY teve muitos problemas com invasões e superlotações), com cem mil e quinhentas pessoas assistindo mais de 1000 diferentes performances em mais de 17 palcos, incluindo uma nova tenda para bandas emergentes. A programação teatral incluiu uma ópera-punk chamada "Kiss My Axe" ("Beije Meu Machado" numa tradução literal ou "Beije Minha Guitarra" numa tradução livre) e o surf na lama foi também uma das sensações.

Com a volta do sol a Glastonbury e 150 mil libras gastas em precauções contra aguaceiros e lamaçais, o festival que contou com a maior variedade de entretenimento até então (comédia, teatro-caleidoscópio, cultura e comida do mundo inteiro, entre muitos outros eventos culturais, incluindo mais de 300 bandas) ficou tristemente marcado pela morte de Jean Eavis, esposa de Michael Eavis e conhecida como a "mãe" do festival. Uma escultura de vime com asas foi queimada cerimonialmente em sua homenagem, com fogos de artifício explodindo num céu limpo e iluminado pela lua. Tudo com a cobertura do web site de Glastonbury e com a transmissão da BBC2, além da presença de 100.500 visitantes.

O ano 2000 viu a inauguração de um novo palco pirâmide (sua terceira versão), com cerca de 30 metros de altura e todo folheado em prata resplandecente, e a volta de DAVID BOWIE após 30 anos. Foi também inaugurada uma área de dança ao ar livre, entre árvores, que foi batizada de "The Glade" ("A Clareira"), além de outros dois espaços chamados "The Leftfield" ("Campo Da Esquerda") e "Lost Vagueness" ("Vagamente Perdido"), localizados na área "Green Fields". Cerca de 250 mil pessoas estiveram presentes, apesar de apenas 100 mil pagantes.

2001 foi usado para resolver os problemas de invasões e superlotações (uma grande quantidade de penetras chegou a derrubar parte da grade, o que já estava se tornando uma tradição), para assegurar o futuro do festival depois do incidente ocorrido no FESTIVAL DE ROSKILDE em 2000, e como já era padrão a cada 5 anos não tivemos festival. A produção foi mais uma vez processada por violar os termos da licença e multada em 5 mil libras pela super-lotação e mais mil libras pelo barulho feito por viajantes que permaneceram na área de estacionamento após o término do festival. Um "festival virtual" foi realizado em junho no site oficial do festival, com imagens de arquivo e algumas apresentações ao vivo.

Em 2002 o festival retornou, agora com o grupo "Mean Fiddler Organization" cuidando da logística e da segurança, instalando cercas e grades intransponíveis por todo o redor que receberam o nome de "Ring Of Steel" ("Anel De Aço"), e assim tivemos o número legítimo de 140 mil visitantes, que esgotaram os ingressos ainda em fevereiro, poucas semanas após o início das vendas. Apesar de alguns tumultos de viajantes sem ingresso que acharam que poderiam pular a cerca para assistir o festival de graça o evento foi um grande sucesso, graças às companhias midiáticas que passaram a se interessar pelo festival. ROD STEWART fez um show memorável fechando o festival, que teve ainda a introdução de uma tela inflável de cinema.

2003 foi considerado o melhor ano do festival (até aquele momento) em todos os sentidos. Os 150 mil ingressos se esgotaram em menos de 24 horas após o início das vendas, sendo a edição com venda de ingressos mais rápida de sua história. Clima muito ensolarado, grande escalação de bandas, criminalidade zero na região de Pilton e mais de um milhão de libras em doações para instituições locais de caridade.

No ano seguinte atrasos na impressão dos ingressos e o clima ruim às vésperas do festival não foram problema para os aperfeiçoados sistemas de drenagem, de organização e de segurança, e nem foram suficientes para tirar a emoção causada pelos shows do OASIS na sexta e de "Sir" PAUL MCCARTNEY no sábado. A campanha "Por Um Glastonbury Mais Verde" ("Greener Glastonbury") foi um grande sucesso, cerca de 32% do lixo total foi reciclado e os córregos locais permanecem despoluídos. Uma estrutura móvel de mais de 20 metros de altura batizada de "The Tower" ("A Torre") foi erguida numa área adjacente ao "Leftfield" para celebrar o trabalho comunitário. Foi lançada a competição "The Unsigned Performer's Competition" (algo como "Competição De Músicos Aspirantes") para a descoberta de novos talentos que competem por um lugar na escalação do palco "Other Stage" ("Outro Palco"). Foi realizada ainda uma exposição comercial de café e chocolate e cerca de 65 mil pessoas assistiram pelo telão o jogo da Inglaterra pela Eurocopa, um número maior do que o que costumeiramente comparece ao estádio. Novamente 150 mil pessoas estiveram presentes.

O dia de abertura da edição de 2005 teve que ser adiado devido às fortes chuvas e trovões que atingiram tendas e palcos, causando grandes alagamentos e poças de lama de até 4 pés de profundidade. Dois meses de água de chuva caiu em apenas duas horas, algo que acontece uma vez a cada cem anos. O sol só chegaria a essa edição do festival no domingo. Apesar disso a produção do festival anunciou que foi um dos festivais mais seguros de todos e que estabeleceu assim o padrão de como lidar com situações como chuvas fortes e alagamentos. Michael Eavis fez uma raríssima aparição no palco "Pyramid Stage" ao lado de Sir BOB GELDOF para anunciar a campanha contra a pobreza "Make Poverty History" (algo como "Faça Da Pobreza Apenas História", que havia sido lançada nesse ano) e de energia limpa para o futuro. A "Tenda de Dança" ("Dance Tent") foi aposentada e em seu lugar estreava a "Vila de Dança" ("Dance Village") com oito áreas diferentes, todas com tipos diferentes de música. A "New Tent" ("Nova Tenda"), usada para promover novos talentos, foi relançada como "Palco John Peel" ("John Peel Stage") para homenagear o falecido grande apoiador de músicos emergentes. A "Competição De Músicos Aspirantes" teve centenas de participantes, com mais de 35 deles se apresentando nesse ano em várias locações por toda a área do festival, incluindo a nova "Late 'n' Live Marquee" (algo como "Tenda Ao Vivo E Tarde Da Noite"), que foi direcionada para o rock. Os novos "Trem-Fantasma" e "Cabaret Da Meia-Noite" foram grandes sucessos na área circense, assim como as esculturas que foram espalhadas por todas as áreas. A audiência rompeu os 150 mil e chegou a 153 mil, com os ingressos se esgotando em menos de 3 horas, e a marca de 50% de todo o lixo reciclado foi alcançada.

