Dave Matthews Band - Lillywhite Sessions

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Por Rodrigo Simas
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O que dizer sobre a Dave Matthews Band? Alguns dos melhores músicos do planeta, que conta com uma formação um tanto diferente para uma banda de rock (um vocalista/violonista/guitarrista, um baterista, um saxofonista, um violinista e um baixista), com alguns dos melhores CDs já lançados na história da música, chegando a recordes de 30 milhões de cópias vendidas só nos EUA.
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Quem conhece e gosta da banda sabe exatamente o que estou falando e muito mais, porque existem pouquíssimas bandas no mundo que conseguem ter fãs tão leais e que se emocionem tanto com suas músicas.

O disco “Before These Crowded Streets” foi um marco na história da DMB, e marcou sua máxima evolução instrumental, fazendo a banda chegar a seus extremos, muito mais denso que os anteriores (escutem “The Stone” e “Don’t Drink The Water”), muito mais pesado que os anteriores (“The Last Stop” e “Halloween”), muito mais feliz que “Crash” e “Under The Table” (ouça “Stay” ou “Rapunzel” ) e até mesmo mais apaixonante que nunca, com pérolas como “Crush” e “Pig” .

Após uma turnê desgastante Dave Matthews e cia se voltaram para gravação de mais um disco na sua cidade natal Charlottesville. O produtor escolhido mais uma vez foi Steve Lillywhite, que produziu seus outros álbuns lançados pela RCA.

A ansiedade para ouvir alguma coisa nova vinda da DMB era enorme, e todos se perguntavam se eles realmente conseguiriam evoluir depois de “Before These Crowded Streets”. Depois de algum tempo na gravação do que seria o novo disco de estúdio, sempre adiando o lançamento do tão esperado CD, uma turnê foi marcada no meio das gravações, a DMB foi para a estrada e, para satisfação dos fãs, começou a tocar várias músicas do futuro lançamento. Estávamos ouvindo pela primeira vez maravilhas como “Grey Street”, “Raven”, “JTR” e “Bartender” (na sua versão final).

Nesta época Dave Matthews declara que estava passando por uma fase complicada de depressão e que as novas composições estavam refletindo seu estado, e não era sua intenção lançá-las. Correm boatos que a própria gravadora estava pressionando a banda, pois queria uma nova “Tripping Billies”. Com isso, Dave vai ao encontro do produtor Glenn Ballard (que já trabalhou com grandes nomes do pop mundial, como Alanis e Michael Jackson) para tentar escrever alguma música que se encaixasse melhor no disco e que não tivesse o clima pesado apresentado nas outras composições.

A parceria deu tão certo que o vocalista achou melhor dispensar o produtor Steve Lillywhite e “engavetar” as 12 músicas que estavam sendo gravadas em Charlottesville. Em um período de 2 semanas todas as 12 novas composições que iriam representar o disco “Everyday” estavam prontas.

O resto todo mundo sabe: a DMB passou rapidamente pelo Brasil em janeiro de 2001 para se apresentar no Rock in Rio 3 e logo após isso lançaram o esperado novo disco. “Everyday” chegou nas lojas do mundo todo e na sua primeira semana subiu ao topo da billboard vendendo quase 1 milhão de cópias em apenas 7 dias. “I Did It” (primeiro single) infestava as rádios e teve o maior índice de “downloads” que o Napster já viu.

Porém nem tudo estava perfeito. Os fãs fiéis perguntavam: onde está a verdadeira DMB? “Everyday” se mostrou muito pop, chegando a soar muito comercial em diversas músicas (coisa que a Dave Matthews Band, mesmo fazendo muito sucesso, nunca seguiu nenhuma tendência ou fez músicas puramente comerciais, muito pelo contrário), não representando uma banda que tem músicos como Carter Beauford, considerado um dos melhores bateristas de todos os tempos. Onde estavam os solos de violino? Onde estavam as jams intermináveis? Onde estavam as texturas criadas por Leroi Moore com seu sax? Ninguém sabia exatamente o que, mas com certeza faltava alguma coisa na DMB.


Com isso os fãs começaram a se perguntar onde estariam as músicas gravadas com o ex-produtor Steve Lillywhite. Onde estavam aquelas músicas (“Grey Street”, “Raven”, etc...) que muitos fãs já haviam se apegado e esperavam ouvi-las. Por algum acaso ou sorte, alguém (até hoje não se sabe), liberou as versões das 12 composições gravadas pela banda com o ex-produtor Steve Lillywhite na internet com o nome de Lillywhite Sessions.

