Blue Cheer: os inventores do Heavy-Metal?

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Por Marcos A. M. Cruz
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Tenho um velho amigo que mantinha, há muitos anos, uma pequena lojinha de discos, que era o "ponto de encontro" dos malucos em geral, onde vez por outra aparecia alguém ainda mais maluco trazendo consigo (des)informações (muitas vezes absurdas, mas que rendiam um bom papo-cabeça), ou algum material que era desconhecido da galera, pois na época do bolachão as coisas eram bem mais difíceis que nos tempos atuais, onde é possível arrumar qualquer coisa - afinal, se saiu um dia, alguém têm, e na pior das hipóteses se consegue um "genérico" (leia-se CDR). Aliás, este meu amigo, fã roxo do LED ZEPPELIN, com certeza irá aparecer outras vezes por aqui, haja visto co-protagonizar episódios pitorescos que servirão de "gancho" para algumas matérias, ao mesmo tempo em que lhe presto uma espécie de homenagem, pois embora tecnicamente falando esteja vivo, certos excessos surrupiaram-lhe boa parte dos neurônios...

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Mas eis que, numa bela tarde de sábado, apareço na loja para marcar ponto, e dentre os visitantes habituais, me deparo com um sujeito meio baixinho, gordinho e com um bigodinho mexicano (só faltou o sombrero), que falava desembestadamente, ao mesmo tempo em que dava impressão de estar nos encarando de cima para baixo, como se a afirmar sua superioridade perante nós, pobres mortais, que não desfrutávamos de tamanha sapiência e conhecimento...

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Explico melhor: acontece que o tal mexicano fake de nariz empinado afirmava ser possuidor de uma coleção de não sei quantos discos (5.000? 8.000? Não lembro ao certo, mas era algo assombroso para a época), que havia viajado o mundo inteiro, que conhecia fulano, sicrano e bertano pessoalmente, e não sei o que mais.

Como quantidade não é sinônimo de qualidade, me imiscui na conversa, e curioso, perguntei-lhe: "mas que tipo de discos você têm?"

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Mantendo o ar blasé, ele respondeu sem me dirigir o olhar: "Meu negócio é Rock paulêra, tenho tudo que você conhece e muito mais. E só importado, que disco brasileiro não presta!"

Putzgrila!!! Vá lá que o indivíduo fosse realmente o Rei da Cocada, mas na hora senti vontade de arrancar fio por fio do bigodinho com uma pinça, pois se há uma coisa que acho ridícula são pessoas que se auto-intitulam o máximo do máximo (como já disse em outras ocasiões, não sou dono da verdade, tampouco pago aluguel), e o pedantismo do cara era algo digno de figurar no Guinness Book...

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Mas como me valho da diplomacia até o último momento, só parto para a violência se for para me defender (ao contrário de certa autoridade máxima de um determinado país da América do Norte), decidi tentar trocar idéia civilizadamente com o sujeito, objetivando absorver um pouco de seu "conhecimento", pois até então estava levando-o a sério.

Humpf! Nunca ouvi tanta asneira em tão pouco tempo, o cara era realmente um maluco completo, e a gota d'água veio quando meu amigo colocou para rolar uma fitinha K7 que eu havia levado com minha então última aquisição, que era o "Vincebus Eruptum" do BLUE CHEER, e o maluco exclama: "Cara, muito legal este disco da Janis!".

"Hããã???", perguntei, e ele respondeu: "Comprei este disco aí da Janis numa loja na Austrália, minha prensagem é original inglesa blá-blá-blá...".

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"Ah, sim, claro!", respondi, e em seguida emendei: "Muito legal mesmo este disco - sabia que é Hendrix quem está na guitarra?", e pouco tempo depois estávamos discutindo sobre a influência dos Círculos Megalíticos de Stonehenge na Cosmologia Universal, e outros temas similares...



Pode parecer estranho afirmar que um álbum com pouco mais de meia hora de duração, e tendo quase metade deste tempo ocupado por versões, seja considerado "essencial". Mas o que conta no "Vincebus Eruptum", trabalho de estréia do BLUE CHEER, é o pioneirismo de ter sido considerado um dos primeiros discos de "Heavy Metal" da história, definição que particularmente não concordo, pois em minha opinião o que eles faziam era uma espécie de Blues-Rock amplificado, recheado de wah-wah's e distorcido até o limite do possível e imaginável, sem se importar muito com a técnica propriamente dita, ao contrário do THE JIMI HENDRIX EXPERIENCE, CREAM e THE WHO.

