Kiss: alguns dos músicos secretos da banda - 1ª parte
Por Igor Miranda
Fonte: Van do Halen
Postado em 21 de fevereiro de 2012
Todas as bandas grandes (ou pelo menos a sua maioria) contaram com músicos "fantasmas" para ajudar em alguma parte de uma faixa, ou até para gravar um disco inteiro, fingindo que foi o integrante oficial. Nessa arte, o Kiss tem maestria. Por muitos anos, vários dos nomes apresentados nessa matéria, bem como nas próximas, foram escondidos sem suspeitas dos fãs durante décadas. Essa é a primeira das três partes desse artigo que englobará todos os músicos secretos que trabalharam com os mascarados ao longo dos anos e que foram revelados. A lista seguirá em ordem alfabética.
Apesar da única contribuição instrumental ser com guitarra rítmica na faixa que dá nome ao álbum "Creatures Of The Night", a colaboração de Adam Mitchell para o Kiss foi significativa. Em outro campo, é claro: nas letras. Mitchell foi indicado pelo produtor Michael James Jackson para trabalhar com Paul Stanley e Gene Simmons em 1982, pois o grupo precisava de novos ares após o fracasso de "(Music From) The Elder". Até o fim da década de 1980, o compositor trabalhou com o Kiss, sendo co-autor de músicas como Crazy Crazy Nights, Little Caesar, Danger, entre várias outras.
Adam Mitchell começou sua carreira no Canadá, na década de 1960, em uma banda chamada The Paupers. Apesar do sucesso facilmente atingido, o grupo teve vida curta. O músico investiu em uma carreira solo nos anos 1970, mas foi como compositor freelancer que Mitchell se destacou. Entre os músicos e bandas que trabalharam com ele, estão Hurricane, EZO, Black N’ Blue, Art Garfunkel, Patti Smith, Peter Criss e muitos outros. Atualmente, mantém um estúdio em sua própria casa e tem um selo independente.
O experiente baterista Allan Schwartzberg contribuiu com sobreposições de bateria das músicas Odyssey e I, do fiasco comercial "(Music From) The Elder", e em algumas faixas de "Animalize" e "Asylum" (não há informação de quais se tratam). O trabalho de overdub serve muito mais como um retoque, mas é decisivo no produto final.
Allan iniciou sua carreira musical nos anos 1960. Versátil, trabalha desde então como baterista contratado para estúdio e de turnê, gravando com monstros do porte de Alice Cooper, Roger Daltrey, Jimi Hendrix, James Brown e Peter Gabriel, com quem também excursionou – e relata ter sido uma experiência chata. Por pouco tempo, integrou oficialmente o Mountain e registrou um disco ao vivo em 1974, intitulado "Twin Peaks". Permaneceu como o baterista "fantasma" predileto do produtor Bob Ezrin durante vários anos.
Um dos músicos "fantasmas" mais conhecidos dos fãs, Anton Fig registrou a bateria de todas as faixas de "Dynasty" (com exceção de Dirty Livin’, tocada por Peter Criss) e "Unmasked". Como Criss passava por problemas nessa época, Fig foi recomendado por Ace Frehley após fazer um bom trabalho em seu disco solo de 1978. Sua efetivação no Kiss foi cogitada durante as gravações de "Unmasked", mas o baterista integrava um grupo chamado Spyder, que estava despontando na época.
Antes de iniciar sua carreira como músico freelancer, Anton Fig se graduou no Conservatório Musical de Boston. Durante a década de 1980, o músico trabalhou com Bob Dylan, Peter Frampton, B.B. King, Cyndi Lauper e vários outros, até integrar a banda de apoio de David Letterman, a CBS Orchestra, em 1986. Fig continuou trabalhando como freelancer e tocou em dezenas de outros discos, incluindo três de Ace Frehley: "Frehley’s Comet", "Trouble Walkin’" e o recente "Anomaly".