Em 2006, com a pausa no festival, foi lançado o documentário "Glastonbury", dirigido por Julien Temple, com imagens de shows filmadas por ele e outras enviadas pelos próprios fãs.

No ano seguinte foi inaugurado por Emily Eavis (filha de Michael) um novo palco no "Upper Fields" ("Campos De Cima") batizado de "O Palco (do) Parque" ("The Emily Eavis's Park Stage"), dando vida a toda uma nova seção da área do festival. A "Competição De Músicos Aspirantes" foi rebatizada como "Competição De Talentos Emergentes" e seu contínuo sucesso levou novamente muitos dos centenas de inscritos a tocarem por todas as áreas, palcos e tendas do festival. A produção distribuiu papel higiêncio feito com papel reciclado para os visitantes, que foram encorajados a não trazerem mais seu próprio papel para o festival. Foi registrado o maior público (legítimo) desde que as cercas foram instaladas, com 135 mil pagantes. Nem mesmo a chuva e a lama profunda que atrasou a saída do público após o final do festival tirou a satisfação causada pelos shows de ARCTIC MONKEYS, THE KILLERS e do reunido THE WHO. A campanha "I Count" ("Eu Conto") para a conscientização dos problemas causados pelas mudanças climáticas teve a expressiva adesão de 70 mil pessoas, ou seja, 46% do público total dessa edição.

A edição de 2008 ficou marcada pelo falecimento, pouco tempo antes, de duas importantes figuras que colaboravam com o festival: Arabella Churchill, que após ter sido uma das produtoras das edições históricas de 71 e 79 se firmou como a organizadora dos eventos de teatro e circo, e Pat VT West, que era responsável pela "Tenda De Poesia e Escrita". Outro destaque foi a polêmica causada pela escalação do rapper JAY-Z como atração principal do sábado, sob o argumento de que o rap não merecia tamanho destaque no festival. Porém sua música não se baseia somente no rap e outros ritmos pop inclusos em seus maiores sucessos (como sua versão de "Wonderwall" do OASIS, que inteligentemente abriu sua apresentação) resultaram num show de grande sucesso muito aclamado pelo público. Uma chuva tímida pouco antes do festival, seguido de um bom clima durante o fim de semana e sol no domingo, fizeram com que os ingressos não se esgotassem com antecedência em muitos anos, porém a melhora do tempo e as grandes atrações trouxeram o público de última hora para Glastonbury, e assim 154 mil pessoas adquiriram o ingresso válido para o fim de semana, 37 mil e 500 passes foram distribuídos para músicos, artistas, organizadores e membros da mídia e cerca de 6 mil visitantes compraram a entrada para o domingo, dia em que o sol também esteve presente.

Em 2009 Glastonbury viu diversas homenagens ao recém falecido Michael Jackson, com muitas performances lembrando o grande rei do pop. Tivemos a introdução da nova área "William's Green Area" ("Área Verde De William"), uma homenagem ao príncipe William. Também estreando tivemos a "Universidade Livre de Glastonbury", com palestras e workshops muito instigantes. Todas as formas de arte e entretenimento estiveram presentes nessa edição, desde teatro e circo até fogos de artifício, danças folclóricas, comédia, show de dublês, pirotecnia e acrobacias. Nesse ano o festival apoiou a campanha "Aliança Da Fita Branca Pelas Milhões De Mães" pelo fim das mortes desnecessárias de mulheres durante o parto. Assim como em outras ocasiões Michael Eavis declarou essa edição de Glastonbury como a melhor de todos os tempos.

Na edição comemorativa de 40 anos, em 2010, Michael Eavis subiu ao palco junto com STEVIE WONDER para cantar "Happy Birthday" ("Parabéns à Você"). O U2, que encabeçaria a edição comemorativa teve que cancelar sua apresentação por causa de um sério problema de coluna de BONO VOX, que teria ficado arrasado, uma vez que havia escrito uma música especialmente para o aniversário do festival, chamada apropriadamente de "Glastonbury", e que teve que ser tocada ao vivo oficialmente num show de sua própria turnê, "360º Tour", em Turim, na Itália.

O forte e incansável calor do sol causou uma enorme demanda por água, o que motivou a organização do festival a construir um segundo reservatório, com a mesma capacidade do já existente (cerca de um milhão de litros), e mais de 800 torneiras foram instaladas por toda a área, assim como 600 bacias, e mesmo assim houve filas por água.

Um enorme aparato com as letras e números que formam a palavra "Glastonbury 40" no estilo do que existe em Hollywood foi colocado na encosta gramada do local do festival, assim como dois enormes mostradores com a data do aniversário do festival nos dois lados do Palco Pirâmide foram instalados para lembrar visualmente a data comemorativa. Fotos clássicas tiradas por fotógrafos locais ao longo das décadas foram também expostas na área do palco principal. Vários dos artistas que estiveram na primeira edição foram convidados a participar da edição de aniversário, com destaque para o primeiríssimo a se apresentar em 1970 e tocar a primeira música da história, o DJ MAD MICK.