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Além destes três, é certo que na época já existiam bandas experimentando sonoridades mais radicais, como por exemplo THE TROGGS, e em relação a riffs "pesados", desde 1964 o pessoal do THE KINKS já vinha tocando "You Really Got Me". Mas no quesito "esporro sonoro", sem dúvida o BLUE CHEER deixa todos os citados a anos-luz de distância, e ainda por cima antecede dois luminares do gênero, que são o MC5 e o STOOGES.

Por outro lado, é curioso notar que, indo totalmente na contramão da história, enquanto as bandas se tornavam mais pesadas e esporrentas, o BLUE CHEER foi cada vez mais suavizando suas composições, a ponto de seus trabalhos de 1969-71 serem extremamente "polidos", em comparação com os dois primeiros, parecendo de fato se tratar de outro grupo.


Tal mudança de direcionamento musical é justificada quando constatamos que do power-trio original, formado por Leigh Stephens (guitarra), Paul Whaley (bateria) e Dickie Peterson (baixo e vocal) apenas este último permanecera, tendo a banda atravessado inúmeras formações diferentes em apenas quatro anos.


Já faz algum tempo que Peterson vêm dizendo que pretende lançar um livro contando detalhes sobre as turnês do BC, onde de acordo com ele ocorriam os fatos mais pitorescos possíveis. Enquanto tal livro não sai, vamos ver um pouco da história do grupo, compilada a partir de diversas fontes, vez por outra contraditórias entre si.


Algumas imagens aqui constantes foram extraídas do website oficial, que infelizmente não relata praticamente nada sobre a trajetória da banda, formada no ano de 1967 em São Francisco, e contando originalmente com seis integrantes (um tecladista e um gaitista, cujos nomes se perderam no tempo, além de Jerre Peterson, irmão de Dickie, na guitarra-base).

Metade do sexteto não aguentaria o tranco da primeira turnê, deixando para trás os três remanescentes (Stephens, Whaley e Peterson), que decidem a partir de então amplificar ainda mais o volume de suas apresentações, ao mesmo tempo em que adotam o nome BLUE CHEER, inspirado num potente tablete de LSD que circulava por lá naqueles tempos, e que teria, de acordo com a lenda, sido criado pelo químico Owsley Stanley, coincidentemente ou não um dos "patronos" da banda (anteriormente ele havia trabalhado com o GRATEFUL DEAD).


Existe uma outra versão que diz que, na realidade, o nome do grupo foi inspirado num sabão em pó(!) que existia no mercado americano na década de 50 (foto ao lado).

Stanley mantinha relações com o pessoal do Hell's Angels, e por seu intermédio o grupo acabou sendo "adotado" pelos motoqueiros, a ponto de ter sido a companheira de um deles, Nancy Winarick, quem bancou o primeiro registro sonoro do BC, um tape com três canções, gravado num estúdio local.

(Nancy era companheira de Allen "Gut" Turk, tatuador, artista plástico, velejador e "montador de Harleys", que seria o responsável pela arte gráfica dos dois primeiros álbuns da banda).

Uma cópia deste tape histórico (que aparentemente não sobreviveu até os dias de hoje, sequer os integrantes dizem tê-lo) acabaria indo parar nas mãos de Abe "Voco" Kesh, disc-jóquei de uma rádio em São Francisco, que não somente o tocaria em seu programa, mas acabaria por se oferecer para empresariar o grupo, tendo conseguido firmar um contrato com a gravadora Mercury Records.

Com isto, eles registram seu primeiro álbum, tendo Abe assinado como produtor, embora se diga que sua única contribuição neste sentido tenha sido o fato de ter cortado quase dois minutos de "Summertime Blues", para que a canção se encaixasse no padrão radiofônico na época.


