Rancid
Postado em 06 de abril de 2006
Por Everton Kill
Os amigos de infância, Tim Armstrong (vocal / guitarra) e Matt Freeman (baixo / vocal) começaram a tocar juntos quando ainda estavam no colégio, com o que mais tarde seria a banda Operation Ivy, uma das bandas punk mais influentes dos anos 80. Em 89, o Operation Ivy se separa e os dois passam mais de 1 ano tentando achar um baterista competente, até que desistem e resolvem apostar num skatista, colega de quarto de Tim, chamado Brett Reed. A aposta deu certo e em 1991, estava formado o Rancid. Logo depois, lançam pela Lookout! Records o primeiro single da banda, que impressionava por ser muito mais pesado e rápido do que o som o Operation Ivy. Não demorou muito para o trio assinar um bom contrato com a Epitaph Records.
Antes de começar a gravar o primeiro disco, Tim convida o guitarrista da banda Slip, Lars Frederiksen, para fazer parte do Rancid, mas ele recusa. Billie Joe, do Green Day também é convidado e aceita, mas por causa de seu talento discutível, sua passagem pela banda dura apenas um show. Então, o trio grava Rancid em 1993. O disco não mostrava um som pesado como no primeiro single, mas sim um "street punk" conduzido pelo baixo e com os vocais de Tim e Matt se alternando. A banda se torna um destaque do circuito underground americano e ainda em 93, depois de ver sua banda se separar, Lars Frederiksen volta atrás e se torna o segundo guitarrista do Rancid.
Em 1994, em apenas quatro dias de gravação, gravam o segundo disco do grupo, Let’s Go. Em seu álbum de estréia, Lars não se apresenta só como um bom guitarrista, mas também como um ótimo vocalista e a banda passa a ter 3 vocais dividindo as 23 faixas do disco, que mostra a banda começando a flertar com o ska. O disco acaba transformando o Rancid em um alvo interessante para a indústria fonográfica. A Epic chega a oferecer um contrato de 2 milhões de dólares, mas a banda recusa por ter que renunciar da liberdade criativa que o contrato com a Epitaph lhes dava.

Cada vez mais influenciados por ska, lançam em 95 ... And Out Come The Wolves, considerado por muitos como o melhor álbum da banda. "Time Bomb" e "Rubi Soho" se tornam hits no mundo todo e não param de tocar nas rádios e na MTV. "Maxwell Murder" chama a atenção por uma linha de baixo que acabou com a herança deixada por Dee Dee Ramone e Sid Vicious de que baixista de punk rock não precisa tocar bem. Com o anunciado fim dos Ramones e a estranhíssima volta "caça-níqueis" dos Sex Pistols, o Rancid é apontado pela crítica como "A Salvação do Punk Rock". Em 96, participam do Lollapalooza e fazem uma turnê muito desgastante, principalmente para Tim que estava cada vez mais viciado em álcool e cocaína.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Depois de um longo período de desintoxicação e algumas participações em tributos e compilações, Tim e o Rancid vão pra Jamaica começar a gravar seu álbum mais experimental. Life Won´t Wait é lançado em 98 e choca os fãs mais radicais da banda. O disco é carregado de baladas, com quase uma centena de convidados (incluindo Marky Ramone, fazendo alguns vocais), solos gaita, guitarras havaianas e tem as influências de reggae e ska sendo levadas ao extremo. O velho "street punk" é pouco lembrado e pela primeira vez, o vocal de Matt não é usado.
O ano 2000 marca a volta do Rancid à suas raízes. Com a banda entrosada, lançam Rancid (também chamado de Rancid #2 e Rancid 2000), que é, até agora, o álbum mais pesado da banda. Vocais gritados, com o som das guitarras bem sujo, solos intermináveis de baixo e a volta dos vocais de Matt marcam o disco. A influência de ska continua presente, mas em bem menos quantidade que no disco anterior.

Em 2001, a banda diminui a intensidade das turnês para Lars poder se dedicar ao seu projeto solo, o Lars Frederiksen & The Bastards, enquanto Tim e Matt tentam reunir o Operation Ivy para uma turnê, mas sem sucesso.
Em 2002, aceitam um convite para gravar um Split com o NOFX e o cd se torna um item clássico para os fãs, com as bandas tocando somente versões para músicas da outra. Gravam também uma versão do clássico, "Sheena Is A Punk Rocker" dos Ramones para o álbum tributo produzido por Rob Zombie, chamado We’re a Happy Family. No final de 2002, Tim grava e lança o álbum de um antigo projeto seu, chamado The Transplants. O disco conta com o baterista do Blink 182, Travis Barker e o som é uma grande e até interessante, mistura de punk rock, ska e rap.

E depois de 3 anos sem um lançamento oficial e em meio a um monte de boatos que a banda assinaria com algum grande selo, o Rancid lança Indestructible, no fim de 2003. O disco apresenta um som muito próximo ao seu maior sucesso em vendas ... And Out Come The Wolves, só que variando mais o estilo das músicas e mostrando uma clara evolução de seus músicos, mas tudo isso sem perder as características únicas da banda.

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
A condição de Ricardo Confessori pra aceitar convite de Luis Mariutti: "Se for assim, eu faria"
A curiosa lista de itens proibidos no show do Megadeth em São Paulo
A banda de abertura que fez Ritchie Blackmore querer trocar: "Vocês são atração principal"
Dez músicas clássicas de rock que envelheceram muito mal pelo sexismo da letra
Bangers Open Air inicia venda de ingressos para 2027; confira possíveis atrações
Astro de Hollywood, ator Javier Bardem fala sobre seu amor pelo Iron Maiden
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
A música do The Police em que Sting se recusou a tocar: "Enterrou a fita no jardim"
A banda de metal que Lars Ulrich disse que ninguém conseguia igualar: "Atitude e vibração"
O clássico lançado pelo Metallica em 1984 que revoltou os fãs: "Eles surtaram"
"Exageraram na maquiagem em nós": Chris Poland lembra fotos para álbum do Megadeth
Guns N' Roses supera a marca de 50 shows no Brasil
A opinião de Renato Russo sobre o sucesso dos Mamonas Assassinas
Qual é a visão política do Ultraje a Rigor, segundo o guitarrista Marcos Kleine
A banda Grunge que era a preferida de todos os headbangers, conforme Ellefson
O grunge não inventou o rock pesado - apenas chegou primeiro à MTV
E se cada estado do Brasil fosse representado por uma banda de metal?
Jaco Pastorius: um gênio atormentado
Para entender: o que é rock progressivo?

