Jinjer e Heaven Shall Burn - bandas sobem o nível em sua passagem por São Paulo
Resenha - Jinjer e Heaven Shall Burn (Terra SP, São Paulo, 08/12/2024)
Por Diego Camara
Postado em 19 de dezembro de 2024
Ver o Jinjer no palco é sempre uma grata surpresa. É uma banda firme, com um som consistente e que sempre entrega o máximo de si no palco. A liderança de Tatiana Shmailyuk é incansável: a sua performance no palco, única em estilo no gênero, eletrifica os fãs e aumenta a pressão do show. Confira abaixo os principais detalhes do espetáculo, com as imagens de Fernando Yokota.

O Heaven Shall Burn voltou aos palcos brasileiros após 7 anos. A banda apresentou pela primeira vez no Brasil músicas do álbum "Of Truth & Sacrifice", lançado no ano de 2020. A banda subiu ao palco do Terra SP exatamente às 19h, com uma pancada potente ao som de "Endzeit". A bateria como uma metralhadora e o vocalista Marcus Bischoff arregaçou desde o início.

O som do Terra SP correspondeu, e muito, com a banda. O instrumental que saia das caixas de som da casa era firme, muito potente e alto. A bateria foi sem dúvidas o ponto alto de quase todo o show, um primor que é raro de ver em shows aqui no Brasil. A segunda música "Bring the War Home", é um exemplo claro dessa potência, o show impressiona, e o público responde.

Em uma hora de show, o Heaven Shall Burn encantou seus fãs. O publico puxou as palmas, abriu os moshs e se apertou em uma casa cheia, curtindo uma das bandas mais consistentes do death metal na atualidade. Os fãs foram a loucura com "Hunters Will Be Hunted", com uma performance magnífica do vocalista. A força da banda deixa tudo ainda mais insano, e os fãs batem muita cabeça.

Fechando o show, a banda veio com uma música muito especial, o cover de "Black Tears", do Edge of Sanity, um verdadeiro clássico do gênero. A banda manda muito bem, os fãs cantam muito junto o refrão com Bischoff e os fãs batem cabeça. O público ficou louco com "Profane Believers", uma das melhores da noite, tocada logo em seguida.

Heaven Shall Burn Setlist:
Intro: Awoken
Endzeit
Bring the War Home
Übermacht
Counterweight
Hunters Will Be Hunted
Voice of the Voiceless
Behind a Wall of Silence
My Heart and the Ocean
Black Tears (cover do Edge of Sanity)
Profane Believers
Corium

O Jinjer foi subir ao palco exatamente às 20h30m, para um público extremamente apreensivo. Quando a banda subiu ao palco, ao som de "Prologue", os fãs já gritavam ensandecidamente. Muita correria e bate cabeça marcaram a apresentação já em "Just Another", com o show de luzes impressionante do telão misturando de maneira eficiente com a música. O público aplaudiu com vontade no final, gritando pela banda.

A apresentação começou forte e só foi ganhando mais intensidade. A bateria de Vladi estava insana, e a qualidade do som do Terra SP surpreendeu mais uma vez, conseguindo retornar a qualidade da banda e fazer valer o ingresso do público com uma produção excelente da Liberation MC.

Os vocais de Tati, a figura central e ponto de equilíbrio da banda, estavam ótimos desde o início. Ela transiciona com muita qualidade do som limpo para os guturais, fazendo um misto de emoção que resolve bem em músicas como "Sit Stay Roll Over" e "Ape", que vieram em seguida.

Não demorou para os mosh pits abrirem me vários pontos da casa, e mesmo a parte mais morna do setlist respondeu bem, contando com músicas como "Fast Draw", "Green Serpent" e "Retrospection". A qualidade da guitarra se sobressaiu na segunda, com uma pegada e um som diferente, além da lindíssima introdução na terceira, que trouxe uma dinâmica nova para o show.

O show ficou mais brutal na sua parte final. "I Speak Astronomy" é uma banda potente e uma viagem mágica pelo infinito, muito bem traduzida nos trabalhos musicais, em especial na voz limpa de Tatiana, que é única: sempre destaque, puxando com muita leveza o som, criando uma aura intimista mesmo na brutalidade da banda.

"Perennial" é outro grande destaque. Marcada pela força da bateria e das guitarras, o público ficou muito louco com essa: as rodas, a correria e o empurra empurra tomaram as pistas do show e, mesmo separadas por uma grade que delimitava as áreas comuns e premium, uniu todos os fãs em um momento único, cantando o nome da banda no final, dada a enorme empolgação.

O show continuou insano com "Rogue", e o tamanho dos moshes aumentou ainda mais, apertando uma pista que não estava já muito vazia. Muita gente entrou na brincadeira, e a banda correspondeu com muita vontade. Na volta do bis, veio o grande sucesso "Pisces", e o resultado foi que o público não estava pronto para terminar o show, tão perfeito tudo estava.

Sem dúvidas, dada a ótima produção da Liberation e o trabalho técnico impecável e a estrutura oferecida pela casa, a banda fez o seu melhor show no Brasil, muito superior ao que ocorreu em São Paulo em 2022. Que venham mais espetáculos neste nível!

Jinjer Setlist:
Intro: Prologue
Just Another
Sit Stay Roll Over
Ape
Fast Draw
Green Serpent
Retrospection
Teacher, Teacher!
On the Top
I Speak Astronomy
Someone's Daughter
Kafka
Copycat
Perennial
Rogue
Bis
Pisces
Jinjer:








Heaven Shall Burn:











Fim da Aurora:







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