Lançado em janeiro de 1968, junto com um compacto com "Summertime Blues" e "Out of Focus", o "Vincebus Eruptum", traz seis faixas, sendo três composições de Peterson e três versões - "Rock Me Baby", "Parchment Farm" e a já citada "Summertime Blues", cujo riff inicial foi roubado descaradamente de "Foxy Lady", de JIMI HENDRIX.

Analisado friamente, as músicas diferem entre si quase que somente nas introduções, e se tratam de uma mera desculpa para uma espécie de jam-session caótica e atonal, executada com muitíssimo vigor por um guitarrista que compensava sua deficiência no instrumento com altíssimas doses de distorção (sem usar nenhum pedal de efeito!), um vocalista que aparentava estar no limite de suas cordas vocais, ao mesmo tempo em que mantinha basicamente os mesmos acordes de baixo, e um baterista que "socava" sua bateria com muita fúria.

Tal fúria era tão intensa, que Pete Townshend confessaria ter ficado assustado com a banda, que abriu um show do THE WHO na Califórnia, em 21 de fevereiro de 1968.


Por isso seu sucessor, o "Outsideinside", de agosto de 1968, é considerado por alguns como a obra prima do BC, pois apesar de ainda ser "esporrento", traz uma boa dose de psicodelismo, além de um excelente trabalho de bateria de Whaley, que não transparecia no anterior, principalmente na instrumental "Magnolia Caboose Babyfinger", e na releitura de "(I Can't Get No) Satisfaction", do ROLLING STONES, que ganhou uma roupagem tosca e demente, impossível deixar de balançar a cabeça ao ouvi-la...


Boa parte do álbum foi gravada ao vivo ao ar livre, daí o título (Outside = "fora de" / inside = "dentro de"), novamente sob a produção de Abe "Voco" Kesh, que confessaria mais tarde não entender patavinas do ramo...


Embora viessem fazendo um relativo sucesso local (impulsionado principalmente pelo comparecimento em massa dos companheiros do Hell's Angels em seus shows), surgiram atritos entre Peterson e Stephens, com o primeiro querendo mudar o direcionamento musical do grupo, resultando na saída do guitarrista, substituído por Randy Holden.


Holden, que vinha do OTHER HALF, registraria apenas três sons com a banda ("Peace Of Mind", "Fruit & Icebergs" e "Honey Butter Lover"), e logo após uma turnê, decide cair fora, aparentemente devido à questões financeiras (o músico não teria recebido um centavo para fazer tal turnê). Em seu lugar ingressa Bruce Stephens, egresso do MINT TATTOO, que traz consigo Ralph Burns Kellogg e Gene Estes, respectivamente tecladista e percussionista.


Com isto, é lançado em março de 1969 o "New! Improved! Blue Cheer", com uma produção "de verdade" feita por Milan Melvin, trazendo no lado B as três canções registradas por Randy, daí a diferença gritante entre um lado e outro do disco, pois estas últimas contam apenas com guitarra, baixo e bateria, ao contrário das demais.


Estranhamente Randy não aparece nas fotos do disco (represália?), que conta, em algumas edições digitais, com duas canções de bônus, lançadas somente num compacto da época: "All Night Long" e "Fortunes", esta última uma versão não creditada de "Fortune Teller".

Apesar de ainda trazer resquícios da fúria dos dois primeiros álbuns (principalmente nas faixas com Randy), o "New! Improved!..." está bem distante de ambos, até porquê neste época o BC já havia perdido seu posto de "banda que tocava mais alto ao vivo", a ponto de ter sido derrotado pelo THE LITTER (que futuramente aparecerá aqui nesta coluna) numa espécie de "competição" realizada em Chicago.


A partir daí, a banda atravessaria inúmeras formações diferentes até 1971, tendo lançado outros três álbuns: o "Blue Cheer", em dezembro de 1969, já contando com outro baterista, Norman Mayell, no lugar de Stephens, embora este último tenha sido o autor de três faixas, e algumas fontes afirmarem que ele participe das mesmas.


Em seguida vêm "The Original Human Being", lançado em setembro de 1970, trazendo um BLUE CHEER totalmente descaracterizado em relação aos seus primeiros trabalhos, a ponto de contar com uma penca de convidados, a saber: Gary Yoder na guitarra e vocal, Jack May na guitarra, Doug Kilmer no baixo, William Truckaway no sintetizador, Martin Fierro, Frank Morin e Mel Martin no sax, Pat O'Hara no trombone(!) e Bill Atwood no trumpete.