As 12 músicas se mostravam inegavelmente depressivas, mas com qualidades surpreendentes, mostrando o verdadeiro espírito da DMB. As já famosas Lillywhite Sessions começam com a arrastada “Busted Stuff”, com uma letra simples em comparação ao habitual de Dave Matthews, mas com ritmo e melodias muito boas. Mas é com “Grey Street” que o CD realmente começa a impressionar. Pesada, no típico estilo que fez a Dave Matthews Band ser o que é hoje, com melodias marcantes, um esculacho instrumental, e Dave fazendo o que faz melhor, se emocionando, gritando e expondo todas suas emoções, com uma letra maravilhosa (“if you don’t see your heaven, don’t convince yourself you’re done, just ‘cause the things around you seem heavy, doesn’t mean you can give up this ground”) e com um refrão perfeito.


“Diggin a Ditch”, a terceira e uma das mais depressivas do disco (“cause i’m digging a ditch where madness gives, digging a ditch where silence lives”) mostrando a fase pela qual Dave Matthews passava , é marcada principalmente pela bateria de Carter Beauford, que consegue dar personalidade a uma música que inicialmente seria bem simples. “Sweet Up and Down” levanta de novo o astral, com seu ritmo contagiante que com certeza será um ponto alto nos shows da banda com solos de violino e muita energia.

“JTR” é outro ponto alto, chegando ao ápice no seu fim, onde a banda entra em uma jam de 2 minutos, abrindo espaço para “Big Eyed Fish”, com uma das melhores linhas vocais feitas pela DMB e uma letra triste, porém muito bem sacada e até engraçada do seu próprio jeito.

“Grace is Gone” é a faixa mais lenta das Lillywhite Sessions, uma balada de cowboy (Dave sempre fala dela sendo uma cowboy’s song), também mostrando a fase ruim pela qual Matthews passava (“scuse me please, one more drink, could you make it strong ‘cause I don’t need to think, she broke my heart, my grace is gone”). “Captain” é uma composição antiga da banda, e era tocada geralmente em shows acústicos, mas que aparece aqui em uma versão nova, melhorada e muito bonita.

A nona música, o épico “Bartender” também é outra composição antiga da banda, trabalhada exaustivamente durante anos (já teve até outros nomes como “Reconcille Your Differences”) e durante vários shows, para chegar a essa nova versão. Impossível não se empolgar com seu refrão, com sua letra forte e com as vocalizações de Dave Matthews, que dá uma aula de interpretação.

“Monkey Man” e “Kit Kat Jam” eram as duas músicas mais obscuras dessas Lillywhite Sessions. Eram as duas que pouco se havia falado, não tinham sido tocadas em lugar algum e nem seus nomes tinham sido muito divulgados. Mas elas não decepcionam de jeito nenhum. Com um ritmo meio “funkeado” , um instrumental muito bem balanceado e passagens muito bem sacadas elas preparam o terreno para “Raven”, que fecha o CD. Linda, não tenho outro adjetivo para falar dela. Todo feeling de Matthews está nessa faixa que finaliza o que seria mais um grande disco da Dave Matthews Band.

Logicamente todas músicas não se apresentam como elas seriam se o CD fosse realmente lançado oficialmente. E ainda faltam, para algumas, detalhes na gravação/produção. As duas faixas que estão totalmente finalizadas são “Diggin a Ditch” e “Bartender”, mas todas as outras se encontram próximo do ideal.

Muitos sites de fãs na internet tem as Lillywhite Sessions para download e depois da grande repercussão que elas causaram (por semana nos EUA são contados 70 mil downloads do CD), os próprios membros da Dave Matthews Band deram diversas entrevistas falando bem das músicas e que elas só não foram lançadas por que ainda não era sua hora. Existem planos de regrava-las e de lançar um DVD ao vivo da última turnê até o fim do ano com algumas das músicas presentes da Lillywhite Sessions. Assim esperamos.

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Sobre Rodrigo Simas

Designer, carioca e tricolor. Começou a ouvir música aos 11 anos, com Iron Maiden, Metallica e Rush. Tem como hobby quase profissional, a música. Além de produzir shows e eventos, trabalhou por 5 anos em loja especializada em Heavy Metal, e já escreveu para alguns sites e revistas de música. Hoje escuta de tudo um pouco, e cada vez mais descobre que existem apenas dois tipos de música: a boa e a ruim, independente do estilo. Bandas e artistas favoritos: Dave Matthews Band, Peter Gabriel, Rush, Iron Maiden, Led Zeppelin, Ben Harper, Radiohead, System of a Down... e a lista continua…

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