Månegarm - Viking/Folk Metal cantado em Sueco
Por Júlio Oliveira
Fonte: Site Oficial
Postado em 10 de janeiro de 2009
Tudo começou em Norrälje, Suécia. O ano era 1995 quando três amigos de longa data, Pierre, Jonas e Svenne tiveram a idéia de iniciar uma banda. A idéia principal era tocar metal o mais rápido e primitivo possível e... As letras seriam escritas em sueco.
Eles deram inicio às atividades mas para chegar no som desejado eles precisavam ainda de um segundo guitarrista e, óbvio, um baterista.
Logo eles acharam o guitarrista Mårten Matsson, que tocava em uma banda local. Consigo, Mårten trouxe Erik Grawsiö que tocava bateria em uma outra banda conhecida sua. Assim o lineup estava completo com Svenne Rosendal - vocal, Jonas Almquist e Mårten Matsson - guitarras, Pierre Wilhelmsson - baixo e Erik Grawsiö – bateria. O grupo foi inicialmente batizado de Antikrist, vindo a mudar para Månegarm pouco tempo depois. A primeira música composta foi "Månljus" em 95 e já em 1996 a banda estava pronto para gravar sua primeira demo com 4 faixas no Underground Studio. Chamada de "Vargaresa" (Viagem Do Lobo), a qualidade tanto do som quanto das composições estava acima da média porém poucos zines/gravadores receberam-na.
Durante o verão de 1996 a banda passou por uma mudança de formação. Com o desinteresse de dois membros, um novo vocalista e outro guitarristas foram contatados para substituí-los. Markus Andé, amigo de Grawsiö e Jonny Wranning, o novo vocal que cantou tanto com Wilhelmsson quanto Almquist em bandas anteriores. Sangue fresco e novas idéias. Assim o Månegarm começou a ensaiar para a próxima demo. Em fevereiro de 1997 deram inicio às gravações de "Ur Nattvindar" no Sunlight Studios.
A demo continha 3 músicas + intro e pela primeira vez teve a adição de vocais femininos e violinos, o que deu um toque nórdico às musicas mostrando ser um excelente ingrediente nas composições.
Dessa vez a banda enviou a demo para varias revistas e gravadoras, recebendo respostas excelentes, e no verão de 1997 o Månegarm assinou contrato com a Displeased Records. Assim os trabalhos para o primeiro disco começariam. Entretanto após o lançamento da segunda demo, Jonny decidiu sair da banda e a busca para um substituto teve início. Após algumas audições, eles finalmente acharam um cara de Estocolmo, Viktor Hemgren, que prontamente entrou na banda. Os trabalhos para o primeiro álbum começaram e ao final de outubro de 1997 "Nordstjärnans Tidsålder" estava concluído com participação mais uma vez de Janne Liljekvist e Umer Mossige-Norheim no violino e vocal respectivamente. O lançamento ocorreu apenas em junho de 1998 porém todos ficaram muito satisfeitos com o resultado e as respostas da mídia e ouvintes também foi muito boa.
Um ano mais tarde, no verão de 1999 o Månegarm começou a gravar seu segundo álbum, "Havets Vargar" (Lobos Do Mar) no estúdio de um amigo. A principio tudo fluiu bem, mas após algum tempo devido a atritos entre o dono do estúdio e a gravadora, foram impossibilitados de continuar as gravações.
Em dezembro de 1999 eles terminaram as gravações por conta própria e foram até o Studio Underground para concluir o trabalho em duas semanas. Viktor Hemgren foi demitido devido à sua falta de interesse, assim os vocais foram gravados por Erik Grawsiö.
A banda havia repentinamente se tornado um quarteto mas essa solução acabou sendo para o bem como todos podem ver, permanecendo assim até hoje. A única coisa que mudou é que agora Janne Liljekvist é parte efetiva da banda.
Havets Vargar foi finalmente lançado no verão de 2000 e a banda decidiu dar um tempo logo após para quem sabe encontrar mais motivação e novas idéias. Após vários meses a vontade de voltar a tocar se tornou tão grande que eles se reuniram novamente e começaram a ensaiar para preparar o terceiro álbum.
Onze novas músicas soando agora mais como Viking/Folk Metal. O Månegarm voltou ao Studio Underground para gravar "Dödsfärd" (Viagem Dos Mortos), seu terceiro álbum, que foi lançado em 2003 aumentando a popularidade da banda.
Em 2004 as demos "Vargaresa" e "Ur Nattvindar" foram lançadas no disco "Vargaresa – The Begining". Quase 10 anos haviam se passado desde o inicio deste álbum, agora remasterizado e com uma nova capa feita por Kris Verwimp. Trata-se se uma excelente oportunidade para aqueles que desejam saber como o Månegarm soava em seu início.