Dois novos locais foram criados na área "Tarde Da Noite" : A "The Common" ("Comum") e a "The Unfair Ground" ("Terreno Da Injustiça"). A área "Arcade" lançou rajadas de fogo para o céu por toda a noite de suas estruturas em forma de templos ao som de dance music. Uma ponte ladeada com pedras típicas da região de Somerset (nome do distrito governamental) foi erguida sobre o riacho White Lake (Lago Branco) e batizada de "Ponte De Bella" em homenagem a Arabella Churchill (morta em 2007), uma das primeiras produtoras do festival e fundadora da área de teatro e circo, que nesse ano brindou os visitantes com 2 grupos estrangeiros, o colombiano "Circo Para Todos" e o russo "BlackSkyWhite". O palco Jazz World (Mundo Jazz) ganhou o apelido de "West Halts" ("Paradas Do Oeste"), que era o nome original de uma parada da linha da ferrovia que passava através da Fazenda Worthy, e por onde Michael Eavis atravessava com o gado antes da passagem dos trens.

No domingo 80 mil fãs assistiram a derrota da seleção inglesa na Copa Do Mundo em dois campos preparados especialmente para a ocasião com dois imensos telões. Uma partida beneficiente entre visitantes locais e visitantes do resto do mundo foi disputada em frente ao Palco Pirâmide, arrecadando cerca de 9 mil libras.

Michael Eavis declarou à mídia de todo o mundo em sua tradicional coletiva de imprensa de domingo de manhã : "Esta tem sido a melhor de todas as festas para mim - o clima, a lua cheia e na noite passada um público de 100 mil pessoas, cada um deles se divertindo".

Este foi, com certeza, um ano para ser lembrado. 135 mil ingressos válidos para o fim de semana vendidos, 37.500 passes concedidos para artistas, equipe de produção, mercantes e mídia, e 5 mil ingressos válidos para o domingo.

2011 seria mais um ano inesquecível, com o muito esperado show do U2 (que cancelara sua apresentação em 2010) na sexta, do COLDPLAY no sábado e BEYONCÉ no domingo, além dos shows-surpresa do RADIOHEAD e do PULP no "The Park". Em 2012 tivemos, como de costume, uma pausa no festival.

Glastonbury é sem sombra de dúvida um dos maiores acontecimentos musicais e culturais da era moderna. Todo ser humano deveria ter a oportunidade de vivenciar essa experiência única ao menos uma vez em sua vida. É um extraordinário "rito de passagem" para os jovens, além de ser uma das maiores fontes de entretenimento saudável e de estimulação intelectual para pessoas de absolutamente todas as idades. Me arrepio apenas de ler, imagine para quem já viveu de perto essa experiência tão mágica...

Edições históricas marcaram os 40 anos de GLASTONBURY. Aqui estão elas : MARC BOLAN & T.REX e IAN ANDERSON (70), DAVID BOWIE, JOAN BAEZ, TRAFFIC, HAWKWIND e FAIRPORT CONVENTION (71), NIK TURNER (78), PETER GABRIEL, ALEX HARVEY BAND e GENESIS (79), NEW ORDER, GINGER BAKER e HAWKWIND (81), VAN MORRISON, JACKSON BROWNE e THE CHIEFTAINS (82), CURTIS MAYFIELD, MARILLION e UB40 (83), ELVIS COSTELLO, THE SMITHS e JOAN BAEZ (84), ECHO & THE BUNNYMEN, JOAN BAEZ e JOE COCKER (85), THE CURE, THE POGUES e SIMPLY RED (86), ELVIS COSTELLO, VAN MORRISON e NEW ORDER (87), ELVIS COSTELLO, VAN MORRISON e SUZANNE VEGA (89), THE CURE, HAPPY MONDAYS e HAWKWIND (90), VAN MORRISON, LOU REED, PJ HARVEY, MORRISSEY, PRIMAL SCREAM e BLUR (92), ROBERT PLANT, THE KINKS, LENNY KRAVITZ, VAN MORRISON, THE VERVE e VELVET UNDERGROUND (93), ELVIS COSTELLO, PETER GABRIEL, JOHNNY CASH, RAGE AGAINST THE MACHINE, BEASTIE BOYS e RADIOHEAD (94), OASIS, PAGE & PLANT, PULP, THE CURE, PJ HARVEY e SIMPLE MINDS (95), DAVID BYRNE, STING, STEVE WINWOOD, RAY DAVIES, SMASHING PUMPKINS e RADIOHEAD (97), BOB DYLAN, ROBBIE WILLIAMS, NICK CAVE & THE BAD SEEDS, FOO FIGHTERS, THE CHEMICAL BROTHERS e SONIC YOUTH (98), R.E.M., JOE STRUMMER, AL GREEN, HOLE, COLDPLAY e QUEENS OF THE STONE AGE (99), DAVID BOWIE, THE CHEMICAL BROTHERS, NINE INCH NAILS, THE RUNAWAYS, FLAMING LIPS e COLDPLAY (2000), ROD STEWART, ROBERT PLANT, ROGER WATERS, COLDPLAY, QUEENS OF THE STONE AGE e WHITE STRIPES (2002), R.E.M., RADIOHEAD, THE KINGS OF LEON, YES, FLAMING LIPS e CHEMICAL BROTHERS (2003), OASIS, PAUL MACCARTNEY, JAMES BROWN, FRANZ FERDINAND, KINGS OF LEON e SNOW PATROL (2004), COLDPLAY, WHITE STRIPES, BRIAN WILSON, NEW ORDER, VAN MORRISON e ELVIS COSTELLO (2005), THE WHO, IGGY POP & THE STOOGES, JOHN FOGERTY, ARCTIC MONKEYS, ARCADE FIRE e THE KILLERS (2007), FRANZ FERDINAND, THE VERVE, KINGS OF LEON, JOAN BAEZ, JAY-Z e MASSIVE ATTACK (2008), NEIL YOUNG, BRUCE SPRINGSTEEN & THE E-STREET BAND, FRANZ FERDINAND, THE PRODIGY e BLUR (2009), GORILLAZ, MUSE, SCISSOR SISTERS, STEVIE WONDER, FLAMING LIPS e RAY DAVIES (2010) e U2, COLDPLAY, B.B.KING, PRIMAL SCREAM, THE CHEMICAL BROTHERS, QUEENS OF THE STONE AGE e RADIOHEAD (2011).

