Bush e Stone Temple Pilots: resenha e fotos do Rio de Janeiro
Resenha - Bush e Stone Temple Pilots (KM de Vantagens Hall, Rio de Janeiro, 15/02/2019)
Por Gabriel von Borell
Postado em 18 de fevereiro de 2019
21 anos depois de sua primeira e histórica passagem pelo Brasil, o Bush finalmente retornou ao país para uma turnê conjunta com o Stone Temple Pilots, chamada "Revolution Tour". Após tocarem em São Paulo na última quinta-feira (14), os dois grupos seguiram para o Rio de Janeiro, onde se apresentaram no dia seguinte no KM de Vantagens Hall, na Barra da Tijuca. A mini excursão ainda passou por Belo Horizonte (17).
Fotos: Daiana Carvalho
Como muitos fãs da banda londrina esperaram por décadas para vê-la ao vivo, o clima entre os cariocas era de muita ansiedade. Sendo também a estreia em solo carioca do vocalista Jeff Gutt à frente do Stone Temple Pilots (que estava sem frontman desde a morte do saudoso Scott Weiland, em 2015), o público rapidamente encheu a casa de shows.
Com alguns minutos de atraso, Jeff surgiu no palco ao lado dos remanescentes do STP, Dean DeLeo (guitarra), Robert DeLeo (baixo) e Eric Kretz (bateria), para dar o ponta pé inicial na noite de verdadeira celebração ao pós-grunge dos anos 1990.
O grupo californiano logo colocou todo mundo para pular e cantar com "Wicked Garden" e "Crackerman", ambas do disco de estreia "Core" (1992). A temperatura da apresentação seguiu aquecida com "Vasoline" e "Silvergun Superman", canções presentes no álbum "Purple" (1994). Entre "obrigados" e algumas poucas palavras de agradecimento de Jeff, o show continuou com "Big Bang Baby", do CD "Tiny Music... Songs from the Vatican Gift Shop" (1996).
Vez ou outra, Dean pegava o microfone para falar, como se quisesse reforçar que o Stone Temple Pilots estava ali por inteiro, que eles não eram uma cópia de si mesmos. Nem precisava. O grupo ainda cumpre muito bem o seu papel e Gunt não deixa a desejar como substituto de Weilend. Comparações são inevitáveis e muitas vezes a gente se pega pensando como os trejeitos e dancinhas de Jeff lembram Scott, além da forma física.
Voltando à apresentação, a excelente "Big Empty" deu sequência ao repertório, sendo sucedida pelo sucesso "Creep", que fez a plateia cantar de olhos fechados. Em seguida, o STP tocou outro mega hit da carreira, em versão quase acústica: "Plush". Após "Meadow", do disco autointitulado lançado em 2018, e "Interstate Love Song", o grupo executou "Roll Me Under" e Jeff foi, literalmente, para galera.
Depois de percorrer a pista premium por dentro e abraçar parte do público que estava na grade da pista comum, o cantor retornou ao palco para o trecho final da apresentação, com "Dead & Bloated", "Trippin' on a Hole in a Paper Heart" e "Sex Type Thing". Reverenciado pelos fãs, o STP saiu de cena para começar a espera nervosa por Gavin Rossdale e cia.
Respeitando a pontualidade britânica, os ingleses entraram no palco às 23h05, horário previsto para o início do show. A banda abriu o setlist com a poderosa "Machine Head", presente no primeiro álbum do Bush, "Sixteen Stone" (1994).
Com o público completamente enlouquecido, o grupo executou a animada "The Chemicals Between Us", do disco "The Science of Things" (1999), e "The Sound of Winter", do trabalho "The Sea of Memories" (2011). Na sequência veio a dobradinha explosiva de "This is War", do mais recente CD do Bush, "Black and White Rainbows" (2017), e "Greedy Fly", do disco "Razorblade Suitcase" (1996).
Antes dos fãs poderem respirar novamente, Gavin cantou "Everything Zen", fazendo com que o público abrisse pacíficas "rodinhas" e jogasse seus corpos de cerveja para o alto. "The People that We Love", do álbum "Golden State" (2001), e "Swallowed" chegaram em seguida, fazendo a plateia vibrar. Bastante comunicativo, o cantor interagia e brincava com a plateia por longos períodos.
O ex de Gwen Stefani estava tão feliz e elétrico que, durante "Little Things", não apenas foi para o meio da pista como Jeff Gunt mas também escalou os braços do público e deitou por cima deles, deixando os fãs responsáveis por carregá-lo pelo mar de braços. Passado o momento de puro desespero da equipe de segurança, o Bush executou uma versão pesada de "Come Together", dos Beatles, se despedindo para o bis.
Na volta ao palco, a banda encerrou o show de aproximadamente 1h20 de duração, com os super hits "Glycerine" e "Comedown", enquanto Gavin, provando que é um roqueiro das antigas, jogava sua guitarra longe e derrubava o pedestal de microfone, além de descer no vão que divide o palco da plateia para ser agarrado, puxado e beijado pelos fãs. Que noite de atitude e rock n' roll! Fez valer toda a espera de anos de quem esteve por lá.
Stone Temple Pilots Setlist:
1- "Wicked Garden"
2- "Crackerman"
3- "Vasoline"
4- "Silvergun Superman"
5- "Big Bang Baby"
6- "Big Empty"
7- "Creep"
8- "Plush"
9- "Meadow"
10- "Interstate Love Song"
11- "Roll Me Under"
12- "Dead & Bloated"
13- "Trippin' on a Hole in a Paper Heart"
14- "Sex Type Thing"
Bush Setlist:
1- "Machinehead"
2- "The Chemicals Between Us"
3- "The Sound of Winter"
4- "This Is War"
5- "Greedy Fly"
6- "Everything Zen"
7- "The People That We Love"
8- "Swallowed"
9- "Little Things"
10- "Come Together" (cover de Beatles)
Bis:
11- "Glycerine"
12- "Comedown"
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