Por último, "Oh! Pleasant Hope", canto de cisne da primeira fase do grupo, que saiu em abril de 1971, trazendo a banda consolidada em Peterson no baixo, Gary Yoder nas guitarras, Ralph Burns Kellogg nos teclados e Norman Mayell na bateria, além de novamente contar com inúmeros músicos convidados: Richard Peddicord, Kent Housman, Dehner Patten e Jack May nas guitarra, Jim Keylor e Doug Kilmer no baixo, William Trukaway nos teclados, Bob Gurland no trumpete e Ronald Stallings no sax. Ao contrário dos anteriores, que ainda trazem algum resquício dos primeiros álbuns, NENHUMA faixa deste disco lembra nem de longe aqueles petardos...


Devido à profusão de integrantes que passaram pelas fileiras do BC, seria impossível relatar todos seus trabalhos aqui neste espaço, por isso vamos nos ater somente ao power-trio original.


Paul Whaley anteriormente chegou a gravar com uma banda chamada THE OXFORD CIRCLE, que registraria apenas um compacto em 1966, e anos mais tarde (1988) ganharia da gravadora Big Beat uma compilação chamada "Live At The Avalon '66", trazendo faixas ao vivo e sobras de estúdio, além das músicas do tal compacto.


Dickie Peterson, que antes havia tocado com Jerri e Danny Mihm (FLAMIN' GROOVIES), freqüentemente é citado como tendo sido baterista do lendário THE KINGSMEN (lembram-se de "Louie, Louie"?), mas, na realidade, não têm nada a ver, trata-se apenas de um homônimo. Posteriormente, já no final da década de noventa, lançaria dois trabalhos solo, "Child Of The Darkness" em 1998 e "Tramp" em 1999 (gravado ao vivo entre 1995-1996).


Já Leigh Stephens, assim que saiu do BC, lançou o "Red Weather", ainda no início de 1969, que traz Ian Stewart e Nicky Hopkins nos teclados. Em 1970, é a vez do "Silver Metre", junto com Pete Sears e Mick Waller (este último egresso do JEFF BECK GROUP), álbum que conta com três covers de ELTON JOHN.


No final do mesmo ano, é a vez do "And A Cast Of Thousands", que além de trazer Sears e Waller, conta com uma infinidade de convidados especiais - dentre eles, Glenn Cornick, do JETHRO TULL.


E, ainda em 1971, Leigh monta o PILOT, junto com Mick Waller e Bruce Stephens (aquele mesmo guitarrista que entrara no BC em 1968), além de diversos outros músicos, com o qual lança dois álbuns, um auto-intitulado e outro chamado "Point of View", já em 1973.


Em 1998 sai "Chronic With A K - Ride The Thunder", sua última aparição no ramo musical, já que atualmente está atuando como designer em diversas áreas, conforme pode ser visto em seu website.


Em 1979, Peterson tenta em vão remontar o grupo, mas o projeto não deslancha. Somente cinco anos mais tarde é que ele conseguiria trazer à tona novamente o então já lendário power-trio com 2/3 da formação original, pois convence o baterista Paul Whaley a aderir ao projeto, tendo na guitarra Tony Rainier.


E em fevereiro de 1985 sai finalmente o álbum que marca o retorno do BC, apropriadamente chamado "The Beast Is Back", trazendo re-releituras um tanto quanto "Heavy-Metal" (cortesia dos riffs do guitarrista) de "Summertime Blues", "Babylon", "Out Of Focus" e "Parchment Farm", além de algumas faixas inéditas, grande parte de autoria de Rainier.

Existe também uma versão de "Boney Maroney" destas sessões de gravação, que foi editada somente numa compilação com diversas bandas, mas que pode ser encontrada em MP3 nos "file-sharing" por aí...


Porém, esta formação dura poucos meses, e Peterson passa os próximos quatro anos excursionando com diversos músicos, embora sempre utilizando o nome BLUE CHEER. Uma destas inúmeras formações, que era Peterson no baixo e vocal, Andrew McDonald na guitarra e vocal e Dave Salce na bateria, foi imortalizada no "Blitzkrieg in Nüremberg', gravado ao vivo na Alemanha em outubro de 1988, e lançado em meados de 1989, um bom trabalho, que resgata um pouco da atmosfera caótica dos primeiros álbuns, embora ironicamente só conte com Peterson daquela formação clássica.


