Bush se despede do Brasil no Rio de Janeiro com mais um set curto no país
Resenha - Bush (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 02/04/2025)
Por Gabriel von Borell
Postado em 06 de abril de 2025
Depois de estrear no Lollapalooza Brasil, em São Paulo, e se apresentar em Curitiba, no Paraná, a banda britânica Bush trouxe a turnê "Loaded: The Greatest Hits Tour" ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira (2).
Fotos: @tadeufotografia
De volta à capital fluminense após seis anos, o grupo liderado pelo vocalista e guitarrista Gavin Rossdale, dessa vez, subiu ao palco do Vivo Rio, na Glória, Zona Sul da cidade.
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Ao lado de Chris Traynor (guitarra), Corey Britz (baixo) e Nik Hughes (bateria), o Bush começou sua apresentação no horário marcado, às 21h.
Com a casa de espetáculos relativamente cheia para um show no meio de semana, a banda apareceu sorridente e acenou para o público, tocando logo em seguida as explosivas "Everything Zen" e "Machine Head", sucessos que integram o cultuado disco de estreia "Sixteen Stone", de 1994.

Se o grupo abriu a performance reverenciando o passado, é preciso dizer que o público esperava justamente uma noite de muita nostalgia, pois era composto majoritariamente por pessoas que cresceram nos anos 1980 e 1990.
Na sequência, "Blood River" apresentou à grande parte do público a pegada do álbum "The Kingdom" (2020), que também figurou no setlist com as canções "Quicksand" e "Flowers on a Grave", tocadas ao vivo mais para frente.

Retornando ao clima nostálgico, o Bush executou "The Chemical Between Us", música presente no álbum "The Science of Things", de 1999. Antes disso, Gavin, que não costuma interagir muito com a plateia, conversou com os fãs pela primeira vez.
Bem mais disposto que no Lollapalooza Brasil, apesar de parecer ter usado o recurso do playback principalmente no início do show, talvez para guardar fôlego para os solos vocais que viriam, Rossdale continuou a performance com músicas que o público esperava ouvir, como "Greedy Fly", do álbum "Razorblade Suitcase" (1996), e outras que muita gente nem conhecia, como "Identity", do disco "The Art Of Survival", de 2022.

Se a plateia já estava com a pulga atrás da orelha por conta das bases pré-gravadas do vocalista, a execução a capella com um toque celestial de "Swallowed", um dos grandes sucessos da carreira do Bush, não agradou a muita gente.
Naquele momento, era praticamente unanimidade o desejo pela execução com a banda no palco, explodindo na reta final da música. Vida que segue. A reta final da apresentação ganhou contornos mais pesados com a aparição no repertório de "Heavy Is the Ocean" e "Little Things".

Nesse meio tempo, Gavin disse aos fãs o quanto estava empolgado com a nova passagem do grupo pelo nosso país e até soltou um tímido "eu te amo" em português.
Na volta para o bis, sob muitos aplausos, o Bush tocou a ótima "More Than Machines" e depois, mais uma vez, a atenção foi totalmente concentrada em Rossdale e o artista, somente com a sua guitarra, cantou o hit "Glycerine" e executou seus riffs marcantes. De novo, ficou a sensação de que todo mundo preferia a versão completa com os outros integrantes.

No entanto, logo a frustração passou com o encerramento ao som de "Comedown", que fez o público explodir como ainda não havia acontecido antes. Ciente do grande momento, a banda esticou a canção e os fãs fizeram um coro lindo, de arrepiar.
Com somente 1h20 de show e 14 músicas no repertório, o Bush deixou o palco animadamente, mas, para a plateia, ficou o sentimento de que cabia muito mais hits em uma turnê dedicada aos singles.

Setlist Bush no Rio de Janeiro (2/4/25):
1. "Everything Zen"
2. "Machinehead"
3. "Blood River"
4. "The Chemicals Between Us"
5. "Quicksand"
6. "Greedy Fly"
7. "Identity"
8. "Swallowed" (Gavin solo)
9. "Heavy Is the Ocean"
10. "Flowers on a Grave"
11. "Little Things"
Bis:
12. "More Than Machines"
13. "Glycerine" (Gavin solo)
14. "Comedown"










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