Não foi realizada a edição de 2012.

PROVINSSIROCK :

O maior festival de rock, indie, metal e música eletrônica da Finlândia acontece desde 1979 na cidade de Seinäjoki, no estado de Ostrobothnia do Sul, no oeste da Finlândia, cerca de 4 kilômetros ao sul do centro da cidade e 350 kilômetros ao norte da capital Helsinki. O festival de 3 dias acontece na segunda ou terceira semana de junho no Törnävä Festival Park, no bairro residencial mais antigo de Seinäjoki, a ilha de Törnävä, às margens do Lago de Seinäjoki, e é produzido desde 92 pela associação Seinäjoki Live Music Association ("Selmu ry", Associação De Música Ao Vivo De Seinäjoki, uma organização sem fins lucrativos).

Conhecido como "A Festa Do Povo" o festival recebe gente de todo o país e de vários países da Europa, principalmente os nórdicos, fazendo com que a população da cidade, de cerca de 58 mil habitantes, mais do que dobre durante sua duração. Muitos visitantes chegam todos os anos de avião e trem, vindos da capital Helsinki, que tradicionalmente coloca um trem extra para a viagem até Seinäjoki. Teve uma audiência tímida de 12 mil pessoas em 93, mas cresceu muito desde então, tendo 75 mil pessoas presentes em sua trigésima edição (30 anos) em 2008, e atingindo seu maior público na edição de 2011, com lotação máxima nos 3 dias e cerca de 84 mil pessoas presentes.

Inicialmente um evento de apenas um dia e um único palco, passou a ter dois dias nos anos 80 e três dias na década de 90, e conta hoje com 5 palcos (3 palcos ao ar livre e 2 tendas), sendo o "Mainland Stage" ("Palco Continente") seu palco principal.

O festival abrange toda a música popular finlandesa ao lado dos grandes nomes da cena mundial e é organizado quase que inteiramente por voluntários, que ganham em troca entretenimento gratuito, alimentação e uma camisa de membro da produção do festival. Eventos paralelos como teatro de improvisação, artes típicas locais de todos os tipos, mímica e números de circo também fazem parte tradicionalmente do festival. É um dos festivais que mais proporciona beleza natural, com um rio, um lago e florestas ao redor da locação.

Suas grandes atrações ao longo dos anos foram: SON SEALS BLUES BAND (79), CAPITAL LETTERS (80), GLORIA FOOTING (81), NEW ORDER (82), ALVIN LEE BAND (83), RORY GALLAGHER e THE SMITHS (84), JONATHAN RICHMAN & THE MODERN LOVERS e BLACK ROOTS (85), THE CULT e FINE YOUNG CANNIBALS (86), IGGY POP e ELVIS COSTELLO (87), RAMONES e RED HOT CHILI PEPPERS (88), LOU REED e R.E.M. (89), THE MISSION e GARY MOORE (90), EMF e JAMES (91), DAVID BYRNE e PRIMAL SCREAM (92), SUGAR e BAD RELIGION (93), BLACK SABBATH e THERAPY? (94), SHERYL CROW, SUEDE, FAITH NO MORE e DANZIG (95), THE CURE e IGGY POP (96), PRODIGY, SUEDE, PLACEBO e HELMET (97), BLACK SABBATH, GARBAGE e MISFITS (98), MANIC STREET PREACHERS, NIGHTWISH, SUEDE e BLUR (99), RAGE AGAINST THE MACHINE, QUEENS OF THE STONE AGE, TRAVIS e DEFTONES (2000), LIMP BIZKIT, OFFSPRING, GODSMACK e MANIC STREET PREACHERS (2001), DREAM THEATER, SLAYER e RAMMSTEIN (2002), MASSIVE ATTACK, QUEENS OF THE STONE AGE e AUDIOSLAVE (2003), DAVID BOWIE, EXODUS e TESTAMENT (2004), MARILYN MANSON, SLIPKNOT, THE MARS VOLTA e NINE INCH NAILS (2005), ALICE IN CHAINS, IN FLAMES, BULLET FOR MY VALENTINE, WITHIN TEMPTATION e DEFTONES (2006), LAMB OF GOD, VELVET REVOLVER e PATTI SMITH (2007), LINKIN PARK, FOO FIGHTERS, PARAMORE e SERJ TANKIAN (2008), MANOWAR, NICK CAVE & THE BAD SEEDS, PLACEBO e VOLBEAT (2009), 30 SECONDS TO MARS, BULLET FOR MY VALENTINE, RAMMSTEIN, CYPRESS HILL e JELLO BIAFRA AND THE GUANTANAMO SCHOOL OF MEDICINE (2010) e SYSTEM OF A DOWN, AVENGED SEVENFOLD, VOLBEAT e THE VACCINES.

E em 2012 : NIGHTWISH, SNOW PATROL, MASTODON, EAGLES OF DEATH METAL, KYUSS LIVES! e SLAYER.

