Destruction: Thrash teutônico de alta qualidade em SP

Resenha - Destruction e Nervosa (Espaço 555, São Paulo, 23/09/2018)

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Por Alexandre Veronesi
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O dia 23/09/2018 marcou o retorno da lenda alemã DESTRUCTION a São Paulo, em turnê de divulgação do seu segundo álbum de regravações, "Thrash Anthems II", lançado em 2017. A abertura do evento ficou a cargo das meninas do NERVOSA, uma das bandas em maior ascensão do Metal nacional na atualidade.

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O local escolhido foi o Espaço 555, uma nova e aconchegante casa de shows localizada na região central da cidade, mais especificamente ao lado da icônica Galeria do Rock.

Houve um grande atraso na abertura dos portões, e consequentemente, no início do espetáculo. Ficaríamos sabendo depois que o voo no qual os músicos viriam de Manaus para São Paulo foi cancelado, e os mesmos só conseguiram chegar por volta das 18h30. Uma eventualidade, que infelizmente foge do controle de todos.

Deixando os problemas de lado, vamos falar da apresentação da NERVOSA. O power trio formado por Fernanda Lira (vocal e baixo), Prika Amaral (guitarra) e Luana Dametto (bateria) vem obtendo grande destaque na cena, tanto no Brasil quanto mundo afora. E tal reconhecimento não é a toa, pois a evolução constante do grupo é notável, fruto de um trabalho árduo e muita dedicação. O ritmo frenético de shows e turnês claramente deixou as moças "cascudas", e isso transparece de forma explícita no palco.

A bola da vez é o ótimo disco "Downfall Of Mankind", lançado em Junho deste ano, portanto, foram executados sons como "Horrordome", "Never Forget, Never Repeat", "Fear, Violence And Massacre" e "Kill The Silence", além de outros já conhecidos como "Death!", "Masked Betrayer" e "Into Moshpit", que colocou um ponto final no set de aproximadamente 45 minutos.

Finalmente, às 22h, a intro de "Curse The Gods" ecoa nos PA's da casa. Essa foi a deixa para que Marcel "Schmier" Schirmer (vocal e baixo), Mike Sifringer (guitarra) e Randy Black (bateria) tomassem o local de assalto, mandando a faixa de abertura do clássico "Eternal Devastation", de 1986. Daí em diante, pudemos presenciar uma enxurrada de autênticos hits do Thrash Metal germânico: "Tormentor", "Nailed To The Cross", "Mad Butcher", "Life Without Sense", "Total Desaster" e "Eternal Ban" foram responsáveis por incessantes "circle pits" e "headbangings" do animado público presente. Dos registros mais recentes, as únicas representantes foram "Armageddonizer" e "Dethroned", de "Day Of Reckoning" (2011) e "Under Attack" (2016), respectivamente.

O trio, como de praxe, realizou um concerto de Thrash Metal exatamente como tem que ser. Schmier é um dos melhores vocalistas do gênero e possui enorme carisma, contagiando a platéia desde o primeiro minuto. Mike, "riffmaker" do mais alto escalão, continua destilando suas marcantes linhas de guitarra de forma precisa e furiosa. A novidade aqui ficou por conta de Randy Black, que recentemente assumiu o lugar do polonês Vaaver nas baquetas, e vem fazendo um trabalho excepcional. O americano, que já integrou bandas como Primal Fear e Annihilator, mostrou toda a sua técnica e "feeling" em quantidades obscenas, impressionando e provando ser a melhor opção para o posto.

Após um breve solo de bateria, o set teve continuidade com alguns petardos um tanto obscuros dos primórdios do grupo: "Antichrist", "Black Mass" (executada no Brasil pela primeira vez) e "Thrash Attack". "The Butcher Strikes Back", música que marcou o retorno de Schmier ao grupo, em 1999, encerrou a primeira parte do show. Poucos minutos após, a intro "Days Of Confusion", do disco "The Antichrist" (2001) deixou claro o que estava por vir: "Thrash Till Death", o maior sucesso desta terceira fase do DESTRUCTION. Uma das mais aclamadas da noite.

Então, o frontman pede ao público que escolha a próxima música, entre "Fuck The USA" (da banda punk escocesa The Exploited) e "Invincible Force" (do debut "Infernal Overkill", 1985). Para minha satisfação pessoal, a maioria clamou pela segunda. Finalizando de vez a atuação, executaram a obrigatória "Bestial Invasion", dando fim às últimas energias de cada headbanger ali presente, após 1h30 de pancadaria sonora.

Há um grupo seleto de bandas que, mesmo vindo para o nosso país com boa frequência, sempre vale a pena conferir, tamanho o calibre do espetáculo. O DESTRUCTION com certeza é uma delas.

SETLISTS

DESTRUCTION

01. Curse The Gods
02. Armageddonizer
03. Tormentor
04. Nailed To The Cross
05. Mad Butcher
06. Dethroned
07. Life Without Sense
08. Release From Agony
09. Eternal Ban
10. Total Desaster
Solo de bateria
11. Antichrist
12. Black Mass
13. Thrash Attack
14. The Butcher Strikes Back
15. Thrash Till Death
16. Invincible Force
17. Bestial Invasion

NERVOSA

01. Horrordome
02. Death!
03. Enslave
04. Hostages
05. Masked Betrayer
06. Never Forget, Never Repeat
07. Vultures
08. Kill The Silence
09. Fear, Violence And Massacre
10. Intolerance Means War
11. Into Moshpit




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