Dëmon Haunt: De extremo agrado, agressivo e corrosivo
Resenha - Dëmon Haunt - Dëmon Haunt
Por Pedro Hewitt
Fonte: Full Rock
Postado em 16 de dezembro de 2020
Há quem diga que o cenário nordestino deu uma parada ou quem lembre de poucas bandas como referências, mas sempre observei que sempre houve nomes fortes que despontam todos os dias no Metal, Punk, ainda mais diante a pandemia que assolou o mundo, seja em diversos gêneros de Metal que possa curtir, infelizmente há pessoas que se perderam no passado ou que não aceitam a realidade das atualizações, na minha opinião que nenhum deles quer renegar, como alguns fãs mais radicais de nosso país teimam em fazer, por conta de pensamentos radicais extremados ou nada agradáveis.
E quando tratamos de cenário interessante, podemos citar Pernambuco, alguns nomes são pontos comuns, e um que surgiu de uma vez pra mim por meio de ótimos comentários e reunião de festival local é o Demön Haunt.
Por ser um projeto one-man-band, é claramente investido um Thrash/Punk muito cru, direto e ríspido nos moldes mais conhecidos, que em nada lembra a banda onde seu fundador toca, mas que ao mesmo tempo, tem vigor e soa com referências padrões do Metal 80' e nacionais como Arma, Tümülo e Flagelador (Nos primeiros lançamentos), pois apesar da intensidade, parece que eles queriam refazer o que já foi feito antes, mas ir adiante sem se preocupar com o que se diga de seu trabalho, aliás, sempre é bom esse tipo de proposta surgir em nosso cenário, pois a música da banda transparece grande espontaneidade.
Beleza, vamos ao que realmente interessa, não estou aqui pra rebaixar a qualidade gráfica ou algo assim, então o que posso afirmar sobre o EP: Sonoridade simples e bem feita, mas ao mesmo tempo orgânico e espontâneo, mesmo com passagens repetitivas ou em momentos já citados de boas referências, embora as mudanças no andamento com aquela velocidade característica do gênero não seja algo notado muitas vezes nas músicas em si na minha audição.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
É notavelmente as sujas guitarras em todos os trechos, vocais bem agressivos, com letras simples e de refrões fáceis de lembrar, ou seja, apreciadores de Celtic Frost, Hellpoison, Álcool, sintam-se a vontade em conhecer um trabalho com boas pitadas. E obviamente, um cover bem elaborado do majestoso Inepsy, merece uma atenção redobrada mais ainda.
Não podia deixar de dizer que o trabalho na arte e lírica não é lá muito complexo, mas simples e honesto por ser herege, conhecido claramente nesse tipo de iniciativa, com ênfase nos trabalhos de Carl Sagan. A produção sonora (feita pelo próprio dito cujo, Igor Albuquerque, em parceria com a Bagaeprod) transpira, inspira e respira vitalidade, naturalidade, mantém a chama da proposta de forma coesa e que agrada pessoas que ouvem do Thrash tradicional ao Black Metal mais atual, mas não se enganem, pois há bastante coisa clichê, você consegue ouvir cada instrumento com o devido volume, mas conhece cada riff e referência ao longo de pouco mais dos 16 minutos de duração.
De extremo agrado, agressivo e corrosivo, mais uma obra para satisfazer nossos ouvidos mais extremos deste projeto nordestino, dispostos a não deixar ouvidos intactos após algumas audições, e que vale o seguir uma linha bem ampla em uma futura versão ou no próximo registro que pode sair.
Tracklist:
1. Demön Haunt
2. Unleash the Rebellion
3. In League With Sagan
4. Never Wise Enough
5. Who's Next (Inepsy cover)
6. Sent to Hell
Para mais informações:
https://m.facebook.com/demon.haunt/
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