In Flames faz show impecável em sua terceira passagem por São Paulo e mostra que está "on fire"
Resenha - In Flames (Tokio Marine Hall, São Paulo, 09/11/2023)
Por Mateus Ribeiro
Postado em 11 de novembro de 2023
Após longos seis anos, o grupo sueco/estadunidense In Flames voltou a se apresentar em São Paulo. O veterano quinteto capitaneado pelo vocalista Anders Fridén e pelo guitarrista Björn Gelotte fez um show impecável na última quinta-feira (9 de novembro), no Tokio Marine Hall.
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O In Flames havia tocado no Brasil em fevereiro de 2009 e outubro de 2017. Dessa vez, Anders e seus parceiros demoraram menos tempo para voltarem ao Brasil. Em sua terceira passagem por aqui, a banda esbanjou técnica, precisão e muito carisma.
Repertório que agradou fãs de todas as fases da banda
Poucas bandas do cenário Metal mudaram tanto a sua sonoridade quanto o In Flames. Outrora um dos baluartes do Melodic Death Metal, o conjunto mergulhou de cabeça em outras vertentes da música pesada, como o Groove Metal, o Metal Alternativo e até mesmo o controverso Nu Metal.

Com 14 álbuns em sua discografia, o In Flames é uma banda que passeou por muitos estilos, conforme descrito no parágrafo anterior. Conseguir encaixar todas as fases em um repertório curto é uma missão árdua, que felizmente, foi cumprida por Anders Fridén, Björn Gelotte, Chris Broderick, Liam Wilson e Tanner Wayne.
Ao menos uma faixa de cada disco do In Flames foi tocada pela banda no Tokio Marine Hall, com exceção de "Battles", lançado em 2016. Obviamente, o foco do show foi o ótimo "Foregone", lançado em fevereiro de 2023. Além da introdução "The Beginning of All Things That Will End", a primeira parte da faixa-título, "The Great Deceiver" e "State Of Slow Decay" representaram o trabalho mais recente do grupo.
Os fãs da fase mais antiga certamente se deliciaram com "Behind Space", "The Hive", "Graveland", "Ordinary Story" e "Pinball Map". Quem gosta das músicas mais "novas" do In Flames também foi contemplado com as maravilhosas "I Am Above", "Alias", "Deliver Us" e "The Mirror's Truth".

As clássicas "Only For The Weak", "Cloud Connected" e "Take This Life", três dos maiores hits do In Flames, foram tocadas e fizeram valer cada centavo que foi pago pelos fãs que compareceram ao memorável show do In Flames em São Paulo.
O In Flames atual é um time muito entrosado
A atual formação do In Flames está junta há poucos meses, pois o baixista Liam Wilson foi anunciado como substituto de Bryce Paul em junho deste ano. Vale citar que o guitarrista Chris Broderick (ex-Megadeth) se tornou integrante da banda em 2019, um ano antes do baterista Tanner Wayne se juntar ao elenco.

Apesar de todas as trocas de formação (que foram muitas), o In Flames continua afiado e entrosado. Os músicos que fazem parte da banda são muito competentes e exercem suas funções com precisão. Mais que isso: se movimentam muito durante o show e interagem muito com o público.
Anders Fridén é um frontman completo
O grande destaque da apresentação do In Flames em São Paulo foi o vocalista Anders Fridén, que além de cantar muito bem, não fica parado e sempre que possível, se comunica com o público. O cantor e compositor chegou até mesmo a pegar o celular de uma pessoa da plateia e filmou um trecho do show.

Membro do In Flames desde 1995, Anders é um baita frontman, que assim como seu parceiro Björn, é uma das razões pelas quais a banda fundada por Jesper Strömblad continua firme, forte e cada vez mais "on fire".
No fim das contas, o In Flames entregou aos seus fãs altas doses de peso, melodia, carisma, energia e competência. Quem foi, curtiu. Quem não foi, perdeu a chance de assistir uma das bandas mais legais da história do Metal.


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