Sunny Day Real Estate
Postado em 06 de abril de 2006
Biografia originalmente publicada no site Dying Days
Por Alexandre Luzardo
Atualizado por Fabrício Boppré
O Sunny Day Real Estate, apesar de ter sido formado no auge do chamado 'som de Seattle' tem uma identidade bastante diferente das bandas da época, optando por um som dissidente do punk, mas bastante melódico e emocionado. A mídia logo inventou o rótulo emocore, e o SDRE tornou uma referência do estilo e influência para várias outras bandas que surgirem ao longo da década de 90, como Jets to Brazil, Burning Airlines e Promise Ring.

O SDRE começou em Seattle, em 1992, quando Dan Hoerner (guitarra), Nate Mendel (baixo) e William goldsmith (bateria) tocaram alguns shows usando o nome Empty Set. Após saberem da existência de uma outra banda com o mesmo nome, eles pensaram em outros (Chewbacca Kaboom, One Day I Stopped Breathing) até se decidirem por Sunny Day Real Estate. Mas o SDRE ainda usou o nome One Day I Stopped Breathing para o seu selo independente, onde lançaram o single "Flatland Spider".
Logo depois, a outra banda de Nate Mendel (Christ On A Crutch) foi fazer uma turnê na Europa. Enquanto isso, Hoerner (que tocou baixo durante a ausência de Mendel) chamou um amigo, Jeremy Enigk (vocal/guitarra) que passou a tocar com eles. O trio trocou o nome da banda para Thief, Steal Me A Peach. Com o retorno de Mendel, os quatro decidiram continuar juntos e mudaram novamente o nome para SDRE. A banda compôs várias músicas novas e lançaram seu segundo single, chamado - adivinhem - Thief, Steal Me A Peach.

O segundo single chamou a atenção da Sub Pop que ofereceu um contrato a eles. Imediatamente, a banda entrou em estúdio para gravar seu primeiro álbum. O resultado foi "Diary", de 1994, elogiadíssimo pela crítica local. A banda logo encarou uma lotada agenda de shows e de imediato conquistou uma legião devotada de fãs. A turnê foi mais estressante do que a banda esperada e as tensões eram altas ao final da turnê. Enigk se converteu ao cristianismo ao final da turnê, e a mudança, adicionada ao clima tenso das viagens e shows, levaram a banda a se separar.
De modo a completar o contrato com a SubPop o mais rápido possível, o SDRE compilou material para "LP2", seu segundo álbum, regravando algumas músicas antigas (da época de Thief, Steal Me A Peach) e compondo material novo. "LP2" foi lançado em 1995 com o anúncio de que seria o último disco da banda.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Após o final das gravações, Nate Mendel e William Goldsmith entraram no Foo Fighters a convite de Dave Grohl. Goldsmith acabou saindo em 1996, descontente por Dave Grohl ter regravado parte da bateria no segundo álbum do Foo Fighters.
O agora religioso Enigk passou um tempo isolado numa fazenda, retornando depois com um álbum solo "The Return of the Frog Queen", com um som um tanto diferente do SDRE, acústico e orquestrado.
No entanto, a popularidade do SDRE no underground foi crescendo, os dois álbuns da banda (Diary e o elogiadíssimo LP2) eram bastante cultuados e o álbum solo de Enigk aumentou ainda mais o interesse do público pelo material da banda.
Dois anos depois do fim da banda, a SubPop ofereceu aos integrantes um projeto de uma coletânea de raridades. Como não havia muito material disponível, a SubPop pediu para que eles escrevessem músicas novas para preencher o disco. O processo de gravações correu tão bem que eles decidiram se reunir, e lançar um álbum totalmente novo. Mendel no entanto decidiu permanecer no Foo Fighters e então Jeff Palmer se tornou o baixista para o terceiro álbum da banda, "How It Feels to Be Something On". O disco mostrava o amadurecimento dos integrantes e foi bastante elogiado. Em pouco tempo, a banda se tornou a mais vendida do catálogo da SubPop, atingindo 80.000 cópias (um número excelente para os padrões atuais da SubPop). Após a turnê de divulgação do álbum, Palmer foi substituído por Joe Skyward.

Descontente com o contrato com a SubPop, a banda gravou um álbum ao vivo, simplesmente intitulado "Live" para cumprir o acordo com a gravadora. "Live" ajudou a preencher a distância entre o material antigo e o novo álbum, com novas versões para as músicas mais antigas. Depois disso, a banda assinou um novo contrato com a Time Bomb Recordings, e como um trio (Skyward participou apenas da turnê), lançou "The Rising Tide" em 2000.
O tempo passou e a banda foi morrendo aos poucos. Em 2002, Jeremy Enigk, William Goldsmith e Nate Mendel (este último continua no Foo Fighters também) se juntam novamente e formam uma nova banda, o The Fire Theft, cujo primeiro disco, auto-intitulado, foi lançado em 2003.

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