Titãs: energia intensa e sensação de real comemoração dos 40 anos da banda
Resenha - Titãs (Vitória do ES, 23/06/2023)
Por Bruno Dias Gonçalves
Postado em 02 de julho de 2023
23 de junho de 2023 era a vez de Vitória ES receber a já histórica turnê Encontro da formação clássica dos Titãs.
Ao chegar ao local do show cedo pois queria um local em frente ao palco, já era possível sentir a energia e a expectativa do show. Como fã apaixonado pelo legado da banda, minha empolgação não era nem um pouco escondida. Escutei a passagem de som ainda da fila e depois que foi liberado a entrada consegui o tão desejado local de frente pro palco no meio deste.
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Com menos de 4 minutos de atraso a banda inicia com Diversão e Paulo Miklos já colocando o público para cima.
Era notória a alegria da banda, a energia era intensa e a sensação de real comemoração dos 40 anos da banda era sentido por cada um.
Acredito de todos os integrantes no palco, o mais feliz ou o mais empolgado era Branco Mello. Cantando, conversando, interagindo. Como o mesmo disse: feliz, pleno e mais vivo que nunca. Caso alguém não saiba, além de delicadas cirurgias na garganta para remover um tumor, perdeu uma das cordas vocais. Mesmo com sua nova voz, mais rouca dado as circunstâncias subiu o público com "Tô cansado", "32 dentes", "Cabeça Dinossauro", "Eu não sei fazer música" e "Flores". Todas com suas tradicionais danças e agito. Nome gritado várias vezes durante o show.
Arnaldo Antunes deu um show a parte. Também com suas tradicionais danças, pulos, chutes... Trouxe o público para o show. Muita expectativa dos fãs de verem Arnaldo no palco cantando. Foi o primeiro a sair da banda, quando muitos dos fãs (como eu) ainda não conheciam a banda.
"O pulso", "Lugar nenhum", "Comida", "Porrada", e "Toda Cor" e "Não vou me adaptar" estas com Alice Fromer. Pessoalmente gostaria de ter visto "Medo", mas por ser um lado B, dificilmente seria tocada.
Mesmo com uma falha no microfone durante a execução de Homem Primata que fez com que a banda improvisasse e se saísse muito bem, Sérgio foi top nessa hora, não foi algo que gerou problemas. Passou de boa.
Nando Reis também muito celebrado pelo público, cantou músicas que marcaram sua passagem de 20 anos pela banda. "Igreja", "Jesus não tem dentes no país dos banguelas" emendada com "Nome aos bois", "Os Cegos do Castelo" e "Marvin". Todas cantadas em unissono. Parece q Nando não ficou um único dia nesses anos sem pegar no baixo, estava alinhado, tocando muito bem. Animado.
Paulo Miklos trouxe muita energia pro show, afinal de contas considero tanto Paulo quanto Arnaldo os mais agitados do palco, os que mais trazem a galera pro show.
Miklos entoou grandes clássicos da sua voz com "Diversão", "Bichos Escrotos", "Estado Violência", "Pra dizer adeus" e "Miséria" está com Sérgio Britto. Seria legal ter visto "Mentiras" ou "Autonomia"
Sergio Britto soltou seus já conhecidos gritos rasgados e nos passa a impressão de que sua garganta estava rasgando, acho sensacional como ele consegue fazer isso sem desgastar a voz. "Desordem", "Miséria" com Paulo Miklos, "AA UU" com alguns efeitos na voz, "Go Back" foi uma surpresa legal, "Homem Primata" e "Epitáfio". Pessoalmente achava que poderia ter tocado "Nem 5 minutos guardados" no set acústico e "Será que é isso que eu necessito?" era esperada por muitos que assistiam.
Charles Gavin não pode ser esquecido. Muito comemorado, vestiu camisas de dois clubes de futebol do ES (Desportiva e Rio Branco) e tocou muito no show. Nem parece que ficou 12 anos fora da bateria dos Titãs.
Alice Fromer cantou duas músicas durante o set acústico e juntamente a Arnaldo ensaiou una pulinhos durante "Não vou me adaptar". Muito legal e fez jus ao saudoso Marcelo Fromer. Com certeza está orgulhoso.
Liminha, que foi apresentado por Tony Belloto, cobriu as linhas guitarra de Marcelo foi a escolha mais obvia e justa pois como lembrado por Tony. Produziu os maiores clássicos da banda. Não seria exagero dizer que Liminha é um "nono Titã". Produziu Cabeça Dinossauro, Jesus não tem dentes..., Blesq Blom e Acústico (dos álbuns mais bem sucedidos da banda) além de ter tocado com a banda no Go Back ao vivo e no Acústico.
Foi um show inesquecível, um verdadeiro encontro de tudo que gostaríamos de ter visto.
Vida longa aos Titãs.
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