Chris Cornell: "Songbook" é quase uma coletânea

Resenha - Songbook - Chris Cornell

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Por Guilherme Werneck, Tradução
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Chris Cornell é um cara que pode ser considerado um "Midas" no meio da música, tudo que ele toca vira ouro, tem uma carreira solo de muita qualidade, todas as bandas que participou são excelentes (Soundgarden, Temple of the Dog, Audioslave), é incontestável sua qualidade nas composições, criatividade e capacidade de colocar sentimento nas músicas.
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E o cara é conhecido por nunca parar, ou fazer longas pausas, sempre no hiato de suas bandas manteve sua carreira solo fazendo shows, ou gravando discos, e mesmo depois do anúncio tão esperado da volta do Soundgarden, com turnês e disco novo, na pequena pausa entre o fim da turnê da banda e o lançamento do novo disco aguardado para o segundo trimestre do ano que vem, Chris emenda uma tour solo e acústica (que inclusive passou pelo Brasil no SWU, com um show que tinha tudo para ser um desastre, com os problemas da chuva, o desrespeito dos presentes de ficaram pedindo pela próxima atração, a péssima colocação de dia pelos organizadores, onde ficou totalmente fora do seu estilo, ainda sim fez um bom show que mostrou toda sua competência,e poder vocal) com o lançamento de “Songbook” um disco que faz uma retrospectiva de toda sua fenomenal carreira gravado ao vido de forma acústica o que deu uma roupagem nova pra várias canções, contando também com alguns covers e algumas novas composições, tudo com um extremo bom gosto e qualidade indiscutível.

O disco começa com “As Hope and Promise Fade” uma das três faixas inéditas, que abre o play mostrando que Chris Cornell nunca vai deixar de ser o gênio de arranjos, e melodias que é, em seguida começa o delicioso passeio por sua bela carreira que o consagrou como um dos ícones da música dos anos noventa,e hoje uma das vozes mais poderosas do rock ’n roll, com “Scar on the Sky” do bom disco solo “Carry On” aí ele volta no tempo com a linda “Call me a Dog” do projeto Temple of the Dog, e em seguida mostrando que com esse novo arranjo acústico conseguiu salvar “Ground Zero” música do disco “Scream”, com certeza o pior erro da sua carreira, diferente de tudo que fez inserindo batidas eletrônicas talvez tentando conseguir novos fãs se adequando ao estilo da moda, pisou feio na bola, mas aqui a canção com uma roupagem nova ficou boa com um acorde de violão bem bacana.

”I am the Highway” dos tempos de Audioslave é a próxima, seguida da já conhecida em seu repertório versão de “Thank you” clássico do Led Zeppelin executada com maestria na voz de Cornell, e outra inédita “Cleaning my Gun” outra bonita canção, seguida de “Wide Awake” música do último disco de estúdio do Audioslave, e volta no tempo com dois clássicos da sua carreira “Fell on Black Days” do Soundgarden e a bela balada “All Night Thing” do Temple of The Dog, seguida de mais duas canções de bons tempos mais modernos com o Audioslave “Doesn’t Remind Me” e “Like a Stone”, fechando o play com “Black Hole Sun” do Soundgarden, talvez o maior clássico da sua carreira aquela que até quem não é fã conhece, uma linda versão de “Imagine” clássico de John Lennon também já famosa em seu repertório solo, e por último “The Keeper” a terceira das canções inéditas, muito boa assim como as outras.

Em resumo “Songbook” é quase uma coletânea que dá uma repaginada em toda sua carreira extremamente competente e de muito bom gosto.

01 – As Hope And Promise Fade
02 – Scar On The Sky
03 – Call Me A Dog
04 – Ground Zero
05 – Can’t Change Me
06 – I Am The Highway
07 – Thank You
08 – Cleaning My Gun
09 – Wide Awake
10 – Fell On Black Days
11 – All Night Thing
12 – Doesn’t Remind Me
13 – Like A Stone
14 – Black Hole Sun
15 – Imagine
16 – The Keeper

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Sobre Guilherme Werneck

Guilherme Werneck é paulista da capital, estudante de administração na PUC-SP, cresceu ouvindo AC/DC com o pai e a partir daí não largou nunca. Tenta descobrir e adquirir o maior conhecimento de música possível, curte especialmente clássicos, hard, heavy, grunge, southern... não suporta indie rock e esquisitisses modernas demais. ALL IN THE NAME OF ROCK.

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