Sergio Dias
Postado em 06 de abril de 2006
Por Dárcio Júnior
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Sérgio Dias Baptista nasceu em São Paulo, no primeiro dia de dezembro de 1950. Seu nome confunde-se com a história da guitarra no Brasil, pois além de ser um pioneiro, é um virtuoso reconhecido internacionalmente.
Serginho, como é popularmente conhecido, iniciou seu aprendizado do violão aos onze anos com o irmão Cláudio César que lhe ensinou o tema de Bonanza. A partir daí evoluiu de tal maneira que aos treze anos decidiu abandonar os estudos e se dedicar exclusivamente ao instrumento, dando aulas particulares e entrando no conjunto Six Sided Rockers, o embrião dos Mutantes, juntamente com seu irmão Arnaldo e Rita Lee. Ficaram famosos os duelos que fazia nessa época com os guitarristas da cidade que invariavelmente saiam batidos após árduo embate, como o hoje famoso violonista André Geraissatti.

Em sua estadia na Itália, em 1978, foi convidado para participar da banda de Eric Burdon e da italiana Area, mas devido ainda a sua fidelidade à banda, não aceitou o convite, que poderia ter-lhe aberto as portas para uma carreira internacional.
Após a fase Mutantes, Sérgio tornou-se músico de estúdio participando de gravações antológicas como em "Terra" com Caetano Veloso, "Não Chore Mais" com Gilberto Gil, "Naquele Tempo" e "Rua Ramalhete" com Tavito, entre as muitas que gravou.
Em 1980, gravou seu primeiro álbum solo chamado "Sérgio Dias". Nesse trabalho tentou pegar um público mais amplo gravando grandes variedades de gêneros como o funk "Não Quero Ver Você Dançar", o reggae "Ai Pirada", o samba "Corações de Carnaval", as pops "O Grão" e "Harigatô-Harakiri", a jazzistica "Brazillian New Wave", além das progressivas "Ventos Cardíacos", "Eunice", "Cromática" e "Tô Sérgio", esta uma pequena homenagem do violinista L. Shankar a Sérgio. O álbum contou com as presenças estrelares de Caetano Veloso, Gal Costa e Jane Duboc além de um estupendo elenco de músicos entre os quais Márcio Montarroyos, Luciano Alves, L. Shankar, Fernando Gama e parcerias como Caetano Veloso, Nelson Motta e Paulo Coelho. Apesar de tudo isso, o álbum não alcançou o sucesso que Sérgio esperava, e, devido a esse fato resolveu tentar a sorte na América indo morar em New York. Ele passou praticamente toda a década de oitenta vivendo seis meses lá e seis meses no Brasil, fazendo eventualmente shows e gravando discos, geralmente de trilhas sonoras.

Em 1987 fez um espetáculo todo jazzistico que ficou em cartaz no bar "Jazz Mania", no Rio de Janeiro, acompanhado de um grupo de músicos de primeira como o tecladista José Lourenço, o baterista Jurim Moreira, o baixista Tony Mendes e no sax Paul Liberman.
Em 1988 fez a trilha sonora do filme Johnny Love cujo astro principal foi o indefectível Maurício Mattar. No disco o vocal principal é dividido entre Sérgio e uma vocalista chamada Mariza Belmont. Este trabalho gerou um show que fez Sérgio voltar a suas origens roqueiras e entre os músicos que acompanharam a temporada de duas semanas no teatro Tereza Rachel, no Rio de Janeiro, estava de volta um velho companheiro, Rui Motta na bateria e com a presença de uma vocalista que roubou o show, uma loirinha espevitada com uma voz maravilhosa que ninguém conhecia mas que após uns dois anos ficou muito conhecida na "terra brasilis". Seu nome era Deborah Blando.
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Um ano depois foi a vez de "Mind Over Matter" que todo em inglês, apresentou como bônus track no seu relançamento em cd a regravação de "Cidadão da Terra", clássica progressiva do álbum "Tudo Foi Feito Pelo Sol", dos Mutantes, com quase todos os integrantes do grupo na época, como Túlio Mourão nos teclados e Rui Motta na bateria, além da singela homenagem ao irmão Arnaldo em "Surrender".
Participou do Nescafé & Blues Festival, em 1996, com uma apresentação em grande estilo em que houve o lançamento no Brasil do cd "Mind Over Matter".
Em 1997 foi gravado na África do Sul o álbum "Song Of The Leopard.

No ano de 1998, Sérgio, com a intenção de lançar um álbum totalmente voltado para o jazz, decidiu gravar as apresentações que faria no "Jazz Mania", Rio de Janeiro. Sem maiores explicações o projeto apesar de gravado acabou sendo engavetado.
Sérgio vive hoje em Petrópolis, Rio de Janeiro, onde tem um estúdio de gravação para jingles.
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