ROCK WERCHTER / TW CLASSIC FESTIVAL :

ROCK WERCHTER é um festival anual que acontece na primeira semana das férias de verão da Bélgica, no primeiro fim de semana de julho, no Festival Park (Parque do Festival) no vilarejo de Werchter, uma região do município de Rotselaar próxima a Leuven, no norte da Bélgica, desde 1977, e por ser realizado na mesma semana tem atrações similares às do festival de ROSKILDE. É um dos cinco maiores festivais europeus (ao lado de SZIGET, GLASTONBURY, OXEGEN e ROSKILDE) e recebeu várias vezes nos anos 2000 (sendo três vezes consecutivas) o prestigiado "Prêmio Arthur" de "Melhor Festival Do Mundo" na "Conferência Internacional De Música Ao Vivo" (ILMC - International Live Music Conference).

O festival é famoso por promover fortemente (desde seu início) a cena local de músicos, sempre com muitas bandas belgas e de países vizinhos na escalação (na primeira edição tivemos o guitarrista holandês JAN AKKERMAN da banda FOCUS encabeçando o festival) ao lado de nomes internacionalmente consagrados e de bandas emergentes. É também famoso por atrair um público de origem flamenca vindo de seus vizinhos nórdicos, assim como o público dos países baixos, principalmente os holandeses. Em 1986, por exemplo, cerca de 16 mil holandeses estiveram em Werchter, uma proporção de 1 em cada 4 visitantes.

Foi criado pelo estudante de engenharia Hedwig Demeyer e pelo repórter da revista holandesa "Muziek Express" Herman Schueremans. Ambos tinham em comum a paixão pela música e organizavam shows e pequenos festivais. Tinham o sonho de se estabelecerem como produtores e assim criaram seu próprio festival, com a idéia inovadora de organizar um festival que ocorresse em duas cidades diferentes em dias consecutivos e partilhassem a mesma escalação. Assim, no outro lado do país, convenceram outro produtor chamado Noel Steen a participar e co-produzir a "segunda perna" em Torhout.

Nascia assim como um evento duplo chamado TORHOUT-WERCHTER, com dois festivais simultâneos acontecendo em Torhout e em Werchter, com apenas 1 palco e 8 ou 9 bandas se apresentando 2 vezes, uma em cada locação. Esse formato seria mantido até 1996 quando o festival passou a ter 2 dias, posteriormente passando a 3 em 2000, e a 4 dias de duração em 2003, se transformando no maior evento musical da Bélgica e um dos maiores da Europa. Em 1999 foi abolida a parte do festival de Torhout e desde então o festival acontece apenas em Werchter.

Sua primeira edição aconteceu nos dias 6 e 7 de julho de 1977 (sábado em Torhout e domingo em Werchter) e é reconhecida até hoje por ser o primeiro "festival-duplo" da história.

Logo após sua estréia ficou evidente que com o sucesso e conseqüente crescimento do festival seria necessário adotar uma estrutura maior para sua realização. No ano seguinte mesmo uma enorme tenda com capacidade para 5 mil pessoas se mostrou pequena demais (cerca de 6 mil pessoas compareceram) para a dimensão que o evento teria. Tanto que na edição de 82 (apenas 5 anos após sua estréia) o número de visitantes havia crescido para impressionantes 86 mil pessoas (somando ambas as cidades). Em 84 o numero alcançou os 100 mil somando ambas as cidades e no ano seguinte tivemos 63 mil pessoas apenas em Werchter. Esses números continuariam crescendo até que em 2005 o festival alcançou o público de 80 mil pessoas por dia (nessa altura o festival já acontecia apenas em Werchter) e manteve essa média até hoje, tendo chegado à casa de 85 mil na edição de 2012.

Nos primeiros anos toda a estrutura de palco (iluminação e som) era transportada durante a noite de Torhout para Werchter e havia um espaço de apenas 10 horas para se desmontar a estrutura, carregar os veículos, transportar, descarregar e novamente montar a estrutura em Werchter. Foi pensando nisso que em 1984 Demeyer e Schueremans fundaram no vilarejo de Werchter uma companhia responsável pela estrutura de palcos, a "Stageco" (abreviação de Stage Company, Companhia de Palcos). Seu sistema de som em forma de torre de aço (conhecida como "Steel-Tower System") foi desenvolvido à perfeição graças ao festival e se tornou referência na indústria musical. A empresa cresceu exponencialmente até que nos anos 90 participou de turnês abastecendo os palcos de bandas do quilate de ROLLING STONES, PINK FLOYD, U2 e METALLICA.

A história do festival nunca registrou acidentes graves, fatalidades ou irregularidades mais sérias, algo extremamente raro em eventos desse porte. Tudo devido a uma organização bem planejada, um sistema justo de taxas e multas, consciência por parte do público e medidas cautelosas de segurança. Esteiras de borracha e estruturas que reduzem a pressão são usadas em frente ao palco, o que ajudou a evitar tumultos e quaisquer acidentes aos fãs das primeiras filas ao longo dos anos.

Á partir de 89 o festival parou de ter lotação máxima e as coisas começaram a mudar tanto no festival quanto na sociedade em geral e mudanças e replanejamentos foram necessários. Começou a ocorrer desentendimentos entre o fiel público que cresceu com o festival durante os anos 80 e a nova geração de jovens influenciados pelo advento do novo canal de videoclips musicais, a MTV. Uma banda podia passar de grande para ultrapassada e vice-versa em pouquíssimo tempo. Fãs tradicionais clamavam por bandas clássicas e os jovens queriam sangue-novo e novos estilos musicais. A produção ficou perdida a princípio e começou a se questionar: a qual das duas vertentes agradar? Como encontrar um meio-termo?

