Em 03/05/2012 | Resenha - Noel Gallagher (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 03/05/12)

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Resenha - Noel Gallagher (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 03/05/12)


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Os fãs cariocas de Oasis ficaram um pouquinho menos órfãos durante a noite da última quinta-feira (3), quando Noel Gallagher se apresentou no palco do Vivo Rio, na Glória. Com a casa cheia, o irmão de Liam matou saudades do público misturando clássicos do Oasis com canções de seu projeto solo, a Noel Gallagher’s High Flying Birds.

O texto representa a opinião do autor, não do Whiplash.Net ou de seus editores.

O disco homônimo da banda foi lançado no final de 2011 e marca o retorno do cantor britânico à cena musical desde o anúncio do fim (?) do Oasis, em meados de 2009. E se uma das maiores bandas do brit pop não está mais na ativa, pelo menos a essência do som do grupo continua presente nas letras e melodias compostas por Noel para a sua nova empreitada. Ainda assim, a plateia não se cansava de pedir hits do Oasis durante cerca de uma hora e meia de show. A essa altura do campeonato os fãs já deveriam imaginar que o sr. Gallagher não é daqueles que se preocupam tanto em agradar, mas não custava nada tentar.

Pelo menos o britânico parecia bem à vontade no palco e interagiu com o público mais do que qualquer fã do músico poderia pensar. Em determinado momento Noel até brincou com um grupo de fãs que pedia insistentemente por “Gas Panic”, canção do álbum do Oasis “Standing on the Shoulder of Giants” (2000). Com seu humor peculiar, o cantor disse: “’Gas Panic’? Ah sim, eu compus essa música. É brilhante para caralho”. Porém, antes dos fãs se empolgarem Noel logo completou: “se vou tocar? Ah... não”.

Por outro lado, também, ninguém podia reclamar. Músico e banda, alguns ex-Oasis, abriu o show, praticamente no horário marcado, às 21h29, com a dobradinha de seu “antigo” grupo “(It’s Good) to Be Free” e “Mucky Fingers”. E o público explodiu logo de cara.

Em seguida Noel direcionou o show para as suas composições solo e conseguiu manter o interesse dos fãs com louvor. A plateia cantou do início ao fim canções recentes como “Dream On”, “If I Had a Gun”, “The Good Rebel” e “The Death of You and Me”. Enquanto isso, fãs homenageavam o cantor com cartazes, balões, camisas de seu time de futebol, o Manchester City, e, claro, trechos de letras do Oasis.

Quando Noel apresentou a sua versão acústica para “Supersonic” se deu o primeiro grande momento no Vivo Rio. Os famosos versos da canção foram entoados com uma boa dose de emoção por parte dos fãs, que responderam com muito barulho e aplausos ao final da faixa.

Depois Noel voltou a focar em seu disco solo com “(I Wanna Live in a Dream in my) Record Machine” e “AKA... What a Life!”. O público curtiu bastante, mas só voltou a inflamar novamente com mais uma do Oasis: “Talk Tonight”. E mais ainda, pouco depois, com “Half the World Away”, com direito às palmas que a música pede.

Quando o relógio passava de 22h30 Noel tocou (“Stranded On) the Wrong Beach”), última faixa da apresentação antes do bis.

Na volta, o britânico cantou o b-side “Let the Lord Shine a Light on Me”, acompanhada timidamente pelo público. Mas aí era chegada a vez daquela sequência para nenhum fã de Oasis botar defeito. Primeiro começou com o single de 1994 “Whatever”, que deixou a plateia mega empolgada. E depois vieram “Little by Little” e o hino “Don’t Look Back in Anger” para fechar a apresentação com chave de ouro.

Enquanto Noel Gallagher se despedia junto com a banda, e com a promessa de um breve retorno, os fãs concentravam seus últimos esforços em reverenciar o ídolo. O cantor, visivelmente, reconheceu todo o fanatismo do público do Rio de Janeiro ao longo do show, e aprovou o comportamento de seus fãs cariocas antes de sair de cena.

Agora, para todos eles, fica o desejo de que a volta de Noel seja acompanhada de seu caçula. Afinal, embora o talento individual dos Gallagher esteja bem vivo em seus projetos atuais, é inegável que Noel e Liam funcionam muito melhor juntos. Quem sabe em 2015, certo?

Set list:

1- “(It's Good) To Be Free” (Cover de Oasis)
2- “Mucky Fingers” (Cover de Oasis)
3- “Everybody's on the Run”
4- “Dream On”
5- “If I Had a Gun”
6- “The Good Rebel”
7- “The Death of You and Me”
8- “Freaky Teeth”
9- “Supersonic” (Cover de Oasis)
10- “(I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine”
11- “AKA... What a Life!”
12- “Talk Tonight” (Cover Oasis)
13- “Soldier Boys and Jesus Freaks”
14- “AKA... Broken Arrow”
15- “Half The World Away” (Cover de Oasis)
16- “(Stranded On) The Wrong Beach”

Bis:
17- “Let the Lord Shine a Light on Me”
18- “Whatever” (Cover de Oasis)
19- “Little By Little” (Cover de Oasis)
20- “Don't Look Back In Anger” (Cover de Oasis)

Foto: Thiago Ferreira

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Sobre Gabriel von Borell

Gabriel von Borell, nascido em 30/03/85, jornalista. Não vive sem música e também não se apega a rótulos musicais. Acredita que todo preconceito é burro, inclusive o musical. Escuta de tudo um pouco, considerando que um jornalista deve estar aberto pra conhecer e comentar sobre qualquer músico ou banda. Pode ser encontrado no Twitter em @gabrielborell.

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