Sepultura: em Santo André, ainda relevante e poderoso
Resenha - Sepultura (Sesc, Santo André, 09/12/2018)
Por Alexandre Veronesi
Postado em 19 de dezembro de 2018
O ano de 2018 está prestes a se encerrar, e com ele chega ao fim a bem-sucedida "Machine Messiah World Tour", do Sepultura. Uma das últimas cidades a receber este show foi Santo André, onde o grupo não se apresentava já havia uma década.
O palco escolhido foi o Sesc. Já ciente de que o pequeno e aconchegante teatro não seria o suficiente para uma banda deste calibre, a organização acertou em cheio alocando o espetáculo em uma ampla área de eventos dentro da unidade, com capacidade para 2400 pessoas. Não houve lotação máxima, porém uma quantidade bastante significativa de headbangers compareceu ao local no dia 09/12, um domingo, para prestigiar o maior expoente do Heavy Metal de nosso país ao vivo.
A apresentação teve início quase que pontualmente, por volta das 18h10. Após a introdução (precedida por "Polícia", dos Titãs), o quarteto integrado por Derrick Green (vocal), Andreas Kisser (guitarra), Paulo Xisto (baixo) e Eloy Casagrande (bateria) sobe ao palco já mandando 2 pedradas do disco que dá nome à turnê: "I Am The Enemy" e "Phantom Self". Sem tempo para respirar, o set seguiu com "Kairos", e o primeiro grande clássico da noite, "Territory". Para a alegria dos fãs "old school", o álbum de 1989, "Beneath The Remains", veio muito bem representado através de "Inner Self" (infelizmente a única deste registro apresentada na noite).
Após "Sworn Oath" e "False", Andreas anuncia que eles fariam uma pequena homenagem ao "Against", disco que marcou a estréia de Derrick, há exatos 20 anos atrás. Sendo assim, o grupo executa a trinca "Against", "Choke" e "Boycott". Confesso que não sou um grande apreciador do trabalho em questão, mas as canções foram muito bem escolhidas e executadas de maneira bastante dinâmica, empolgando boa parte da platéia. "Roorback", de 2003, foi lembrado aqui através de "Corrupted", que precedeu a faixa título do último álbum, "Machine Messiah", marcante pelo seu clima apocalíptico e os bons vocais limpos de Derrick.
Logo após, tivemos o ápice do show, com as tijoladas "Desperate Cry", "Refuse/Resist" e "Arise", hinos absolutos que dispensam maiores comentários, e foram responsáveis pelos maiores "circle pits" da noite. Breve pausa, e então o quarteto retorna para o bis com "Slave New World" (uma de minhas preferidas do "Chaos A.D.") e "Resistant Parasites". O encerramento da atuação se deu da forma que todos já esperavam, com "Ratamahatta" e a incansável "Roots Bloody Roots".
Gostem ou não, o Sepultura se encontra em grande fase. Energia pulsante, química e sincronia invejáveis entre os membros. Feeling define.
A maior banda brasileira de Metal de todos os tempos está mais viva do que nunca.
OBS: Eloy Casagrande não é humano, e ninguém me convencerá do contrário.
SETLIST
01. I Am The Enemy
02. Phantom Self
03. Kairos
04. Territory
05. Inner Self
06. Sworn Oath
07. False
08. Against
09. Choke
10. Boycott
11. Corrupted
12. Machine Messiah
13. Desperate Cry
14. Refuse/Resist
15. Arise
16. Slave New World
17. Resistant Parasites
18. Ratamahatta
19. Roots Bloody Roots
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