Em 1990 Schueremans optou por uma renovação na escalação, com as presenças de DE LA SOUL e SINÉAD O'CONNOR, e no ano seguinte voltou aos clássicos com STING e PAUL SIMON, o que fez com que muito do público não comparecesse novamente. Porém em 93 tudo voltaria ao normal. Um line-up (escalação) matador, com o melhor do rock atual representado pelo METALLICA ao lado do clássico NEIL YOUNG, deixou 120 mil pessoas (60 mil em cada cidade) absolutamente satisfeitas.

O mesmo ocorreu no ano seguinte com apresentações clássicas de PINK FLOYD e PETER GABRIEL ao lado de petardos como SEPULTURA e RAGE AGAINST THE MACHINE, e assim o festival estava salvo e renovado, seguindo em frente e continuando sua já rica história. Com um novo patamar de qualidade o festival agora apresentava novidades anualmente. Nesse ano foi inaugurada em ambas as cidades a área de acampamento. Na véspera do festival foi montado na entrada dessas áreas um palco para apresentações da famosa banda local dEUS e da americana TOOL, para festejar e marcar a data de inauguração.

Um ano depois o festival ganhou um palco secundário, com shows se alternando com os do palco principal, onde as bandas ascendentes que se destacam passam a tocar posteriormente no palco principal. Ambos os palcos foram batizados respectivamente como "Humo's Main Stage" ("Palco Principal Humo" onde as grandes atrações se apresentam) e como "Studio Brussels Side Stage" ("Palco Secundário Estúdio Bruxelas" com novos talentos, alternativos e emergentes). Ambos são referências a transmissões de rádio e televisão que patrocinam o festival, "Humo" é o nome de um popular magazine humorístico semanal belga escrito em holandês que é transmitido por rádio e televisão, e "Studio Brussels" é o nome de uma estação de rádio belga de origem flamenga financiada por dinheiro público com uma programação voltada para o rock alternativo e direcionada ao público jovem. Ainda nesse ano foi introduzido um premiado sistema de copos retornáveis que depois são reciclados e transformados em bancos. Foi o pontapé inicial em termos de sustentabilidade e eco-conscientização do festival. Nessa edição Werchter alcançou o público-recorde (até então) de 65 mil pessoas por dia.

Já em 96 o festival passou a ter 2 dias de duração em cada cidade e apresentava mais de 25 atrações. Nessa edição o festival foi chamado de "Belgacom Torhout-Werchter" (algo como "Comunidade" ou "Feira" Belga de Torhout-Werchter").

A atmosfera do festival já não era uniforme como na década passada. Diferentes gerações frequentavam o festival e era possível se distinguir a formação de "clãs", cada um com sua própria identidade, vestimenta e linguagem. O acampamento se tornou extremamente popular entre os jovens, era a maneira perfeita de expressar o final das aulas e exames e o desfrutar das férias. A audiência havia crescido significativamente e agora alcançava a casa dos 200 mil visitantes, somando as duas cidades e os 4 dias de festival.

Infelizmente, com o passar dos anos, por diversas razões (entre elas a globalização, afinal os festivais se proliferaram pelo mundo afora e deixaram de ser um evento estritamente anglo-europeu, além do aumento no cachê das bandas) se tornou praticamente impossível de se arcar com as despesas do festival em duas cidades diferentes, pagando consequentemente dois cachês por banda. Assim, tristemente, a partir de 99 a cidade de Torhout foi deixada de lado e o festival passou a acontecer apenas na cidade onde foi originalmente idealizado, Werchter, tendo sido chamado nessa edição de "T/W Festival" (numa abreviação do antigo nome) e rebatizado como "Rock Werchter" à partir do ano 2000.

Como compensação um terceiro dia foi adicionado ao festival, portanto acontecendo agora de sexta a domingo, com alguns shows (não uma escalação completa, o que costuma-se chamar de "full line-up", e sem uma atração principal, ou "headliner") acontecendo na sexta à partir do final da tarde como aquecimento para o fim de semana. Outra mudança foi a transformação do palco secundário numa tenda com capacidade para 6 mil pessoas, sendo rebatizada como "Pyramid Marquee" ("Tenda Pirâmide"). Assim o festival apresentou nesse ano o recorde (até então) de 43 shows, número que aumentou para mais de 50 em 2001, quando a sexta passou a ter uma escalação completa com atração principal, assim como o sábado e domingo.

No ano 2000 o festival ganhou pela primeira vez o "Prêmio Arthur" pelo "Melhor Festival Do Mundo", feito novamente alcançado no ano seguinte e em 2004, 2006, 2007 e 2008, o que motivou a mudança nas regras da premiação, em que um festival que vencesse 2 anos seguidos não poderia concorrer no ano seguinte, para que outros festivais pudessem ter chance também.

Com o advento da internet e o crescente download ilegal de músicas a venda de cd's deixou de ser a principal fonte de renda dos artistas, as gravadoras passaram a perder muito dinheiro e consequentemente o prejuízo foi repassado ao bolso dos músicos, que agora tinham um orçamento bem mais reduzido para gravar e divulgar seus discos, além de receberem muito menos pelas vendas que já não eram como antes dos downloads (imagine hoje), fazendo com que os shows passassem a ser sua principal fonte de renda, assim como os ótimos cachês pagos em grandes festivais.

Em contra-partida a internet e os downloads trouxeram uma rápida divulgação para novas bandas do mundo todo, fazendo com que elas alcançassem uma base de fãs muito mais rápido que antigamente. Assim, com a divulgação rápida e a globalização, os festivais em geral passaram a contar com bandas de muitos outros centros, deixando de serem eventos destinados a bandas locais, inglesas e americanas. Werchter não foi exceção e logo passou a contar com bandas vindas de todos os lugares, dentre eles países como Alemanha, Itália, Finlândia e muitos outros. Essa tendência se tornou mais do que evidente em 2007, quando o festival alcançou o expressivo número de cinquenta e sete nacionalidades representadas no festival.