No mesmo período do lançamento de "Vargaresa – The Beginning", o Månegarm voltou ao Studio Undergroud para gravar seu quarto CD, "Vredens Tid" e o Viking/Folk Metal que a banda havia tocado nos últimos anos estava presente mais uma vez, apenas um pouco mais apimentado com mais Heavy Metal, se tornando tão cativante quanto seu antecessor, "Dödsfärd", mas ainda assim tendo sua própria identidade.
"Vredens Tid" foi lançado no dia 28 de setembro de 2005 recebendo excelentes reviews ao redor do mundo, sendo inclusive considerado como o melhor trabalho da banda.
Além do lançamento, o ano de 2005 incluiu vários shows pela Europa. Após 10 anos de trabalho duro, composição, arranjo e ensaios a banda tinha finalmente a chance de tocar ao vivo e o fez em alguns dos maiores festivais europeus pela Alemanha, Bélgica, Escócia e Áustria.
Janeiro de 2006 chegou e era tempo de gravar o próximo álbum, o quinto e último com a gravadora Displeased Records. Um mini álbum acústico chamado "Urminnes Hävd - The Forest Session" foi gravado e lançado em 28 de junho recebendo bons reviews também. Este trabalho acústico era algo que a banda queria fazer há anos e finalmente o sonho podia ser realizado. A música contida em "Urminnes Hävd" não lembra em nada o estilo do Månegarm que usou instrumentos tradicionais como Djembê (espécie de tambor africano), Harpa judia, flauta, violino, violões, corais e vocais masculino e feminino. Este CD "folk" é tido como um tributo aos seus ancestrais, à mitologia sueca e chama pagã que queima dentro de cada homem, porém serve também como uma tentativa de despertar esta chama naqueles que ainda não descobriram-na.
2006 pode ser visto como o ano mais importante na carreira do Månegarm com vários momentos memoráveis. Após o lançamento de "Urminnes Hävd - The Forest Sessions" e duas excelentes semanas de turnê pela Europa juntamente com SkyForger e Goddess Of Desire, o Månegarm encerrou a colaboração com a Displeased Records e entrou em uma nova era.
A partir daquele momento em diante, Månegarm fazia parte do cast do selo sueco Black Lodge e a banda acredita que essa colaboração contribuirá para que a banda se torne ainda mais popular. Em outubro de 2006 deram inicio às gravações do primeiro disco lançado via Black Lodge, o sexto da banda. "Vargstenen" (A Pedra Do Lobo) foi lançado e considerado o trabalho mais especial que a banda já fez.
Discografia:
Vargaresa (Demo) – 1996
Ur Nattvindar (Demo) – 1997
Nordstjärnans Tidsålder – 1998
Havets Vargar - 2000
Dödsfärd – 2003
Vargaresa - The Beginning (Compilation) – 2004
Vredens Tid – 2005
Urminnes Hävd - The Forest Sessions (EP) – 2006
Vargstenen – 2007
Live In Moscow (DVD) - 2008
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção de metal que é a "melhor música do mundo" de acordo com Jack Black
Qual é o sentido da vida? Geezer Butler, do Black Sabbath, responde
A canção de Neil Young que deixa Roger Waters praticamente sem palavras
Foo Fighters abrirá show do AC/DC logo após o Rock in Rio
Children of Bodom é anunciado como atração do Summer Breeze 2027
As 10 músicas mais rápidas do Metallica pela média de batidas por minuto
Para guitarrista, produtor é 99% responsável por sucesso do Def Leppard
Paul McCartney elege os 3 maiores bateristas do rock de todos os tempos
Falece Barry Mitchell, ex-baixista do Queen
A proposta que Wolf Hoffmann fez para Udo seguir como vocalista do Accept
O mega-clássico do Led Zeppelin que Robert Plant passou a considerar menos relevante
A música dos Beatles que Paul McCartney considerava tão esquecível que mal lembrava dela
O lendário baterista com quem Keith Richards odiou tocar: "Não tocava p*rra nenhuma!"
O caótico dia que David Lee Roth foi acusado de ter sequestrado Ozzy Osbourne em 1978
5 versões cover tão ruins que te fazem odiar a versão original, segundo a Far Out
A banda punk que fez tudo certo em uma única música, concluiu Bob Dylan
O pedido do Gojira que organização das Olimpíadas negou, segundo Mario Duplantier
A banda que o lendário Jimi Hendrix chamou de "maior de todos os tempos"



Téléphone: A banda que revolucionou a música francesa
Presença de Palco: dicas para iniciantes
George Harrison: O Beatle calado, sempre à sombra de Lennon e McCartney



