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"Sepultura tem o nome, nós temos o espírito", diz Max

Traduzido por Júlio Oliveira | Em 28/04/08 | Fonte: Blabbermouth
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J. Bennet da revista Decibel entrevistou recentemente Max Cavalera (SOULFLY, CAVALERA CONSPIRACY, ex-SEPULTURA), que falou novamente sobre uma possível reunião.

Decibel: Você ficou ofendido quando o [SEPULTURA] decidiu manter o nome após sua saída?

Max: "Não, mas não é a mesma coisa. E eu não sou o único que pensa dessa forma. Muitos dos fãs acham o mesmo. Você se sente apenas traído quando algo que é seu lhe é tirado... É apenas traição. Mas foi algo difícil porque meu irmão também estava na banda. Musicalmente eu superei tudo isso rapidamente porque eu estava tão ocupado com o SOULFLY que nem tive tempo de ficar com raiva".

Decibel: Agora o SEPULTURA continua sem você e sem Igor. Isso não é estranho?

Max: "Eles podem estar tocando com o nome SEPULTURA, mas eu e Igor carregamos o espírito com o nome [CAVALERA] CONSPIRACY. Então o nome SEPULTURA pode estar ainda vivo, mas não há conteúdo. O que hoje eu estou fazendo com Igor é o mais próximo de uma reunião que pode acontecer, mas é melhor porque estamos tocando músicas novas e eu não poderia esperar mais do que isso".

Decibel: Você voltou a falar com Andreas Kisser [guitarrista] ou Paulo Xisto [baixista] desde que deixou o SEPULTURA?

Max: "Não, com nenhum dos dois, as pessoas até mesmo pensaram que a coisa toda com Igor era uma farsa. As pessoas na Europa diziam: 'Vocês passam férias de família juntos e dizem para a imprensa que não se falam...' Mas não, isso não foi algo forjado. Eu passei um bom tempo sem falar com o Igor e ainda não falo com os outros caras. É meio estranho, mas devido a forma que as coisas se desenrolaram com Igor, há a possibilidade de fazermos alguns shows com os outros caras. Eu sou bastante aberto no que diz respeito a uma reunião – mesmo com os caras da primeira encarnação do SEPULTURA dos 10 anos do que eu chamo de 'death metal boot camp' que fizemos no Brasil antes mesmo de irmos aos Estados Unidos. Foram bons anos quando nós não tocávamos nada e sabíamos muito menos ainda, mas aqueles anos foram fundamentais para mim e para Igor. Aquela formação do SEPULTURA foi muito importante e eu acho que muita gente esquece-se disso. Sem aqueles anos, nunca teria existido um 'Chaos A.D.' ou 'Roots' porque aquela foi a fundação; o começo de tudo, então se houver uma reunião, eu gostaria de convidar aqueles caras para mostrar ao mundo algo profundo, além da formação clássica.”

Decibel: Houve alguma retaliação sobre aquela entrevista a uma revista sueca em que você disse que o KILLSWITCH ENGAGE era gay?

Max: "Não muita. As pessoas não perguntam. É a minha opinião e eu também não gosto do NICKELBACK, mas opiniões são que nem bunda, e muitas pessoas não gostam da minha [opinião]".

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Sobre Júlio Oliveira

Recifense, atualmente divide seu tempo entre trabalhar em Copenhague (Dinamarca) e morar/estudar em Malmö (Suécia). Começou a escutar Metal no início dos anos 90 com os companheiros do Colégio da Polícia Militar e desde então não parou mais, mas nunca se restringindo a um estilo, mas à qualidade da musica em questão. Resolveu começar a colaborar com o site depois de anos lendo as noticias trazidas por outros. "Tava na hora de eu dar minha colaboração também...".

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