Com essa nova demanda por shows Werchter adicionaria um quarto dia ao festival à partir de 2003, tendo seu início agora na quinta, se tornando então um festival de 4 dias, ou seja, o maior da Bélgica e um dos maiores e mais importantes de toda a Europa e do mundo. Assim novamente seu recorde de público seria batido, agora atingindo a marca de 70 mil pessoas, número que se repetiria na edição seguinte.

Com exceção de 2001 todas as edições passaram a ter seus ingressos esgotados com antecedência, e com todo esse sucesso no ano seguinte a quinta passou também a ter escalação completa e sua atração principal, fazendo com que o festival chegasse a quase 60 shows por edição, sendo 25% das bandas oriundas da própria Bélgica, que experimentava um novo "boom" de bandas locais. Werchter alcançaria seu recorde na edição de 2006 quando contou com a presença de 61 atrações.

Em 2002 os mesmos produtores do Rock Werchter criaram o "TW Classic", um festival de um único dia e apenas um palco, para homenagear as primeiras edições do festival principal. Acontece sempre uma semana antes do festival principal num único palco e reúne veteranos do festival, como PHIL COLLINS, THE POLICE, DEPECHE MODE e SIMPLE MINDS, sempre ao lado de bandas locais.

Schueremans teve em 2004 a idéia de unir o festival à história e incentivar os jovens a frequentar os museus da cidade e do país, com isso as pulseiras que os visitantes recebem na entrada se tornaram também um ingresso gratuito para os museus belgas. Essa iniciativa recebeu o nome de "AmuseeVous" (amusez vouz = você se diverte). No ano seguinte é inaugurado o primeiro museu do festival, onde grandes músicos da história de Werchter divulgam outros 26 museus flamengos e valões (flamengo é a modalidade da língua holandesa falada no sul da Bélgica e Valônia é o nome dado à essa região). Mais de 8 mil jovens visitaram de graça o museu nesse verão. Mais uma vez a audiência do festival subiria sua média, dessa vez com o expressivo número de 80 mil pessoas por dia.

Na edição de 2006, ROGER DALTREY, vocalista do THE WHO, se tornaria o artista mais velho a se apresentar no palco principal de Werchter, com seus (à época) 62 anos, seguido por seu companheiro de banda, o guitarrista PETE TOWNSHEND, um ano mais novo. Em 2007 Werchter englobaria de vez as artes, com artistas plásticos locais expondo suas criações. Belas obras, como um tanque do exército na cor rosa e uma mulher gigante de biquini, foram espalhadas pela área do festival.

Mais um festival paralelo seria lançado em 2008, dessa vez o "Werchter Boutique", um festival para todas as idades e gerações (principalmente famílias, já que apresenta uma escalação para agradar pais e filhos) que acontece uma semana depois do festival principal, com bandas consagradas nacionais e internacionais. Também com um dia de duração e um único palco com oito atrações. Sua primeira edição aconteceu no domingo dia 13 de julho e teve como atrações principais SANTANA (mirando um público mais clássico), TOKIO HOTEL (para um público mais jovem) e DOE MAAR (representando o rock nacional da Bélgica). Nesse ano o cantor, guitarrista e compositor belga MILOW tocou tanto no "Boutique" quanto no "Classic", e como já havia se apresentando no Rock Werchter se tornou o primeiro a tocar em todos os festivais de Werchter, feito até hoje não igualado por ninguém. A edição de 2011 não foi realizada por falta de um nome de peso que pudesse encabeçar o festival. O grande destaque da edição de 2012 foi o show do METALLICA, que tocou o BLACK ALBUM inteiro ao vivo como parte das comemorações pelos 20 anos do lançamento.

Em 2009 viriam 3 prêmios concedidos pela "Premiação Dos Festivais Europeus": "Melhor Escalação De Bandas", "Festival Favorito Dos Artistas" e "Melhor Promotor", coroando a vitoriosa trajetória de Schueremans. Em 2011 ganharia novamente o prêmio de "Melhor Escalação de Bandas".

Na edição de 2012 é inaugurado seu terceiro palco, chamado "The Barn" ("O Celeiro"), para shows mais intimistas. Na verdade o nome é uma tradução do nome dado em holandês, "De Schuur", que é uma referência ao apelido de Schueremans. Werchter alcança nesse ano seu recorde absoluto de público, com a grandiosa marca de 85 mil visitantes por dia.

O festival opera inteiramente com energia renovável e todos os seus setores passam por testes ecológicos. Transporte público para se chegar ao local já vem incluso nos ingressos e os ônibus da companhia de transporte público "De Lijn" funcionam com uma mistura de biodiesel e são equipados com filtros anti-fuligem e anti-ferrugem. Todas as áreas de camping (acampamento) possuem parques de reciclagem e todos os acampantes recebem uma bolsa azul para reciclar garrafas de plástico, recipientes de metal e caixinhas de bebidas. Todas essas iniciativas renderam ao festival um prêmio "Green 'n' Clean" ("Verde e Limpo") para "Festivais Amigos Do Meio-Ambiente", concedido pela "Yourope", a Associação do Festival Europeu.

Uma declaração feita há duas décadas por Herman Schueremans traduz com perfeição o espírito de um dos maiores e melhores festivais do mundo, premiado diversas vezes e sempre pronto a trazer o melhor entretenimento possível a um público fiel há décadas, e certamente vale até hoje : "Eu Defendo Uma Visão: Qualidade Por Um Preço Acessível Para O Maior Número Possível de Espectadores". Ponto final.