Um dos produtores mais notáveis do mundo, Bob Ezrin trabalhou com o Kiss em três discos: "Destroyer", "Music From The Elder" e "Revenge". Mas contribuiu para o instrumental não apenas do "Elder" (baixo em The Oath, Dark Light e Escape From The Island, além de teclados), como também da balada I Finally Found My Way, de "Psycho Circus", tocando Fender Rhodes. Apesar disso, não produziu o famigerado registro de reunião.
Além de produtor, Bob Ezrin é multi-instrumentista. Muito excêntrico, coloca a sua personalidade em qualquer trabalho que participa. Trabalhou com artistas e bandas do porte de Pink Floyd, Alice Cooper, Kansas, Peter Gabriel, Rod Stewart e diversos outros. Mais detalhes de sua carreira podem ser conferidos neste link.
A história de Bob Kulick com o Kiss começa muito antes de suas contribuições instrumentais. Quando a banda estava sendo formada, entre 1972 e 1973, o guitarrista participou dos testes que recrutariam o quarto integrante. Impressionou, mas Ace Frehley roubou sua vaga e o resto é história. No fim da década de 1970, os problemas na banda começaram e Bob foi recrutado para registrar três faixas na parte de estúdio do "Alive II" (All American Man, Rockin’ In The U.S.A. e Larger Than Life). Quando Frehley estava para sair, em 1982, Kulick registrou todas as inéditas da coletânea "Killers" e cogita-se que tenha tocado em Danger, do "Creatures Of The Night", mas o próprio afirma que suas trilhas de guitarra não foram utilizadas.
Após a dispensa do Kiss, quando a banda ainda estava sendo formada, Bob Kulick passou a trabalhar como músico de estúdio. Trabalhou com Lou Reed, Meat Loaf, W.A.S.P., Michael Bolton, Diana Ross e outros, além de montar alguns projetos como Blackthorne, Balance e Murderer’s Row, sendo que todos duraram pouco tempo. Uma curiosidade: juntamente de David Glen Eisley (Giuffria), Bob compôs e executou a canção Sweet Victory, inserida em um episódio do desenho animado Bob Esponja.
Antes e depois de ser o guitarrista oficial do Kiss, Bruce Kulick trabalhou como guitarrista "fantasma" em algumas faixas. No álbum "Animalize", gravou a guitarra solo de Lonely Is The Hunter e sobreposições em Murder In High Heels, por conta de divergências de datas do grupo com Mark St. John. As suas contribuições para o "Psycho Circus" foram nas faixas Dreamin’, com guitarra rítmica, e Within, com guitarra apenas na introdução. Estas duas canções sejam sobras do antecessor "Carnival Of Souls".
Durante sua estadia no Kiss – de 1984 até 1995 -, Bruce Kulick também gravou baixo e guitarra rítmica, função que supostamente era de, respectivamente, Gene Simmons e Paul Stanley. Habilidoso nas seis cordas, Bruce trabalhou com Meat Loaf e Blackjack antes de ser efetivado na banda dos mascarados. Após sua saída, investiu em sua carreira solo e trabalhou com as bandas Union, Eric Singer Project e Grand Funk Railroad. Mais detalhes de sua carreira podem ser conferidos neste link.
Derek Sherinian não chega a ser creditado por seu trabalho no "Alive III" (e consequentemente em toda a turnê de divulgação do álbum "Revenge"), mas o tecladista não escondeu isso de ninguém e ficou mais fácil expor isso ao público depois que ficou famoso. A sua função era tocar dobras das partes de guitarra do Paul Stanley no teclado, além de backing vocals. No futuro, o Kiss se encontraria com Sherinian em uma gravação de Rock n’ Roll Radio, para um tributo aos Ramones.
Antes de integrar o Kiss como tecladista de turnê, Derek Sherinian tocou com Buddy Miles e Alice Cooper. Sua grande oportunidade veio logo após ser dispensado do Kiss, ao entrar para o Dream Theater como membro oficial. Depois de alguns anos com o grupo de metal progressivo, Derek foi chutado. Não perdeu tempo: investiu em sua carreira solo e tocou com Yngwie Malmsteen, Billy Idol e Black Country Communion, sua atual banda.
Confira a segunda parte no link abaixo.
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