Uganga: Festa de lançamento do novo álbum em SP
Resenha - Uganga (Estúdio Espaço Som, São Paulo, 29/03/2019)
Por Alexandre Veronesi
Postado em 02 de abril de 2019
A banda UGANGA, oriunda de Uberlândia/MG, com 26 anos de experiência, e atualmente um dos mais originais e expressivos ícones da cena pesada nacional, deu início à temporada 2019 com o lançamento de seu quinto álbum de estúdio, o aguardado "Servus", em festa + pocket show restrita a imprensa e convidados, realizada no dia 29/03 em São Paulo, no aconchegante Estúdio Espaço Som.

"Servus" traz a evolução natural da sonoridade estabelecida nos 2 plays anteriores, "Opressor" (2014) e "Vol. 3: Caos Carma Conceito" (2009), mas sem ignorar os primeiros trabalhos, "Atitude Lótus" (2003) e "Na Trilha do Homem de Bem" (2006), que possuem um teor mais experimental, resultando assim em uma mistura homogênea entre Thrash Metal e Hardcore, predominantes, com Hip Hop, ritmos afro-brasileiros e afins. O paradoxo se faz notável quando escutamos, por exemplo, "Medo", som "porrada" que alterna entre momentos rápidos e cadenciados, e "E.L.A.", um Rap / Black Music rico em melodias, com um lindo refrão, e que conta com a participação especial de Flaira Ferro, conceitudada cantora / dançarina pernambucana. Por falar em convidados, aqui temos dos mais variados: Casito Luz (WitchHammer), Luiz Salgado, DJ Eremita, Marcos Melo (saxofonista), Renato BT (John No Arms), Fabio Marreco (Totem) e Sr. Waldir (espiritualista).

O conceito lírico da bolacha se baseia, majoritariamente, em temas relacionados ao cotidiano e o mundo caótico em que vivemos, além de uma forte abordagem espiritual (especialmente do ciclo da vida no hinduísmo), que também é bastante perceptível na arte da capa. Aos que não sabem, UGANGA significa "feitiçaria" na língua Swahili.
Este disco representa uma significativa vitória para o Rock / Metal do Brasil. Não apenas pela indiscutível qualidade das composições e produção, mas também porque o registro teve o apoio e financiamento de duas importantes instituições: a alemã Wacken Foundation, pertencente aos produtores do gigante festival Wacken Open Air, que dá suporte à projetos ligados ao Heavy Metal e Hard Rock ao redor do mundo, sendo ninguém menos que Alice Cooper um de seus principais doadores; e o Programa Municipal de Incentivo à Cultura (PMIC) de Uberlândia, cidade natal do grupo.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Estiveram prestigiando o evento diversos nomes tarimbados da cena musical paulistana, como Walcir Chalas (Woodstock Discos), Régis Tadeu (controverso crítico musical) e Toninho Iron (fã-clube Sepultura), além de membros do Lobotomia, Genocídio, Deathgeist e etc.
Por volta das 21h15, o UGANGA deu início ao pocket show que apresentaria algumas das músicas novas ao público. Como era de se esperar, o repertório de 30 minutos foi composto exclusivamente por canções do "Servus", que se provaram ótimas e altamente contagiantes ao vivo, como a própria faixa título, "O Abismo" (dedicada a Casito Luz, vocalista do WitchHammer, que participou da canção em estúdio), "Dawn" (único tema em inglês do registro, som denso e taciturno) e 7 dedos (que conta a história de um cangaceiro do nordeste que terminou morto no sul de Goiás, quando tentava recomeçar a vida). Ainda sobrou tempo para "Lobotomia", cover da lendária banda Punk/HC/Thrash Metal de mesmo nome, e "Fim de Festa", propícia para o encerramento.

O sexteto formado por Manu Joker (vocal e membro fundador, ex-baterista do Sarcófago), Christian Franco (guitarra), Thiago Soraggi (guitarra), Lucas "Carcaça (guitarra, ex-KroW, que entrou no lugar de Maurício "Murcego" Pergentino após a gravação do disco), Raphael "Ras" Franco (baixo) e Marco Henriques (bateria) apresenta uma enorme voracidade sobre o palco, soando ainda melhor ao vivo do que nas gravações, fato que se fez notar pela impecável qualidade de som da casa / estúdio, com todos os instrumentos bem regulados e no volume adequado.
"Servus" já está disponível, tanto em formato físico (CD Digipack), quanto nas principais plataformas digitais (Spotify, Deezer, etc.). Vale MUITO a pena conferir!

Por fim, agradecimentos à Suzy (Som do Darma), pelo convite feito à equipe do Whiplash, e nossos votos de sucesso ao UGANGA em sua nova e interessante empreitada.
SETLIST POCKET SHOW
01. Anno Domini (intro) / Servus
02. Hienas
03. O Abismo
04. Lobotomia (Lobotomia cover)
05. Dawn
06. 7 Dedos (Seu Fim)
07. Fim de Festa
TRACKLIST "SERVUS"
01. Anno Domini
02. Servus
03. Medo
04. O Abismo
05. Dawn
06. Imerso
07. 7 Dedos (Seu Fim)
08. Couro Cru
09. Hienas
10. Lobotomia
11. Fim de Festa
12. E.L.A.
13. Depois de Hoje...

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