Louise Brown, da revista Terrorizer, do Reino Unido, conduziu uma entrevista no começo da semana com o ex-vocalista do GOD SEED/GORGOROTH, Gaahl (nome real: Kristian Espedal), sobre sua decisão de “se aposentar da cena metal”. Algumas partes da entrevista seguem abaixo.

Gaahl: “Sim. Eu diria basicamente que me aposentei do metal, ou no mínimo de seus aspectos”.
Terrorizer: Mas não da música?
Gaahl: “Sim. Eu excluiria Trelldom (N do T: projeto paralelo do vocalista), desde que eu nunca considerei sua música metal mesmo, mas eu acho que para as outras pessoas ele entre no mesmo gênero. É claro que esse é meu projeto de vida”.
Terrorizer: Qual foi o estímulo para essa decisão? Os acontecimentos no GOD SEED/GORGOROTH no ano passado têm alguma coisa a ver?
Gaahl: “Bem, tem sido algo com o qual estive trabalhando por um tempo de certa forma, já desde a demissão de Infernus, basicamente. Eu tentei fazer funcionar mas decidi forçar. Eu não tinha certeza para onde (o GOD SEED) estava indo, mas decidi basicamente continuar. Eu não acho que (o processo legal sobre o nome GORGOROTH) tenha nada a ver com isso, é só que, para mim, não tem sido mais de coração, e não sendo sincero, você não deve fazer. Eu podia continuar e alcançar algo que eu mesmo não me colocaria e isso seria errado. Eu nunca faria nada pela metade”.
Terrorizes: Mas GOD SEED e King ov Hell continuarão sem problemas, sem você?
Gaahl: “Eu não sei o que ele faz (risos). Eu sei que eles divulgaram um comunicado, mas eu dei uma entrevista à Rock Hard (revista alemã) um mês atrás, então não sei se já foi publicada, então basicamente eu não sei. Não tenho navegado na internet ou coisa assim...”
Terrorizer: Gaahl, a personalidade, se tornou um ícone, de uma certa forma. Você se tornou quase uma personagem que se extende além da sua música. As pessoas parecem estar mais interessadas no Gaahl, o homem, do que no Gaahl, o músico? Isso afetou a sua decisão?
Gaahl: “Eu tenho sido eu mesmo. Mas percebi isso quando morei na Espanha por dois meses e me afastei de todos, exceto de Robin, que veio comigo, é claro. Nada de telefones e nenhuma conexão com o mundo exterior. Era uma coisa que eu precisava, precisava me afastar estar longe de absolutamente tudo e acho que tornou minha decisão ainda mais fácil, muito embora eu supunha fazer um último show antes de me mudar para lá. Estava pensando em fazer esse show na Finlândia, mas houve circunstâncias e acontecimentos, então nós não conseguimos. Assim, fizemos dois shows do GOD SEED no verão (N do T: no hemisfério norte), portanto isso não é mais novidade agora...”
A Metalhead TV, da Romênia, entrevistou o GOD SEED na edição deste ano do Hellfest, que aconteceu de 19 a 21 de junho, em Clisson, França.
O lineup da banda para a performance n Hellfest consistia nos seguntes músicos:
Gaahl – Vocais
King – Baixo
Teloch – Guitarra
Sir – Guitarra
Dani "Garghuf" Robnik – Bateria
Gaahl e King perderam uma batalha na justiça no começo do ano contra o guitarrista Infernus (nome real: Roger Tiegs) sobre os direitos do nome GORGOROTH.
Falando à revista Terrorizes, King afirmou sobre a decisão da banda de usar o nome GOD SEED: “Na verdade, é estranho porque há uma certa agitação, é claro, sobre isso. Pelo fato de estarmos iniciando uma nova era e mudando o nome, há um grande valor simbólico nesse ato – mas ao mesmo tempo é estranho, porque estivemos trabalhando sob a bandeira do GORGOROTH durante anos. Absolutamente nada mudou da nossa parte, é a mesma coisa, Gaahl e eu trabalhando e fazendo música, então as mesmas coisas estão acontecendo nos bastidores. Só não estamos mais usando o nome GORGOROTH”.
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Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.
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