As bandas de metal que desandaram e nunca mais voltaram ao auge, segundo youtuber
Por Gustavo Maiato
Postado em 01 de junho de 2026
Em vídeo publicado no YouTube, o criador de conteúdo Bradley Hall listou bandas de metal e rock pesado que, na opinião dele, "desandaram" ao longo da carreira e nunca conseguiram voltar ao auge. Ele deixou claro que a avaliação era pessoal: "As opiniões expressas neste vídeo são minhas e apenas minhas."
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O youtuber dividiu a ideia de queda em três tipos: criativa, profissional e mudança radical de som capaz de afastar a base de fãs. A partir disso, citou Iron Maiden, Muse, All That Remains, DragonForce, Arch Enemy, Children of Bodom, Sepultura e Opeth.
No caso do Iron Maiden, ele fez questão de dizer que a banda está em seu top 3 de todos os tempos e que foi uma das responsáveis por fazê-lo entrar no metal. Mesmo assim, criticou duramente a fase recente. Para ele, o grupo virou uma "marca vazia" e hoje se aproxima mais de um "projeto solo de Steve Harris" do que daquela força criativa do passado.
A principal reclamação envolve as músicas longas dos discos recentes. Segundo o youtuber, o Maiden sempre soube fazer faixas épicas, mas como grandes momentos pontuais dentro de um álbum. O problema, para ele, é tentar transformar quase todo o disco em composições de dez minutos. Ele também criticou as mixagens de The Book of Souls e Senjutsu, que chamou de algumas das piores que já ouviu.
O segundo nome citado foi Muse. Embora o grupo não seja uma banda de metal, ele a tratou como "metal adjacent" e disse que foi sua banda favorita durante boa parte dos 20 e poucos anos. Para ele, a sequência de Origin of Symmetry até The Resistance é "10 de 10" e "imbatível". Depois disso, porém, a banda teria perdido foco.
Segundo o youtuber, os álbuns posteriores ainda têm boas músicas, mas soam como uma mistura confusa de ideias e estilos. Ele afirma que, quando o Muse tenta voltar ao som antigo, o resultado parece forçado. "Hoje eles soam como uma paródia de si mesmos", disse.
O All That Remains entrou na lista por causa da queda depois de The Fall of Ideals e Overcome. O youtuber elogiou a fase clássica da banda, especialmente os refrões marcantes, as performances e os solos de Oli Herbert. Mas classificou o retorno recente como uma decepção, com músicas "sem alma", "estéreis" e pouco memoráveis.
O DragonForce foi lembrado como exemplo de banda que, para ele, perdeu seriedade. O youtuber afirmou que os primeiros discos, especialmente Sonic Firestorm, eram impressionantes e tinham "magia" de power metal. Com o tempo, porém, a banda teria abraçado demais a estética de videogame e arcade, aproximando-se de uma imagem mais leve e caricata.
A crítica mais pesada talvez tenha sido direcionada ao Arch Enemy. Ele disse que a fase clássica da banda, com discos como Wages of Sin, Anthems of Rebellion e Doomsday Machine, representa o auge do death metal melódico. Mas afirmou que não suporta a era com Alissa White-Gluz.
Para o youtuber, o Arch Enemy passou de potência do gênero para uma espécie de "música corporativa estéril". Ele acusou a banda de escrever de forma calculada, com agressividade suficiente para soar pesada, melodia suficiente para agradar mais gente e solos na medida certa para não afastar o público. Em sua visão, é um caso claro de "vender-se".
O Children of Bodom apareceu como um caso triste. O youtuber disse que a sequência de Something Wild até Are You Dead Yet? era praticamente perfeita. Depois disso, a banda teria entrado em queda gradual e nunca mais repetido a mesma força. Ele fez uma ressalva ao último álbum, Hexed, que considerou o melhor da fase final, mas disse que ali já era "tarde demais".
A Sepultura foi citada por outro motivo: a saída de Max Cavalera. O youtuber reconheceu que Derrick Green é "incrível" e que vários discos feitos com ele são muito bons. Ainda assim, afirmou que Max era o rosto da banda e uma parte essencial do impacto da fase clássica. Para ele, o Sepultura nunca conseguiu recuperar o mesmo nível de sucesso após sua saída.
Por fim, ele falou do Opeth. O youtuber disse que a discografia da banda pode ser dividida em duas fases muito claras. A primeira misturava death metal melódico e rock progressivo, com alguns dos melhores discos já feitos no gênero. A segunda, iniciada com Heritage, praticamente abandonou os elementos mais pesados e mergulhou no prog rock.
Ele afirmou respeitar os álbuns recentes, mas disse que não é isso que procura quando ouve Opeth. Para resumir sua frustração, comparou a situação a entrar em uma loja para comprar tênis e receber a oferta de "chapéus mexicanos gigantes". Para ele, falta o equilíbrio entre riffs, guturais e progressivo que marcou a fase clássica.
Confira o vídeo completo abaixo (em inglês).
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