Os melhores momentos do TW Classic, já tradicional em sua décima edição, e clássico não só no nome, foram : BRYAN ADAMS e JOE COCKER (2002), ROLLING STONES, SIMPLE MINDS e THERAPY? (2003), PHIL COLLINS, MIKE & THE MECHANICS e THE CORRS (2004), LENNY KRAVITZ, DURAN DURAN e BRIAN WILSON (2005), BRYAN ADAMS, STING, SIMPLE MINDS, SIMPLY RED e ROXY MUSIC (2006), ELTON JOHN e JOHN FOGERTY (2007), THE POLICE e IGGY POP & THE STOOGES (2008), DEPECHE MODE, MOBY e KEANE (2009) e BLACK-EYED PEAS e SCISSOR SISTERS (2010), BRYAN ADAMS, SIMPLE MINDS e o reunido THE FACES (2011) e em 2012 : STING, LENNY KRAVITZ e KAISER CHIEFS.

As atrações principais do Werchter Boutique foram : SANTANA (2008), MADONNA (2009), PRINCE (2010) e METALLICA (2012).

Aqui vão os melhores momentos do ROCK WERCHTER : JAN AKKERMAN (77), TALKING HEADS (78), TALKING HEADS, DIRE STRAITS e RORY GALAGHER (79), THE KINKS (80), ELVIS COSTELLO, THE CURE, ROBERT PALMER e DIRE STRAITS (81), U2 e TALKING HEADS (82), EURYTHMICS, U2, SIMPLE MINDS e PETER GABRIEL (83), SIMPLE MINDS e LOU REED (84), RAMONES, R.E.M., U2 e JOE COCKER (85), ELVIS COSTELLO, SIMPLE MINDS, SIMPLY RED e UB40 (86), IGGY POP, ECHO & THE BUNNYMEN, EURYTHMICS e PETER GABRIEL (87), ZIGGY MARLEY, INXS, BRYAN ADAMS e STING (88), ELVIS COSTELLO, LOU REED, NICK CAVE & THE BAD SEEDS e R.E.M. (89), BOB DYLAN, THE CURE, LENNY KRAVITZ e MIDNIGHT OIL (90), BONNIE RAITT, IGGY POP, PAUL SIMON e STING (91), RED HOT CHILLI PEPPERS, SMASHING PUMPKINS, LOU REED & BRYAN ADAMS (92), METALLICA, NEIL YOUNG, LENNY KRAVITZ e FAITH NO MORE (93), PINK FLOYD, AEROSMITH, PETER GABRIEL, SEPULTURA e RAGE AGAINST THE MACHINE (94), R.E.M. e THE CURE (95), DAVID BOWIE, RED HOT CHILLI PEPPERS, RAGE AGAINST THE MACHINE e NEIL YOUNG & CRAZY HORSE (96), DAVID BOWIE, RADIOHEAD, SMASHING PUMPKINS e dEUS (97), NICK CAVE & THE BAD SEEDS e BEASTIE BOYS (98), ROBBIE WILLIAMS, R.E.M., MARILYN MANSON e LENNY KRAVITZ (99), OASIS, THE CURE e NINE INCH NAILS (2000), COLDPLAY, STING e PJ HARVEY (2001), RED HOT CHILLI PEPPERS, COLDPLAY e QUEENS OF THE STONE AGE (2002), METALLICA, R.E.M., COLDPLAY e RADIOHEAD (2003), METALLICA, THE CURE, KORN e LENNY KRAVITZ (2004), R.E.M., FOO FIGHTERS, QUEENS OF THE STONE AGE e CHEMICAL BROTHERS (2005), RED HOT CHILI PEPPERS, THE WHO, FRANZ FERDINAND e ROBERT PLANT (2006), METALLICA, PEARL JAM, CHEMICAL BROTHERS, ARCTIC MONKEYS, BEASTIE BOYS e PETER GABRIEL (2007), R.E.M., RADIOHEAD, NEIL YOUNG e CHEMICAL BROTHERS (2008), METALLICA, OASIS, COLDPLAY e PRODIGY (2009) e PEARL JAM, ARCADE FIRE, RAMMSTEIN, MUSE, THEM CROOKED VULTURES e GREEN DAY (2010) e IRON MAIDEN, COLDPLAY, KINGS OF LEON e LINKIN PARK (2011).

Em 2012 : THE CURE, PEARL JAM, SNOW PATROL e RED HOT CHILI PEPPERS.

THE CONCERT FOR BANGLADESH :

Concebido em 1971 pelo ex-BEATLES GEORGE HARRISON e pelo músico e gurú indiano RAVI SHANKAR para ajudar os refugiados do ciclone Bhola que atingiu Bangladesh (país asiático vizinho da Índia) no ano anterior, e também as vítimas das atrocidades ocorridas durante a "Guerra Pela Libertação de Bangladesh" naquele ano. Foram 2 shows realizados no dia 1 de agosto, um à tarde e outro à noite.

O evento aconteceu no Madison Square Garden, em Nova York (EUA), e foi assistido por mais de 40 mil pessoas, no que ficou conhecido como o primeiro grande evento beneficiente da história e contou com vários artistas consagrados. O concerto arrecadou mais de 240 milhões de dólares e esse dinheiro foi administrado pela UNICEF na ajuda à Bangladesh.

No mesmo ano foi lançado um disco e no ano seguinte o vídeo, e suas vendas continuam a ser revertidas para a UNICEF e para a Fundação George Harrison até hoje.

Participaram do evento : GEORGE HARRISON, RINGO STARR, ERIC CLAPTON, BOB DYLAN, BADFINGER, LEON RUSSELL, BILLY PRESTON, DON PRESTON, THE HOLLYWOOD HORNS e RAVI SHANKAR.

E esses foram os anos 70.


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Sobre Leandro Da Silva Rico

Músico, baixista, letrista, escritor, tradutor e formado em Licenciatura em Música pela faculdade Unisantanna, em São Paulo.

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