O site inglês icWales recentemente conduziu uma entrevista com o frontman do IRON MAIDEN, Bruce Dickinson. Além de comentários sobre o novo álbum e os rumos do Iron Maiden, Bruce Dickinson aborda a sua carreira de piloto comercial.
P: Há muita variedade nesse novo álbum? Com dois álbuns gravados com essa formação, você sentiu que era a hora de tentar algo novo?
Bruce: Bem, nós tivemos um pouco disso no último disco, e eu acho que estávamos pensando sobre isso um pouco mais nesse disco, mas nesse álbum tudo foi mais instintivo, tudo ocorreu muito naturalmente e rapidamente. O último álbum levou bastante tempo para ser gravado, e esse foi bem rápido, bem ao vivo; isso me indica que estamos fazendo a coisa certa. E claro, tudo soa fantástico de qualquer forma, é um álbum realmente pesado, de modo que foi relativamente sem esforço, tipo como quando se está com chumbo no pé ao dirigir um carro com um grande motor. A coisa simplesmente acontece, entende?
P: Os temas principais do álbum parecem ser guerra e religião.
Bruce: Bem, é a vida real que nos circunda. Quando eu era criança, tudo girava em função da Guerra Fria e do aviso de quatro minutos, e nós todos iríamos ser dissolvidos a pó radiotivo quando alguém decidisse, e então o Muro de Berlim veio abaixo e todos nós ficamos tipo, "Ah, agora sim, agora só tem a AIDS, é a única coisa que pode nos pegar agora". Existem algumas coisas agora - terroristas, fundamentalistas e bombas radioativas, períodos de seca e aquecimento global, gripe aviária, e Deus sabe lá o que - então há um monte de coisinhas tipo mini-apocalipses por aí, sabe, esperando pra vir e te pegar. Nós somos uma banda tradicional, eu quero dizer, não somos como uma banda emo - nós não somos jovens e todo aquele tipo de coisa. Nós somos homens tradicionalistas - guerras e batalhas e disputas e coisas do gênero, toca um acorde saca? Nós temos filhos entre outras coisas, então você se senta e pensa, "Bem, em que tipo de mundo nossos filhos irão crescer?". Então, eu acho que toca toda a base realmente. Guerra e religião.
P: No seu outro emprego como piloto de aeronaves, você deve voar para vários lugares diferentes, que provavelmente o fazem refletir sobre a natureza da guerra.
Bruce: Eu já estive em uma ou duas zonas de guerra, não necessáriamente como piloto. Alguns anos atrás, eu acabei parando na Bósnia, no meio da guerra em Sarajevo, que foi uma experiência que me deixou bastante preocupado em relação a isso. Isso me deixou uma impressão permanente. Em um ou dois dos países africanos que nós fomos, eu vi os efeitos pós-guerra. Guerra civil e coisas do tipo, são bastante desagradáveis e inaceitáveis na verdade. Você não acreditaria na profunda barbárie a que as pessoas se rebaixam, particularmente em relação às crianças. Mas o outro lado é a maneira como as pessoas superam isso. É a forma como essas pessoas sobrevivem e vivem e continuam - essa é outra parte memorável. Então você sabe que há sempre a parte importante da esperança dentro de toda essa carnificina.
P: Como você concilia suas duas carreiras, como piloto de aviões e como cantor do IRON MAIDEN?
Bruce: Oh, bem eu sou piloto de avião, e sendo assim eu faço tudo que eu preciso nos meus dias de folga. Agendar umas férias. É ótimo fazer um álbum do IRON MAIDEN quando se está de férias. É legal. O que você fez nas suas férias? Oh, eu gravei um disco do IRON MAIDEN, sabe? Ótimo. Óbviamente, quando estamos em turnê a banda é prioridade.
P: Em muitos lugares, o IRON MAIDEN é maior do que nunca. Você deve se sentir bastante satisfeito.
Bruce: Yeah, eu nem me lembro de ter feito duas apresentações no Earls Courts com o IRON MAIDEN em algum ponto da nossa carreira, sem falar de tocar em todos os outros lugares também. Então é enorme. Eu digo, não se esqueça que tivemos um disco de ouro na Inglaterra pelo último álbum, que vendeu fácilmente mais de 100,000 cópias. Você sabe que nós não temos vendido tanto assim no Reino Unido, por 10, 15 anos. Então, está tudo indo muito bem.
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