Grave Digger: Mais uma vez, um show memorável!
Resenha - Grave Digger (Carioca Club, São Paulo, 27/04/2019)
Por Alexandre Veronesi
Postado em 29 de abril de 2019
O grupo de Heavy Metal alemão GRAVE DIGGER é, sem sombra de dúvidas, um dos que mais vezes estiveram no Brasil (a estreia foi no ano de 1997), marcando presença novamente em 2019, sendo esta a sua 11ª passagem por terras tupiniquins. Em São Paulo, o show aconteceu no Carioca Club, mesmo palco que recebeu Boltendahl e sua trupe por diversas outras vezes nos últimos anos.
O GRAVE DIGGER é uma das seletas bandas que alcançaram o feito de repetir uma mesma fórmula em praticamente todos os seus trabalhos, e mesmo assim manter um alto padrão de qualidade, o que se extende aos dias atuais. É verdade que o novo "The Living Dead" (2018) traz algumas inovações, porém, de maneira geral, nada de muito drástico. Outra característica interessante é que, subvertendo as tendências dos grupos oitentistas, o Digger veio a alcançar seu auge artístico apenas na década seguinte, os anos 90.
Voltando ao show: às 19h em ponto, com um bom público presente, as luzes da casa se apagam e uma macabra introdução soa nos PA's, enquanto o Reaper, eterno mascote da banda, perambula pelo palco, ovacionado. Chegam então Jens Becker (baixo), Axel "Ironfinger" Ritt (guitarra) e Marcus Kniep (bateria), seguidos pelo chefão Chris Boltendahl (vocal, fundador e único membro original do grupo), dando início ao espetáculo com "Fear Of The Living Dead", faixa de abertura do novo álbum de estúdio. Mais duas canções atuais vieram na sequência, as ótimas "Tattooed Rider" e "The Clans Will Rise Again", provando a força do material mais recente do quarteto. Aliás, mais da metade do repertório desta tour é composta por músicas concebidas há menos de 10 anos.
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O primeiro clássico da noite foi "Lionheart", com seu refrão sendo bradado em alto e bom som por todos, e então tivemos mais uma do "The Living Dead", "Blade Of The Immortal", seguida por "Lawbreaker" e "The Bruce". Percebe-se que o setlist foi montado com todo o cuidado, intercalando sons novos e antigos de forma inteligente e orgânica. Ponto para os caras!
Falando brevemente das atuações individuais dos músicos: Chris Bolthendal, como todos sabem, é um frontman extremamente carismático, e sua singular voz rouca segue firme e poderosa; Axel Ritt, ocupando o cargo que outrora pertenceu a nomes do calibre de Manni Schmidt e Uwe Lulis, é um verdadeiro mago da guitarra, altamente performático, e seu instrumento mais parece uma extensão do corpo, tamanha a naturalidade com que o homem toca; Jens Becker é o mais contido do grupo, porém, não menos importante, completamente seguro e preciso nas 4 cordas, além de ser peça fundamental do Digger há mais de 20 anos; e Marcus Kniep, que foi o tecladista (Reaper) entre 2014 e 2018, assume com maestria o posto de baterista deixado por Stefan Arnold, em nada devendo ao seu antecessor.
O show seguiu com as pedradas "The Dark Of The Sun" e "Call For War", para um breve instante de "calmaria" (entre aspas mesmo) com "The Curse Of Jacques", bonita canção presente em "Knights Of The Cross" (1998). A banda mandou ainda "War God", "Season Of The Witch" e "Highland Farewell", sendo esta última uma das mais aclamadas da noite. Encerrando o set regular, "Circle Of Witches" (uma de minhas prediletas), e os hinos indispensáveis "Excalibur" e "Rebellion (The Clans Are Marching)", em um momento de incrível interação entre banda e audiência, com direito ao solo de gaita de fole dublado pelo Reaper, que felizmente deu as caras mais uma vez.
O quarteto então deixa o palco, retornando em poucos minutos com "Healed By Metal" e a divertida "Zombie Dance", que colocou a pista do Carioca Club para dançar. Então veio a grande surpresa da noite: "The Last Supper", que não vinha sendo executada nas datas anteriores à turnê sul-americana. O final apoteótico do espetáculo não poderia ser outro: "Heavy Metal Breakdown", uma intensa e real celebração a este estilo musical que tanto amamos.
Um concerto memorável. Nas palavras da própria banda, através de suas mídias sociais, este foi um dos melhores shows de toda a sua carreira. Quem sou eu para dizer o contrário, afinal?
Agradecimentos especiais à produtora Overload e The Ultimate Music Press pelo credenciamento.
SETLIST
Intro
01. Fear Of The Living Dead
02. Tattooed Rider
03. The Clans Will Rise Again
04. Lionheart
05. Blade Of The Immortal
06. Lawbreaker
07. The Bruce
08. The Dark Of The Sun
09. Call For War
10. The Curse Of Jacques
11. War God
12. Season Of The Witch
13. Highland Farewell
14. Circle Of Witches
15. Excalibur
16. Rebellion (The Clans Are Marching)
Bis
17. Healed By Metal
18. Zombie Dance
19. The Last Supper
20. Heavy Metal Breakdown
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