McDonald participaria também do "Highlights And Lowlives", de 1990, que marca o retorno (mais uma vez) do baterista Paul Whaley, e mantém a mesma linha "pesada" dos trabalhos pós-70's, tanto que a primeira faixa ("Urban Soldiers") chega a lembrar bastante o AC/DC! Porém, em outras, tal como na versão de "Hoochie Coochie Man", novamente temos o blues-pesado-distorcido que imortalizou o grupo, naturalmente numa roupagem mais "moderna".


Em 1992 é a vez do "Dining With The Sharks", já com o guitarrista Dieter Saller, trazendo também a participação especial do velho conhecido Bruce Stephens e de Tony McPhee (GROUNDHOGS), que cuida do slide. O álbum, último de estúdio do grupo, se encerra com - vejam só - uma releitura da música cujo riff inspirou a introdução da primeira faixa do primeiro disco: "Foxy Lady"...



Dizem que o lendário Bill Graham teria gravado alguns shows do BLUE CHEER em seus teatros, porém os dois discos ao vivo lançados em 1996 infelizmente não contam com boa qualidade sonora: o primeiro foi o "Live & Unreleased '68/'74", com três faixas registradas no Steve Allen Show (programa televisivo dos EUA) em 1968, além de várias outras sobras de estúdio gravadas em 1974 por Dickie Peterson (baixo, vocal), Reuben De Fuentes (guitarra), Terry Rae (bateria) e Jerre Peterson (guitarra e vocal), este último aquele irmão de Dickie que tocou no BC bem no início de carreira.


Em seguida foi a vez do "Live At San José Civic Centre & More", que compila outros três shows de 1968; um deles, gravado no "The Matrix" de São Francisco, possui uma das piores qualidades sonoras que já ouvi na minha vida, só vale mesmo pelo registro histórico.


O último trabalho inédito do grupo até o momento se trata do "Hello Tokyo, Bye Bye Osaka", lançado em julho de 1999, que traz alguns registros feitos durante uma turnê pelo Japão no mesmo ano (junto com o DEVIANTS, banda que deu origem ao PINK FAIRIES, que também será tema de uma das próximas edições desta coluna), contando com Peterson, Whaley e McDonald. Algum tempo depois, Peterson chegou a anunciar que estaria preparando material de estúdio para um novo álbum do BC, mas aparentemente seus projetos não vingaram, e ele acabou ingressando na HANK DAVIDSON BAND, além de lançar os dois álbuns solo citados anteriormente, e se apresentar ao lado de seu irmão Jerre (que viria a falecer em 9 de agosto de 2002).


Em 2000, é a vez de um tributo chamado "Blue Explosion - Tribute to Blue Cheer", com bandas ditas "Stoner" reverenciando os mestres - clique aqui para ver mais detalhes e ouvir alguns trechos em MP3.


De modo geral, os discos lançados pelo grupo entre 1969-71 são recomendados somente para quem gosta das bandas Folk/Psicodélicas do final da década de sessenta, pois seus trabalhos aliam tais estilos com algumas pitadas de Blues, Pop e até da "Country Music" dos EUA; já os álbuns posteriores vão agradar somente aos fãs roxos do BC, e que tenham predisposição a ouvir um som mais "pesado".

Mas quem ainda não conhece absolutamente nada do BLUE CHEER, e têm um mínimo de interesse pela história do som "pesado", seja lá em que vertente for, digo enfaticamente: vá correndo batalhar uma cópia dos dois primeiros álbuns, coloque para rolar o "Vincebus Eruptum" bem alto e cante junte com Peterson:

"Lord I got to raise a fuss, Lord I got to raise a holler
I been working all summer just to try and earn a dollar
Lord I tried to call my baby, I tried to get a date
Sometimes I wonder what I'm a-gonna do
Lord there ain't no cure for the summertime blues"

Se preferir, posso mandar um certo "mexicano" lhe fazer uma visita, levando consigo um disco raro da Janis...

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